ITÁLIA - Umberto Bossi, o secretário da Liga do Norte, acusou os bispos italianos de serem "uma carga burocrática" e ameaçou impor restrições aos fundos destinados à Igreja na declaração de rendimentos.
Bossi assumiu este confronto após
o presidente da Conferência Episcopal Italiana, cardeal
Camillo Ruini, ter afirmado na Assembleia Plenária do Episcopado
que na "unidade da Itália não se mexe",
desse modo atacando claramente as posições da Liga
do Norte que pretende a secessão da região setentrional
e industrializada do resto do país.
ÁFRICA DO SUL - O último presidente branco da África do Sul, Frederik de Klerk, antecipando-se ao termo da partilha de poderes que, por força da lei, tem vindo a verificar-se com o ANC no governo presidido por Nelson Mandela, anunciou que o seu partido, o NP - Partido Nacional - se retira do poder ao fim de 48 anos.
A decisão do NP surge após
a aprovação da nova Constituição sul-africana
e pretende, como afirmou De Klerk, significar a "crescente
maturidade e normalização da jovem democracia"
daquele país.
UGANDA -
O presidente Yoweri Musevini que em Janeiro de 1986 tomou o poder
no Uganda, ganhou, com 74,2 por cento dos votos, as primeiras
eleições presidenciais pluralistas realizadas naquele
país africano, em 34 anos de independência. O principal
opositor de Musevini, Paul Ssemogerere, do Partido Democrático,
apenas recolheu 23,7 por cento dos votos.
PALESTINA - Uma cimeira tripartida reuniu, no Cairo, o rei Hussein da Jordânia, o presidente egípcio Hosni Mubarak e o líder palestiniano Yasser Arafat, dando particular relevo aos "direitos árabes" em Jerusalém. No comunicado final, as três personalidades afirmam que "a paz deve assentar no respeito pelos direitos jurídicos, históricos e espirituais palestinianos, árabes, islâmicos e cristãos na cidade de Jerusalém." Os três líderes analisaram ainda o seu empenhamento na "coordenação da luta contra o Hamas".
Entretanto, a aviação
israelita efectuou mais um ataque a uma posição
do Hezbollah no sul do Líbano, em resposta ao ataque com
uma bomba de controle remoto levado a efeito por aquele movimento
contra uma patrulha israelita que provocou sete feridos.
IRAQUE - O governo iraquiano exigiu a retirada das tropas turcas que efectuaram uma operação no norte do Iraque contra os separatistas curdos turcos e pretende que tais operações não voltem a repetir-se.
O governo turco havia anunciado que uma operação do seu exército contra os separatistas rebeldes do partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) havia terminado no passado dia 10 pela manhã.
Soube-se, entretanto, que o embargo
imposto pela ONU ao Iraque provoca a morte de cerca de 20 mil
iraquianos por mês, ascendendo já a 1,25 milhões
o número de mortos desde que foram aplicadas as sanções
em Agosto de 1990, sobretudo devido à falta de medicamentos.
JUGOSLÁVIA - O governo de Belgrado, capital da nova Jugoslávia, recusa-se a enviar para o Tribunal Penal Internacional de Haia (Holanda) os jugoslavos suspeitos de crimes de guerra, segundo afirmou o Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Ayala-Lasso. A posição do governo de Belgrado funda-se, alegadamente, numa disposição constitucional que proíbe a extradição de cidadãos jugoslavos.
Existem, neste momneto, mandados de captura contra três oficiais do ex-exército jugoslavo - coronel Mile Mrskic, capitão Miroslav Rdaic e major Veselin Sljivancanin -, acusados de crimes de guerra, nomeadamente o massacre de 261 civis em Ovacra, em 1991.
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