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CONGO - Milhares de mortos nas ruas
de Brazaville confirmaram, de forma drástica, na passada
semana, o recrudescimento dos combates nas ruas da capital congolesa,
apesar de um cessar-fogo unilateral decretado pelo presidente
Pascal Lissouba, que, na prática, não passou da
mera intenção. As forças governamentais e
as tropas fiéis ao ex-presidente Sassou Nguesso mantinham
fortes combates com armas pesadas, destacando-se a utilização
de morteiros de 120 mm, o que motivou a intervenção
de um grande contingente da Legião Francesa que procedeu
à evacuação dos estrangeiros residentes em
Brazaville.
Todavia, no fim de semana passado, mediante
mediação do governo norte-americano, decorriam conversações
tendentes a obter um cessar-fogo efectivo entre os beligerantes.
HONG-KONG - Em 1 de Julho próximo,
o território de Hong-Kong passará a ser administrado
pela China, pondo termo a um prolongado período de administração
britânica. Por esse motivo, e devido ao estatuto negociado
entre Londres e Pequim, os cidadãos residentes naquela
cidade do Extremo Oriente, vão passar a usufruir de uma
situação especial, titulada por um passaporte específico,
muito procurado nestes derradeiros dias em que aquela cidade ostenta
a bandeira britânica. Trata-se de um documento que garantirá
aos residentes o direito de viajar para o estrangeiro, onde surge
uma fotografia digitalizada do titular, a qual se autodestruirá
em caso de tentativa de falsificação. É a
técnica mais avançada, utilizada pela espionagem,
ao serviço das liberdades individuais...
ANGOLA - A UNITA afirmou que o Exército
angolano desencadeou em meados de Maio uma ofensiva de grande
envergadura na região das Lundas, onde uma boa parte da
produção mineira de diamantes tem sido controlada
pelas tropas de Jonas Savimbi.
Estas notícias que, a confirmarem-se, podem colocar em causa o processo de paz angolano, estão a ser investigadas por observadores da ONU.
O governo angolano, por seu turno, tem afirmado que a movimentação do Exército naquela região se destina a defender a fronteira com o (ex-)Zaire onde se acolheram militares fiéis ao derrotado presidente Mobutu.
Entretanto, foi noticiada a realização
de um encontro entre o líder da UNITA, Jonas Savimbi, e
o presidente angolano, José Eduardo dos Santos, provavelmente
em Itália.
EUA - O ex-militar Timothy McVeigh,
de 29 anos, foi considerado por um Tribunal de Denver (EUA) como
o autor do atentado ocorrido em 1995, na cidade de Oklahoma, que
vitimou 168 pessoas, das quais 19 eram crianças.
Os doze membros do júri proferiram
um veredicto unânime sobre a responsabilidade de McVeigh
na explosão do edifício do Governo dos EUA em Oklahoma,
de que resultou a sua condenação à morte.
FRANÇA - Uma cimeira entre o
presidente francês, Jacques Chirac, e o chanceler alemão,
Helmut Khol, realizada em Poitiers, no dia 13, não teve
os resultados esperados, uma vez que os observadores referem a
existência de grandes divergências entre os dois dirigentes.
Apesar das palavras cordiais de ambos os políticos, parece que esta 69ª cimeira franco.-alemã não conseguiu uma convergência de opiniões sobre a política social europeia, capítulo que ganhou novo fôlego com as recentes vitórias eleitorais do Partido Socialista (de Lionel Jospin), em França, e do Partido Trabalhista (de Tony Blair), no Reino Unido.
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Neste momento, parece crescer o número dos que advogam uma distribuição controlada de droga aos toxicodependentes. Em causa a liberalização. O que essencialmente se pretende com esta medida é diminuir o número de assaltos que inquietam o cidadão, pôr cobro às ameaças com seringas, normalizar a rua. Mas o que se busca não é tanto a cura de quem se droga, como, sobretudo, desenvolver a tranquilidade aos cidadãos, tornando mais barato e acessível o preço da heroína. Não se trata de recuperar o toxicodependente, mas sim de lhe tornar mais acessível o preço da heroína. Não se trata de recuperar o toxicodependente, mas sim de lhe tornar mais acessível a rota para o consumo.
A que conclusões chegará este seminário do Centro Cultural de Belém? Andamos todos à procura. Uma coisa é certa: o caminho para resolver o que é mais difícil nunca foi o mais fácil.
| Pacheco de Andrade |
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Os delegados de 15 países europeus do Movimento Mundial de Trabalhadores Cristãos (MMTC), entre eles uma delegação da LOC - Liga Operária Católica, constituída pelos seus coordenadores nacionais, José Maria Costa e Graziela Abraços, reuniram-se em Estrasburgo, de 28 de Maio a 1 de Junho, sob o tema: "A Democracia, lugar de participação e dignidade"
A democracia é uma preocupação constante do MMTC que, já por altura da Assembleia Geral realizada no Porto em 1996, elaborou um plano para quatro anos em que se dá particular atenção ao modo como se vive a democracia. Ele pretende desenvolverr verdadeiras relações em todos os domínios da sociedade: económico, político, cultural, familiar, a nível dos próprios movimentos e na Igreja.
As respostas a um questionário preparatório permitiram que os delegados pusessem agora em evidência as dificuldades que surgem na vida democrática, os sinais de progresso, os desafios postos aos Movimentos e ao MMTC, e os laços existentes entre a democracia e o Evangelho de Jesus Cristo.
Uma realidade que foi detectada em todos os países da Europa foi o domínio do económico sobre o político com todas as suas consequências (desemprego, precaridade, exclusão social). Para além disso, a multiplicidade de escândalos e de corrupção fazem com que os cidadãos se desinteressem da política. Nas empresas prevalece o emprego precário, nomeadamente em relação às mulheres. E nas relações sociais está longe de haver igualdade homem/mulher, seja nas instituições e nos sindicatos, nos salários ou no acesso à formação.
Há, entretanto, alguns sinais de progresso, como a acção das organizações contra o sistema neoliberal dominante, a vontade de construir uma verdadeira Europa Social, a coordenação sindical a nível europeu, a participação elevada em certas eleições locais, a partilha das responsabilidades familiares. E os Movimentos tentam viver, no seu interior, uma verdadeira democracia participativa, graças a uma maior interacção entre os responsáveis e os membros.
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