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Romano Prodi respondeu de imediato que «num país civil o primeiro dever é respeitar a lei» e que «o governo italiano fará com ela seja respeitada.»
Apesar das declarações
de Bossi, as sondagens de opinião pública mais recentes
dizem que 79,7 por cento dos italianos querem uma Itália
«una e indivisível».
SUÍÇA -
O governo suíço aceitou, formalmente, criar um fundo
especial para indemnizar as vítimas do Holocausto nazi.
Tal decisão foi tomada depois de os três maiores
bancos do país terem contribuído com 100 milhões
de francos suíços para esse fundo.
Este gesto surge na sequência
de notícias vindas a público nos últimos
18 meses, denunciando a Suíça e os seus bancos de
terem «deitado mão» a sete mil milhões
de dólares deixados no país por famílias
judaicas que acabariam por ser exterminadas nos campos de concentração
nazis.
SÉRVIA -
O Parlamento sérvio votou, no passado dia 11, uma lei que
reconhece a vitória dos partidos da oposição
em 14 cidades, incluindo Belgrado, nas eleições
municipais realizadas na Sérvia, em 17 de Novembro do
ano passado.
Depois de 12 semanas de manifestações
ininterruptas, os socialistas (ex-comunistas) que ocupam o poder,
liderados por Slobodan Mlosevic, acabaram por aceitar a derrota,
pretendendo com este reconhecimento pôr termo às
manifestações. No entanto, os dirigentes da oposição,
apesar de terem decretado um interregno nas manifestações,
prometem retomá-las com o fito de obter a democratização
dos meios de informação sérvios.
EQUADOR -
O Parlamento equatoriano, na sequência da destituição
do presidente Abdala Bucaram, elegeu Fabian Alarcon como presidente
interino. A vice-presidente Rosalia Arteaga que assumira o poder
após a queda de Bucaram esteve, afinal, poucas horas na
cadeira presidencial.
O novo Chefe de Estado, até agora
presidente do Parlamento, dirigirá o país até
10 de Agosto de 1998 e comprometeu-se a convocar até essa
data eleições gerais em que seja escolhido um novo
e "definitivo" presidente do Equador.
FRANÇA -
Cerca de 4000 artistas e intelectuais franceses manifestaram-se
em Toulon contra a extrema-direita francesa, chefiada por Jean-Marie
Le Pen, que venceu as eleições municípais
naquela cidade portuária do sul de França e em alguns
outros municípios.
Sob a divisa "cultura censurada, ditadura assegurada", este importante segmento da sociedade francesa vem alertar para os perigos de o poder cair nas mãos da exterma-direita, cujos dirigentes atacam frequente e fortemente a liberdade de expresão e de criação artística.
Na mesma linha, 155 escritores e 66
cineastas subscreveram uma apelo à «desobediência
civil» contra as leis de imigração do Governo,
inspiradas em teses do partido de Le Pen.
ÁSIA -
As questões de Timor e da Birmânia foram apenas referidas
ao de leve na reunião da ASEAN (Filipinas, Indonésia,
Singapura, Malásia, Tailândia, Brunei e Vietname)
com os Quinze Estados-membros da União Europeia (UE). Os
países asiáticos, pressionados nomeadamente pela
Indonésia, impediram que a UE incluísse no documento
final uma referência àquelas duas questões,
tudo para que a componente económica, afinal a "mola
real", da reunião não ficasse prejudicada.
A UE, por intermédio do seu porta-voz,
o ministro dos Negócios Estrangeiros da Holanda, apelou
a «uma solução justa, global e internacionalmente
aceitável» para o problema de Timor.
BIRMÂNIA -
O Exército da Birmânia atacou e conquistou três
bases da guerrilha da etnia karen, no Leste do país, numa
ofensiva de envergadura que obrigou mais de 20 mil pessoas a passarem
a fronteira para a Tailândia. Na sua maioria estas pessoas
são refugiados civis que viviam junto das referidas bases.
Este ataque ocorreu no momento em que
a ASEAN e a União Europeia se encontravam reunidas em Singapura
e parece ser um sinal de força que a Junta Militar birmanesa
pretende dar ao mundo. A Birmânia foi citada, a par com
Timor, como um dos territórios asiáticos onde os
Direitos Humanos são sistematicamente violados pelo poder
instituido.
PERU -
Segundo notícias veiculadas por um jornal da Argentina,
o exército do Peru elaborou um «plano de intervenção»
que lhe permitirá libertar os 72 reféns ainda detidos
na Embaixada do Japão, em Lima. Esse plano prevê,
segundo o jornal «Clarin» de Buenos Aires, um ataque
que durará sete minutos e admite um elevado número
de baixas entre os militares e os guerrilheiros.
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Escrevo antes do dia 20. Então, a Assembleia da República decidirá sobre propostas polémicas acerca do aborto. Liberalizá-lo, deixando-o a critérios que podem ser meramente hedonistas, surge como opção que esbarra com o sentido de apreço pela vida. E ampliar a sua execução, de 14 para 24 semanas, é uma alínea que irá agravar o que, já de si, se apresenta como intrinsecamente mau. Em todo este debate, a Igreja, e todos somos Igreja, deixou à vista contradições que, em horas tão acesas como esta, lhe colam alguma fragilidade, quando se controverte a licitude ou ilegitimidade do aborto. Assim, o respeito pela vida, como valor que prevalece sobre todos os outros, aparece secundarizado pela pena de morte, que o Catecismo da Igreja Católica, divulgado em Outubro de 1992, admite em certas circunstâncias. Isto é, tolera a pena última, quando cresce o número de países que já a erradicaram dos seus códigos. De lamentar, os malabarismos que se fizeram para justificar o injustificável. A próxima edição do Catecismo rectificará este erro. Acusação à Igreja é, também, a de não ser tão acutilante a denunciar certas situações, algumas das quais, casualmente, têm a ver com o aborto. Porque este é uma consequência de consequências. As injustiças sociais estão na sua origem. A pobreza, a falta de habitação, o desemprego, a ignorância, a insuficiência salarial, o analfabetismo inspiram a cometê-lo. Eliminá-los, considera-se utópico, porque sempre foi mais cómodo, como alternativa, destruir a vida no seio de uma mulher do que resolver tais problemas. João Paulo II denunciou tudo isto no «Evangelho da Vida». Mas é aqui que os políticos, em todo o mundo, fazem vista grossa. Não é preciso muita inteligência para os perceber.
| Pacheco de Andrade |
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Nas ruas do Porto e de outras cidades, vilas e freguesias mais populosas realiza-se o habitual peditário de rua que se acredita atingirá aquela dimensão de que a Cáritas Diocesana carece, como obra de partilha de todos os que podem para que sejam dadas aos que precisam as indispensáveis ajudas. Este peditório público está devidamente autorizado pelo representante do Governo.
Ao longo deste último ano, a Cáritas viu-se na necessidade de realizar obras de restauro e conservação na sua sede, na Rua de Latino Coelho, 314, no que gastou 2.053.871$00 (dois milhões cinquenta três mil oitocentos setenta e um escudos. Foram obras inadiáveis que não podiam ser proteladas por mais tempo.
Será oportuno lembrar ainda que, em Janeiro, faleceu, em Lisboa, D. Fernanda Jardim, primeira presidente da Cáritas Portuguesa, tendo sido celebrada missa de sufrágio pelo Bispo de Santarém, na Igreja de S. Sebastião da Pedreira. À Senhora D. Fernanda fica a dever-se um contributo decisivo para a criação da Cáritas Portuguesa e a sua forte dinamização ao longo dos anos em que lhe presidiu. Alterações de orientação verificadas entretanto, não põem em causa a identidade nem o mérito da acção desta grandiosa Senhora.
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