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Lebed, que no dia seguinte à primeira volta das eleições foi nomeado por Yeltsin secretário do Conselho de Segurança e conselheiro presidencial para as questões da segurança, confirmou o seu apoio a Boris Yeltsin, arrastando consigo o voto dos militares e de uma boa parte dos milhões de russos (cerca de 15% dos votantes) que nele votaram.
A nomeação de Lebed foi
acompanhada da exoneração do general Pavel Gratchev
do cargo de Ministro da Defesa, dando, assim, como praticamente
certa a vitória de Yeltsin frente ao candidato comunista
Ziuganov.
ANGOLA -
Oito pessoas morreram e dezenas de outras ficaram feridas quando
indivíduos armados emboscaram um camião de transporte
de civis no troço rodoviário Benguela - Ganda, no
litoral angolano.
Os assaltantes, segundo testemunhos
de pessoas que viajavam no transporte, envergavam uniformes de
cor verde e azul e estavam acompanhados por um grupo de civis
que saqueou os haveres dos 45 passageiros.
VIETNAME -
As autoridades de Hog-Kong deportaram para o Vietname um grupo
de 202 pessoas designadas como «boat-people» que haviam
demandado aquele território, desse modo intensificando
um programa de esvaziamento dos campos de detenção
da colónia britânica que, em 1997, passará
para o domínio da China.
Os deportados, 74 homens, 53 mulheres
e 75 crianças, elevaram para 3.638 o total de «boat-people»
que foram forçados a deixar Hong-Kong, local que tinham
demandado em busca de uma melhoria de vida que, afinal, lhes não
foi permitida.
CABO VERDE -
A água é, em Cabo Verde, um bem tão precioso
que uma criança das áreas rurais perde metade da
sua infância a andar diariamnete uma média de mais
de 20 quilómetros para a carregar.
Foi Daniel Horta, um dos responsáveis
pelo Município da Praia, quem lembrou esta realidade no
seminário nacional sobre abastecimento de água e
saneamento, alertando para o facto de «nem todos os caboverdeanos»
residentes no arquipélago terem acesso a água potável.
Uma mulher anda em média 35 quilómetros por dia
para abastecer a sua casa do precioso líquido, essencial
à vida.
NAÇÕES UNIDAS -
O secretário-geral da ONU, Butros-Ghali, apresentou a sua
candidatura a um novo mandato, antecipando-se à estratégia
dos EUA que desejam outra personalidade naquele lugar e que classificam
Ghali como «incapaz».
Os responsáveis norte-americanos declararam que «há pessoas mais capazes de levar por diante o género de programa de reformas da ONU que o Presidente (Clinton) defendeu em 1994 e 1995.»
De acordo com a Carta das Nações Unidas, o candidato a secretário-geral não poderá ser eleito se houver um voto contra (veto) de um dos membros permanentes do Conselho de Segurança - China, EUA, França, Grã-Bretanha e Rússia.
Os americanos gostariam de ver no lugar
de Butros-Ghali o funcionário da ONU Kofi Annan, do Gana,
ou a japonesa Sadako Ogata, comissária da ONU para os refugiados.
UNIÃO EUROPEIA -
A Grã-Bretanha abandonou oficialmente, no decurso da Cimeira
de Florença, a sua política de obstrução
aos assuntos europeus, depois de ter sido obtido um acordo no
que respeita à denominada «guerra das vacas loucas».
Os britânicos obtiveram a anuência da União para poderem exportar os seus produtos de origem bovina para países terceiros da União, desde que esses produtos correspondam às regras sanitárias definidas pelos peritos veterinários dos Quinze.
Ao mesmo tempo, a Grã-Bretanha
aceitou que esse levantamento progressivo do embargo seja acompanhado
pela execução de um plano destinado a erradicar
a doença das «vacas loucas» de território
britânico.
IRAQUE -
O maior complexo fabril iraquiano para produção
de armas bacteriológicas foi completamente destruido em
mais uma operação das Nações Unidas,
no cumprimento do plano para desmantelar totalmente o arsenal
de armas de destruição maciça do regime de
Saddam Hussein.
A operação foi registada à distância por câmaras de vídeo quando diversas explosões e o trabalho de bulldozers concluíram o processo de destruição da fábrica de Al-Hakam, a cerca de 80 quilómetros de Bagdad.
Apesar desta cooperação
com a ONU, o Iraque continua a negar o acesso dos peritos das
Nações Unidas a cinco instalações
militares perto de Bagdad por alegadas razões de segurança.
MÉDIO ORIENTE -
Os principais líderes árabes (com excepção
de Saddam Hussein) reunidos no Cairo reafirmaram que a única
opção que resta para a região é «a
paz: é a única maneira de encontrarmos uma solução
justa e duradoura para o conflito», nas palavras de Hassan
II, rei de Marrocos.
No Cairo, capital do Egipto, reuniram-se, além do anfitrião Hosni Mubarak, Hassam II, de Marrocos, Hussein, da Jordânia, Afez Assad, da Síria, Yasser Arafat, da Autoridade Palestiniana, Liamine Zéroual, da Argélia, e outras personalidades marcantes do mundo árabe.
A Cimeira defendeu, em uníssono com a União Europeia, que se mantêm os princípios-chave do acordo de paz israelo-árabe: «autodeterminação para os palestinianos com Jerusalém como sua capital e território em troca de paz», vectores essenciais para se alcançar uma paz justa, ampla e duradoura.
Enquanto durava esta Cimeira, o novo
ministro israelita dos Transportes, Yitzhak Levy, inaugurava uma
nova carreira aérea de passagerios entre Telavive e Amã,
capital da Jordânia.
GRÉCIA -
Milhares de pessoas saíram para rua num último aceno
a Andreas Papandreou, o ex-primeiro-ministro grego que faleceu
no dia 23, aos 77 anos. Papandreou, lutador pela democracia contra
o regime dos coronéis, era uma das mais carismáticas
figuras da política grega, quer pelo cunho pessoal que
transmitiu aos governos socialistas por si chefiados, como pela
adesão da Grécia à União Europeia,
e ainda pelo desassombro com que, já septuagenário,
assumiu uma paixão amorosa por Dimitra Liani, 36 anos mais
nova, uma hospedeira de bordo das linhas aéreas gregas
com quem veio a casar em 1992.
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