Última Página:

REFLEXÕES LIVRES

O Presépio

Até onde a memória me transporta, despertei para o Natal na minha infância, em Águeda, atraido que me via pelo lindo presépio montado na nave central da Igreja Matriz, sobre o seu lado esquerdo, no altar de Nossa Senhora das Graças. Era um presépio de dimensões assinaláveis, para mim, e que se desenvolvia de forma ascendente para trás, a partir do seu núcleo central que era a gruta, construída à frente e num plano inferior, à mercê duma observação próxima e, por isso mesmo, proporcionadora de mais encantamento. A gruta estava amplamente aberta e, no seu interior, Maria e José debruçavam-se sobre o Menino de rosto sorridente, e recostado num berço de palha-esboço de manjedoura? - cujo fundo, com três vertentes inclinadas, era feito de palha urdida. Ao fundo estavam deitadas a vaca e o burro. um anjo pendia do tecto musgoso da gruta, sobre ,a sua entrada que era ornada de heras e fetos. E a gruta estava electricamente iluminada no seu interior o que realçava a sua proeminência. Lá atrás e no alto estava suspensa uma estrela prateada e brilhante donde irradiavam abundantes fios argênteos caidos sobre a gruta, a assinalá-la, e junto da qual havia figuras, de pastores, ajoelhados no chão arenoso uns e outros de pé carregando cordeiros às costas, todos rodeados de ovelhas, umas próximas e outras distantes, dispersas e montivagas. Na verdade, a maior área do presépio eram esses outeiros musgentos entre os quais se desenhava uma rede de carreiros feitos de arcia do mar, quais longos sulcos esbranquiçados pejados de figuras de barro carreando volumes, animais ou cântaros, tudo prendas para o Menino-Deus. Ao fundo, no mais alongado e estreito desses carreiros e que de mais longe se desenhava, viam-se os Reis Magos a assomar, dois brancos e um de cor, montados em camelos, um com o baú do ouro, outro com o vaso de incenso, e o terceiro com a pixide da mirra. Na linha do horizonte alongava-se a silhueta das muralhas da cidade, feitas de cartão amarelado.

Em cada celebração litúrgica, o Menino era dado a beijar no ambiente de encantamento inultrapassável trazido pelos cânticos natalícios: Oh! Vinde todos a Belém, / cantar um hino de louvor / hino de paz e de harmonia / que os anjos cantam ao Senhor / Gló... ooooo...ooooo...ooooo...ria / in exelcis De...ee o /Gló... ooooo...ooooo...ooooo...ria / in exelcis De...ee o.

Presépio é materialização de factos irrefutáveis dos Evangelhos: a ausência de lugar digno da cidade, Deus que nasce pobre num curral extramuros, a adoração dos simples, a mensagem de paz trazida pelo anjo, os Magos enquanto homens de ciência rendidos aos sinais de Deus, à "Estrela" e aos sonhos...

As crianças não mais esquecem o Presépio, como eu não o esqueci, e com grande proveito. Penso, por isso, que deveria haver a preocupação de montar em cada Igreja, senão em cada lar, um presépio tão lindo e completo como era o da Igreja de Águeda, e não o reduzir às imagens de Maria, de José e do Menino porque todo o enquadramento que o presépio trás é rico de doutrina e de história que ajudam a Fé.
Levi Guerra
Início


MINISTROS EXTRAORDINÁRIOS DA COMUNHÃO

Recondução e Formação permanente

1. O ministro extraordinário da Comunhão (= MEC) deve distinguir-se pela coerência de vida cristã. Evitar-se-á apresentar candidatos que vivam em situação familiar irregular (divorciados) ou que não gozem da estima da comunidade.

2. O ministro da Comunhão deve cultivar a piedade eucarística e ser modelo, para os outros, de participação activa e frutuosa na celebração eucarística. Assim, não se escolha para o exercício desse ministério quem possa ser motivo de reparo pelos fiéis.

3. Os candidatos a MEC deverão participar na formação específica proposta pela diocese.

4. A fim de não multiplicar, sem justo motivo, os MEC, com o risco de banalizar o próprio ministério, só deverão ser designados novos ministros extraordinários da Comunhão para comunidades onde se verifique uma real necessidade. A partir de agora, dar-se-á precedência àquelas paróquias ou comunidades que apresentem reais dificuldades pastorais (densidade de habitantes, impedimento ou carência de outros ministros).

5. Na aprovação do requerimento, ter-se-á em conta a idade do candidato, a qual, em princípio, deverá situar-se entre os 25 e os 60 anos.

6. Os MEC devem exercer o seu ministério no âmbito da sua paróquia ou da comunidade que os propôs. Não levem a comunhão a doentes de outra paróquia, sem conhecimento e consentimento, pelo menos tácito, do respectivo pároco.

7. Ninguém, por sua própria iniciativa, poderá, em circunstâncias normais, dar o encargo de levar a Eucaristia e de a distribuir a outros fiéis, a um leigo que não tenha sido designado MEC. É absolutamente proibido levar para casa a Santíssima Eucaristia.

Recondução dos MEC

1. Os MEC que terminaram o seu mandato podem ser reconduzidos a requerimento do Pároco, Reitor ou Superior da Casa Religiosa ao Senhor Bispo, em modelo impresso, disponível na Cúria Diocesana, enviado ao Secretariado Diocesano de Liturgia até 28 de Fevereiro.

2. Os requerimentos deverão ser acompanhados dos respectivos cartões de identificação: no corrente ano deverão ser renovados os cartões de 1994-97 e a recondução será para o triénio de 1997-2000.

3. No caso de necessidade de um cartão novo por perda, danificação ou plastificação, mudança de paróquia, etc., deverão ser enviadas duas fotografias iguais e actuais, a indicação do número de MEC e 1000$00 para despesas de expediente.

Encontros de Formação Permanente

Para além de encontros paroquiais e vicariais que devem ser promovidos, os MEC deverão participar, anualmente, em dois encontros diocesanos de formação específica ou de formação litúrgica geral, propostos ou reconhecidos pelo S. D. L..

Para 1997:

Porto

- 11 de Janeiro e 12 de Abril
- 15 às 16. 30 h.
- Casa de Vilar

S. Mamede Infesta

- 15 de Janeiro e 16 de Abril
- 21. 30 às 23 h.
- Salão Paroquial

Carvalhos

- 15 de Janeiro e 16 de Abril
- 21. 30 às 23 h.
- Seminário

Penafiel

- 11 de Janeiro e 12 de Abril
- 15 às 16. 30 h.
- Igr. Matriz de Bustelo

S. Tirso

- 14 de Janeiro e 15 de Abril
- 21 às 22. 30 h.
- Colég. de Sta. Teresa

S. João da Madeira

- 14 de Janeiro e 15 de Abril
- 21. 30 às 23 h.
- Centro Paroq.

Os MEC deverão fazer-se acompanhar do cartão comprovativo da sua participação.
S.D.L.
Início


Primeira Página Página Seguinte