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No Porto, haverá Missa presidida pelo Bispo, às 12 horas, na Igreja da Santíssima Trindade, seguindo-se exposição solene do Santíssimo para adoração dos fiéis. Pelas 16 horas, será a Procissão Eucarística até ao Terreiro da Sé onde será dada a Bênção do Santíssimo Sacramento.
Na solene procissão promovida pelo Cabido portucalense integram-se os Párocos, Reitores e Capelães da Cidade, bem como os Superiores dos Institutos Religiosos e demais sacerdotes, os Seminários e representantes de Movimentos e Associações, Irmandades e Ordens Terceiras. Os promotores fizeram todo o esforço para que a procissão, se torne a grande manifestação pública de Fé da Cidade, envolvendo as paróquias e seus organismos de apostolado. E foi pedido a cada paróquia que se faça acompanhar da Cruz paroquial e, pelo menos, dos membros da Confraria do Santíssimo Sacramento, com a respectiva opa e que as associações e confrarias venham também com os respectivos estandartes e insígnias.
Para além disso, foi dada uma particular atenção à participação dos jovens pedindo- lhes que enverguem camisolas com o tema deste ano de preparação para o novo milénio e que também as crianças tenham o seu lugar na procissão, devendo ser acompanhadas pelos catequistas.
«Jesus Cristo, único Salvador do mundo, ontem, hoje e sempre», tema deste ano de preparação para o Jubileu do Redentor, estará assinalado em quadros bíblicos que os grupos de jovens de algumas das paróquias do Porto vão encenar, num esforço de tornar a referida mensagem mais acessível a todos. O percurso da Procissão é pequeno mas tem o valor simbólico da caminhada do Povo de Deus desde o mundo até à casa de Deus, ou seja dos Paços do Concelho à Sé, a Igreja-mãe.
A solenidade do Corpo e Sangue de Cristo,
na boca do povo é a festa do Corpo de Deus, e assim
é ainda em Penafiel. É que o povo tem necessidade
de celebrar, de forma jubilosa, a
Presença Real, amorosa e operante
de Cristo no meio dos homens de todos os
tempos, de todas as raças e de
todos os quadrantes. Para isso a Igreja leva o
«Divino Sacramento» em procissão
pelos caminhos onde se joga o destino
dos homens e com hinos, flores e incenso,
lembra que, à morte, foi aberto o
caminho da Vida. E ninguém melhor
do que o povo saberá proclamar através de sinais,
a vitória do Ressuscitado e a fé na vida eterna.
Poderão fazê-lo sem triunfalismos, mas na legitimidade
de expressão pública que os tempos de
democacia e de liberdade permitem, salientando
que Jesus Cristo é o único Salvador e a Eucaristia
a força capaz de transformar a humanidade em família
de filhos de Deus capazes de uma vida em comunhão com todos
os homens.
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Presidida pelo Senhor Arcebispo-Bispo, na procissão integrar-se-ão os cónegos da nossa Sé, os Párocos da Cidade, Padres e diáconos ao serviço da Igreja que está no Porto, o Seminário diocesano, religiosos e religiosas, associações, movimentos e obras de piedade e apostolado, fiéis de todas as idades, comprometidos na vida cristã das suas comunidades nas mais diversas áreas e com os mais variados matizes, as autoridades civis, militares e académicas da região e da Cidade, o povo simples que crê em Cristo e que vive a sua fé com entusiasmo.
Noutros locais, por todo o país, realizam-se idênticas manifestações de fé.
A solenidade do Corpo e Sangue de Cristo remonta à Idade Média. Instituída na Diocese de Liège (Bélgica) em 1246, a festa foi estendida a toda a Igreja em 1264. A procissão data do segundo decénio do séc. XIV. Estas procissões tornaram-se famosas. Nelas se incorporava a representação de toda a sociedade local.
Sabe-se que, em Portugal a festa já era popular no tempo de D. João I. Precisamente dessa época (1417) datam as primeiras notícias da realização desta procissão no Porto. Muitas determinações se foram assentando no Livro das Vereações sobre quem estava obrigado a ir na procissão, sobre a ordem das corporações que a integravam e o número de pessoas previstas, as figuras dos santos, as bandeiras, as vestes, as danças e jogos que deveriam executar.
Era grande o investimento mesmo em termos financeiros que a Cidade fazia nesta Procissão, sempre ordenada com a maior pompa e aparato. O Pálio que abrigava o Sacramento era o da Câmara e não o do Bispo. E era a Câmara quem nomeava os cidadãos para ir às varas do pálio ou transportar os tocheiros. Quem recusasse o encargo sem justificação era riscado do livro de cidadãos...
No séc. XVIII começaram a reduzir-se as invenções e danças habituais. As irmandades e confrarias das paróquias da cidade começam a integrar a procissão em vez das corporações profissionais. Estas encarregavam-se da rica e vistosa ornamentação das ruas que lhes eram atribuídas por decreto do Município.
Os meninos vestidos de anjos, os quadros alegóricos bíblicos, as pessoas vestidas de profetas e santos, as danças diante da Eucaristia, as representações famosas (sobretudo na Espanha com escritores como Calderón de la Barca): tudo exprimia a alegria pela presença de Jesus Cristo no meio de nós, no sacramento eucarístico.
Após uma interrupção de alguns anos, a tradição foi recentemente retomada. E, na verdade, a festa mantém intacta a sua razão de ser, assim sejamos nós capazes de a renovar.
A Igreja leva neste dia o «Divino Sacramento», em festiva e solene Procissão através dos domínios da existência humana. Percorre os caminhos do mundo, onde se joga o destino dos homens. Fá-lo cantando hinos de júbilo e de acção de graças, aspirando o perfume das flores e o aroma do incenso, e celebrando a Morte que abriu o caminho da Vida, proclamando, à face do mundo, a vitória do Ressuscitado - que é também nossa - pois na Santa Ceia Ele nos deu o Seu Corpo que «ia ser entregue e o Seu Sangue que ia ser derramado» pela vida do mundo.
Com esta manifestação pública da sua fé, os católicos não pretendem exibir triunfalismos. Não marcham contra ninguém, nem reivindicam nada para si. Querem simplesmente anunciar a todos que Jesus Cristo é o seu único Salvador e que só na Eucaristia (que é Cristo a percorrer os caminhos do mundo) está o sinal da unidade, o vínculo do amor, a única força capaz de transformar a humanidade, tão ansiosa de união, na única família dos filhos de Deus, destinados a viver, em Cristo, na comunhão perfeita com Deus e com os homens.
| S.D.L. |
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