Sociedade:

SEMANA A SEMANA


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PONTO DE VISTA

Humanidade

Terminou o prazo para a legalização de estrangeiros residentes em Portugal. E tem de se reconhecer que, da parte de quem, oficialmente, superintende nesta matéria, foi com humanidade que se procurou uma solução para um problema tão complexo, qual é o de legitimar a presença de milhares de pessoas que vivem no nosso país.

Apesar de deficiências fatalmente ocorridas em alguns processos de legalização (e a casuística compromete, de evz em quando, os princípios de que depende) não é comparável a fexibilização com que se acudiu, agora, a milhares de estrangeiros, anteriormente condenados a uma expulsão do território nacional, com a rigidez que o então ministro Dias Loureiro imprimiu a todo o processo.

No entanto, seria primário entender a inflexibilidade daquele governante como significando, da sua parte, total ausência de sensibilidade em relação à angústia e ao medo daqueles que corriam o risco de deportação, por estarem indocumentados. As razões invocadas para justificar um rigor tão draconiano para com os imigrantes tinham a ver com situações de insegurança social que estão a aumentar no espaço europeu.

As medidas adoptadas pelo actual governo, a ampliação de prazos para a legalização, e um esforço, ainda que em alguns casos falível, para ajudar as pessoas, sobretudo as de maiores carências culturais, humanizaram a frieza oficial e renovaram oportunidades a quem estava condenado a sair do país. Resta, apenas, uma pergunta, já fora da lei: ficou alguma porta entreaberta para casos excepcionais, em que a ignorância e a pobreza resultem numa cegueira invencível, e que não merece ser castigada?
Pacheco de Andrade
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Padroeira de Portugal celebrada em Roma

Na Igreja deS. António dos Portugueses em Roma foram assinalados no dia 8, domingo, às 17,30 horas, os 350 anos da proclamação de Nossa Senhora da Conceição como padroeira de Portugal. Presidiu à Eucaristia D. Geraldo Agnello, bispo brasileiro e Secretário da Congregação para o Culto e Sacramentos, tendo concelebrado o Reitor, P. Agostinho Borges, e quatro dezenas de padres. Em dia da Imaculada Conceição, a igreja encheu-se completamente. Presentes o Embaixador junto da Santa Sé e esposa, e outros membros do Corpo Diplomático, para além das comunidades lusófonas, de modo particular a brasileira que costuma já participar nas celebrações da igreja de Santo António. Foram duas horas de oração e reflexão acompanhadas do excelente apoio musical do Coro e Orquestra da Capela Musical do Pantheon, sob a direcção de Massimo Scapin. Do programa constou a Missa in angustiis em ré menor para solos, coro e orquestra, de Haydn, e o Magnificat em ré maior para solos, coro e orquestra, de Bach

No fim da celebração realizou-se um convívio nas salas do Instituto Português de Santo António, onde não faltaram iguarias trazidas pelas famílias portuiguesa, entre as quais o Vinho do Porto.

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