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| O magazine do Jornal de Notícias do dia 4, Domingo, publicou uma interessante notícia sobre o Santo Sudário de Turim, afirmando em título que novas provas reacendem a polémica. E a terminar diz: Os mistérios do Sudário continuam a ser uma pedra no caminho do raciocínio lógico e uma prova de que ainda há muito conhecimento que não dominamos... Entretanto, há que dar graças por um dos objectos mais misteriosos da Humanidade não ter sucumbido nas chamas, referindo-se ao último incêndio há pouco ocorrido na catedral de Turim |
O Sudário continua a ser, na verdade, objecto do interesse científico de um grande número de cientistas.
Em Setembro do ano passado, apareceu na imprensa espanhola uma notícia, de certo exagerada no título que lhe foi dado - Esta pode ser a palavra definitiva da ciência sobre o Santo Sudário. Tratava-se de uma entrevista dada pelo professor Baima Bollone, catedrático de medicina legal na Universidade de Turim e que há cerca de vinte anos se dedica, no âmbito das suas competências, ao estudo do Santo Sudário. Nessa entrevista, afirma aquele professor: Espero que esta seja a palavra definitiva da ciência sobre a verdadeira cronologia do Sudário. De que se trata então? O professor Bollone conseguiu descobrir a existência de uma moeda romana do ano de 29 d.C. sobre o olho esquerdo do rosto impresso no Sudário.
Há já 15 anos que se tinha descoberto a existência de uma moeda sobre o olho direito. Acontecia, no entanto, que a data do cunho desta moeda não era visível. O mesmo não acontece com esta moeda descoberta sobre o olho esquerdo. Nela são visíveis as siglas LIS e TIB, que significam ano décimo sexto do império de Tibério, o que corresponde ao ano 29 da nossa era, ou inícios do ano 30, que é identificado como o ano da morte de Jesus Cristo.
O professor Baima Bollone reconhece a necessidade de que outros cientistas estudem também esta descoberta para tirarem as suas próprias conclusões. Esta descoberta, como outras aliás, contraria as conclusões da análise feita pelo método do carbomo 14, afirmando que o Sudário não é anterior à Idade Média, como foi largamente noticiado. O professor Bollone diz sobre isso: Não sou competente na matéria. Só posso dizer que os sindonólogos nunca acreditaram nesses resultados... Não se trata de crer ou não no Sudário. Tenho-me ocupado da relíquia durante muitos anos e conheço os seus prós e os seus contras. Os prós são: as características do tecido, a tradição cristã sobre a paixão e morte de Jesus, a história da arte, a presença de moedas bizantinas, de caracteres no Sudário, o facto de que não pode ser uma pintura, os pólenes identificados no linho... Os contras são apenas um: a datação do carbono 14.
Em relação a este problema levantado pela análise feita pelo método do carbomo 14, o professor russo Dmitri Kouznetsov, do laboratório de pesquisa dos polímeros Sedov de Moscovo, prémio Lenine da Ciência, demonstrou que o incêndio a que esteve sujeito o Sudário em 1532 poderia ter alterado os resultados do exame feito pelo método do carbono 14. Sem descer a pormenores e em síntese, afirma este professor: Um incêndio deixaria restos de carbono 14 e quanto mais C14 houver, mais recente é a data que se estabalece. Isto pode ter acontecido no incêndio que afectou o tecido do Sudário, ocorrido na capela do palácio ducal da família de Savoia, em Chambéry, em 1532.
Voltando ao professor Baima Bollone, ele termina a sua entrevista com palavras muito judiciosas. Interrogado sobre se trata de um fenómeno sobrenatural ocorrido com o Sudário, ele afirma: Falaria de fenómeno natural. Foi um cadáver que deixou aquelas marcas no tecido. E termina: A Igreja está acima desta questão. Não se trata de um assunto de fé, mas de um problema científico. O Santo Sudário e a fé do crente na morte e ressurreição de Cristo são duas coisas completamente distintas.
| Gonçalves Moreira |
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«Depois de ter sido relegada durante décadas para um plano secundário, a análise da problemática da segurança constitui hoje, por força das circunstâncias, uma das prioridades na salvaguarda e valorização do património histórico e artístico da Igreja. O futuro dos nossos bens culturais depende cada vez mais de uma estratégia global que possa responder aos novos desafios que se colocam neste domínio. Desafios que não se compadecem já com soluções pontuais ou de improvisação, exigindo um aprofundamento do tema nas suas diversas vertentes.
O curso sobre A Segurança dos Monumentos e Obras de Arte da Igreja, promovido pela Comissão Nacional de Arte Sacra e do Património Cultural da Igreja - Órgão especializado da Conferência Episcopal Portuguesa - no âmbito das actividades do Centro Nacional de Pastoral Litúrgica, pretende lançar os fundamentos para uma reflexão aprofundada em torno dos diferentes aspectos da segurança dos bens culturais eclesiásticos e vem ao encontro de uma lacuna sentida desde há muito.
Este primeiro módulo, organizado com o apoio do Instituto Nacional de Polícia e Ciências Criminais do Ministério da Justiça, aborda os fenómenos de roubo e vandalismo, desenvolvendo com particular ênfase as questões relacionadas com a prevenção da criminalidade, a organização de sistemas de segurança, a utilização dos meios técnicos de detecção e a colaboração com as autoridades policiais aos mais diversos níveis».
Segurança contra o furto e o vandalismo - é o tema de fundo que vai ser analisado por diversos especialistas. Assim, no dia 6, serão proferidas as seguintes lições: Conservação preventiva e segurança: denominadores comuns das perspectivas policial e museológica, pela Drª Leonor de Sá; Os crimes contra o património artístico: contributos para uma análise sociológica, pelo Prof. Doutor José Paquete de Oliveira; A legislação sobre o furto de obras de arte, pelo Dr. Alfredo Esberard; A segurança contra o furto e a segurança contra o vandalismo, por Francisco Morgado; Bens culturais da Igreja: especificidade e princípios de intervenção no âmbito da segurança, pelo Dr. José António Falcão; Demonstração técnica de equipamento de segurança, pelo Eng. Rui Vicente Dias. No dia 7: Segurança: diagnosticar e formar, pelo Dr. António M. Ferreira Antunes; As competências das polícias no combate aos crimes de furto e tráfico de obras de arte, pelo Dr. João Neto; Os inventários diocesanos como instrumento ao serviço da salvaguarda do património cultural (Painel); A segurança dos bens culturais da Igreja (Mesa-redonda).
O Curso terá lugar na Casa de Nossa Senhora das Dores (Santuário de Fátima) e destina-se primeiramente aos Párocos e reitores das igrejas, membros das Comissões Diocesanas de Arte Sacra e organismos afins, Conservadores e responsáveis de monumentos, museus e colecções, com destaque para os pertencentes à Igreja, técnicos dos serviços do património, mas também está aberto a todos os interessados.
As inscrições deverão ser feitas no Centro Nacional de Pastoral Litúrgica - Santuário de Fátima - Apartado 31 - 2496 Fátima Codex - ou pelo telefone (049) 533327 / 533343 - ou Fax (049) 533343.
A segurança constitui, hoje particularmente, um dos aspectos da máxima importância que importa não descurar, a fim de que os bens culturais da Igreja possam realizar todas as funções e atingir a sua finalidade originária. Mas, para que tal se possa garantir, exige-se uma grande colaboração de muitos, instituições e pessoas, responsáveis das comunidades e fiéis. Por isso, o Secretariado Diocesano de Liturgia recomenda este Curso de formação a todos os interessados.
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