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Na entrada de D. Armindo na diocese do Porto

A diocese do Porto vai receber solenemente, dentro de dias, o seu novo Bispo, D. Armindo Lopes Coelho. Pelo Bispo, esta igreja local do Porto, está ligada, desde a sua fundação, ao Colégio Apostólico e por meio deste ao próprio Jesus Cristo. Trata-se de uma ligação institucional, uma vez que a ligação pessoal a Jesus Cristo deve fazê-la cada um de nós.

O Concílio Vaticano II afirma: "Assim como, por instituição do Senhor, S. Pedro e os restantes Apóstolos formam um Colégio Apostólico, assim de igual modo estão unidos entre si o Romano Pontífice, sucessor de Pedro, e os Bispos, sucessores dos Apóstolos".

A Igreja não é apenas o "corpo místico" de Jesus Cristo, ou um "reino" espiritual de Deus. Tem igualmente uma face visível, é também uma instituição, que congrega todos os fiéis baptizados, sob a orientação dos pastores escolhidos pelo seu fundador. O Bispo detém a plenitude do sacerdócio e, como tal, junto com os presbíteros, os diáconos e outros ministros e todo o povo de baptisados, realiza, em cada diocese, a Igreja de Jesus Cristo.

A transmissão de funções de um a outro Bispo, numa diocese, é algo de muito importante para a comunidade diocesana. De facto, ao Bispo compete exercer, na Igreja local, e, em união com os outros bispos, na Igreja universal, três espécies de serviços que Jesus entregou aos seus Apóstolos: ensinar a todos os homens, transmitindo-lhes fielmente a palavra do único Mestre ("não chameis a mais ninguém mestres"), santificando-os por meio dos sacramentos deixados por Jesus Cristo e fazendo que os fiéis observem tudo quanto o Senhor mandou.

Os Bispos exercem estas funções por si próprios e por meio dos presbíteros, seus colaboradores, e também por intermédio dos leigos a quem foi confiada alguma responsabilidade na pastoral diocesana.

É natural que cada Bispo deixe as marcas da sua personalidade na sua actividade episcopal. E isto não pode deixar de ser enriquecedor para a Igreja local.

D. António Ferreira Gomes, como intelectual que era, foi sobretudo um doutrinador seguro, capaz de fazer a leitura dos acontecimentos do seu tempo à luz da doutrina do Evangelho. D. Júlio foi um homem prático, que deixa bem vincada a sua passagem por esta diocese pelas obras que apoiou, promoveu ou realizou, desde igrejas, centros paroquiais, conservação dos edifícios diocesanos e finalmente o Centro Diocesano de Vilar, obra há muito reconhecida como necessária, mas que ninguém tinha tido a coragem de empreender. Enriqueceu o património da diocese, colocando-o ao serviço da pastoral. Enriqueceu a diocese, mas não saíu ele próprio rico. Se entrou pobre, saíu tão pobre como entrara. E alguma vez, pelo pouco que me foi dado perceber (mais do que saber) pôs mesmo os seus parcos haveres ao serviço dos outros.

Agora, é a vez de D. Armindo. É, ao mesmo tempo, um intelectual e um homem prático. Como intelectual, com sólida formação teológica e filosófica, esperamos que preencha aquilo que penso ser uma certa lacuna no nosso episcopado, projectando a luz do evangelho sobre os acontecimentos do nosso tempo e sobre as ideologias que lhes estão subjacentes. Como homem prático, espera-o uma tarefa bem difícil, que é a gestão dos meios humanos, ao nível do presbitério, cada vez mais envelhecido e menos numeroso. Animar os agentes de pastoral, estimular a sua criatividade com o discernimento do que é correcto ou errado, traçar planos que possam empenhar toda a igreja diocesana, na continuidade do que já foi feito até aqui, esta Igreja que tem cerca de dois milhões de habitantes, é tarefa por certo trabalhosa, mas que, estamos certos, está ao alcance da personaliddae voluntariosa do Senhor D. Armindo.

Já não podemos agora formular os votos que se faziam em outros tempos - ad multos annos - porque há limites para a permanência de um Bispo na sua diocese. Mas fazemos votos de que o seu episcopado, nesta diocese, seja frutuoso e fecundo para esta Igreja local, e para ele, pessoalmente, feliz.
Gonçalves Moreira
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SUGESTÕES PARA PARTICIPAR MELHOR NA MISSA


1. Ao ires de casa para a igreja, "prepara o teu coração": vais celebrar a fé e encontrar-te com o Senhor e com os irmãos.

2. O dia do Senhor é um dia festivo: isso deve manifestar-se, também, no modo como te vestes (quando és convidado para uma festa, não minimizas a tua "toilette"). Em todo o caso, não te equivoques: não vais para a praia ou praticar desporto…

3. Sê pontual: se chegas quando a celebração já começou vais, de algum modo, perturbar ou distrair os outros, além do que o Senhor que te convida é a pessoa mais importante e amorosa que jamais existiu.

4. Ocupa um lugar livre, começando pela frente: uma comunidade reunida que se coloca à distância não parece uma assembleia unida na fé e no amor ao Senhor.

5. Concentra-te um pouco e repara no ambiente que foi especialmente preparado para aquela celebração: antegoza a maravilha dessa reunião da família de Deus (como é bom e agradável reunirem-se os irmãos…).

6. Se chegares antes da hora, poderás beneficiar de uma preparação, especialmente no canto, que te ajudará a participar mais intensamente: as coisas boas costumam ter vésperasError! Bookmark not defined.

7. A missa dominical é uma celebração comunitária: não participes como se fosse um mero acto de piedade individual, mas une-te aos irmãos na oração, nos gestos, nas atitudes e no canto comuns. Não é preciso que toda a assembleia ouça a tua voz, basta que a ouça o teu vizinho - és membro de uma assembleia que louva a uma voz: que bela é essa voz!…

8. Se sentes necessidade de tossir, tapa a tua boca com um lenço; e se te vais assoar, fá-lo com o mínimo de ruído e em momento oportuno (não quando se proclamam as leituras, ou se profere a homilia ou quando se está em silêncio): prejudicas-te a ti mesmo e aos outros.

9. Não sejas indiferente ao que se passa à tua volta, a alguém que se sente mal, a uma criança que corre, a um idoso que não tem onde se sentar, a alguém que perturba a assembleia: tu és membro responsável desta família.

10. Se não és surdo, não precisas de acompanhar a missa pelo missal (o missal popular é muito útil para preparares, em casa, a tua participação): a palavra que ouves é uma Palavra viva, transmitida pelo ministério do leitor.

11. Leva já preparada a tua oferta, escusando deteres quem recolhe as ofertas ou dares espectáculo, rebuscando os bolsos, procurando a carteira ou fazendo trocos: a tua oferta faz parte da tua participação; se foi preparada, tornar-se-á mais consciente.

12. Não repitas as palavras do sacerdote, mas ouve-as com atenção (e em tensão), manifestando a tua adesão mediante as aclamações.

13. Quando rezas o Pai nosso não abras as mãos, mas contempla as mãos abertas daquele que preside, recolhe e orienta a tua oração e a de toda a assembleia (as mãos juntas têm um significado muito profundo: indicam a tua entrega ao Senhor).

14. Quando saúdas os irmãos na paz de Cristo, não precisas de cumprimentar todas as pessoas da igreja: sendo assim tão rigoroso deverias cumprimentar todos os homens. Saúda o teu vizinho, com um coração aberto a todos, filhos de Deus, remidos por Cristo.

15. Não te aproximes da mesa eucarística sem seres convidado: mas confessando a tua humildade, seguindo o exemplo do centurião do evangelho, aproxima-te, em procissão, com os teus irmãos, depois do presidente dizer "Felizes os convidados…"

16. Canta durante a comunhão ou louva Aquele que o mundo inteiro não pode conter e habita em ti e conserva-te de pé enquanto os teus irmãos caminham para a mesa santa: a comunhão é um acto comunitário, o mais profundo e sério, deverá, por isso, parecê-lo.

17. Não saias da igreja antes da bênção e da despedida: os avisos interessam-te, porque tudo o que diz respeito a esta tua família, é importante para ti.

18. Não saias apressado: se calhar, podes permanecer um pouco em oração (não arde também o teu coração?!…); ou podes cumprimentar os teus conhecidos, ou um estranho… (a nossa comunhão humana ficou mais forte e tem consequências sociais).
S.D.L.
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