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Entretanto, a Croácia, a República
Federativa da Jugoslávia e a Bósnia deram o seu
acordo ao mandato da nova força internacional de estabilização
- SFOR - que vai substituir no terreno a IFOR.
SÉRVIA - Mais de
200 mil pessoas desfilaram nas ruas de Belgrado unidas na maior
manifestação contra o regime de Slobodan Milosevc,
num movimento contestatário que já dura há
mais de duas semanas. O líder da oposição,
Vuk Draskovic, desafiou o presidente sérvio a "sair
para explicar ao povo o que se passa."
Em consequência destas manifestações
já se demitiu o ministro da Informação, Aleksandar
Tijanic, e foram reabertas estações de rádio,
fechadas dias antes por ordem do governo de Milosevic.
ARGÉLIA - No espaço
de 24 horas, nos dias 4 e 5 deste mês, foram cometidos na
Argélia dois massacres tendo como vítimas populações
civis. Um dos massacres ocorreu em Benachour, a 50 quilómetros
da capital, Argel, tendo sido mortas dezanove pessoas; o outro
verificou-se em Chebli, tendo sido assassinadas dez pessoas. A
polícia atribuiu os massacres a "terroristas",
expressão que utiliza para designar os integristas islâmicos,
identificando, pouco depois, o Grupo Islâmico Armado (GIA),
sob direcção local de Lyes Dabiche, como o responsável
pelas dezanove mortes de Benachour.
IRAQUE - Recomeçou
a venda de petróleo iraquiano, sob controle das Nações
Unidas, o que sucede pela primeira vez desde há seis anos.
Para tal deslocaram-se àquele país dez peritos da
ONU que verificarão que o petróleo será trocado
por alimentos e que a sua saída será feita de acordo
com as condições impostas. As exportações
devem atingir o valor semestral de mais de 300 milhões
de contos destinados à compra de alimentos e medicamentos
para a população civil, a que mais tem sofrido com
as sanções impostas pela comunidade internacional.
ZAIRE - O Papa João
Paulo II lançou um novo apelo para a realização
de negociações que ponham termo à violência
que grassa no leste do Zaire e na fronteira com o Ruanda. "Faço
um novo apelo ao diálogo e à negociação
que ponha fim imediato à violência e traga uma solução
pacífica para a região", pediu João
Paulo II.
Entretanto, o comandante da força multinacional para o leste do Zaire excluiu o envio de tropas para a região, devido ao facto de a situação se ter alterado nos últimos dias, tendo os rebeldes permitido o regresso de 600 mil refugiados ao Ruanda.
O responsável pelo Alto Comissariado da ONU
para os Refugiados apurou que entre 2 de Novembro e 4 de Dezembro,
na região de Goma, foram mortas 2.700 pessoas.
ISRAEL - O enviado especial
da União Europeia ao Médio Oriente, Miguel Angel
Moratinos, criticou a administração judaica pela
política de colonização levada a cabo em
territórios árabes. Segundo Moratinos, a UE entende
que os colonatos implantados por Israel nas zonas ocupadas são
um problema que complica o processo de paz.
A posição da UE foi revelada depois
de um encontro do enviado especial com o presidente do Egipto,
Hosni Mubarak, e no momento em que um semanário israelita,
o "Kol Hair", divulgou a notícia de que o Ministério
da Habitação prevê a construção,
a partir do próximo ano, de 20 mil casas nos colonatos
da Cisjordânia e em redor de Jerusalém.
ANGOLA - A integração
de generais da UNITA na cadeia de comando das Forças Armadas
angolanas deve estar prestes a acontecer, o que significa um passo
mais no processo de reconciliação nacional. A afirmação
pertence a José Lamego, secretário de Estado dos
Negócios Estrangeiros de Portugal, que dialogou em Angola
com elementos da UNITA e com o presidente José Eduardo
dos Santos.
Segundo o governante português, espera-se para
breve uma declaração oficial que anuncie o fim do
aquartelamento de todas as forças governamentais, o que
implica a passagem à disponibilidade dos excedentes e à
execução da fase política prevista nos Acordos
de Lusaka.
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O bispo D. Ximenes deu já abundantes provas de que é destemido e de que é capaz de se sacrificar para que os direitos do povo maubere sejam reconhecidos. A sua filosofia de vida não é a de Xanana Gusmão. Tem a ver com a diferença entre quem sente necessidade de pegar em armas e a de quem tem no Evangelho o seu arsenal de resistência. A força é a mesma, a dureza da luta também, mas os instrumentos de combate não são iguais. Em paralelo com Ramos Horta, a distância é maior. Este tem liberdade total para falar e para agir. Nada o impede de dizer o que entende, e ninguém se lhe opõe. Para D. Ximenes Belo a situação é bastante mais complicada. Tem nas mãos um passaporte indonésio. Sem ele, não se podia deslocar a Oslo nem reentrar em Díli. É que não se trata de um simples regresso. Ficaria em risco,, em Timor, a presença de um bispo no qual Jacarta ainda não se atreveu a tocar, e que é, naquele território, o defensor válido de todos os que, ali, vivem vexados e privados dos seus direitos. Há quem, na comunicação social, não entenda isto.
| Pacheco de Andrade |
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Com esta sessão quis o referido Instituto dar início às comemorações do III Centenário da morte do Padre António Vieira que viveu parte da sua vida em Roma, tendo pronunciado alguns dos seus sermões nesta igreja de Santo António dos Portugueses. Como introdução à conferência, houve um momento de música sacra portuguesa, executada pelo "Ançable Vocal" do IPSAR. Ao terminar a conferência, e para ilustrar o estílo de Vieira, o Prof. Pinto de Castro citou, com interpertação poética e com muita alma, uma parte do sermão ali pregado pelo P. António Vieira, no inÍcio da Quaresma de 1672.
O Prof. Pinto de Castro proferiu uma
outra conferência no Instituto Italiano de Estudos Ibéricos
sob o tema "A teoria poética italiana e a formação
dos códigos literários do barroco e do anti-barroca
português", e uma outra na Universidade "La Sapienza":
«Vieira, um espírito e um barroco».
Foi criado há pouco no Porto um serviço de Apoio a Estudantes Africanos, que funciona com o apoio de pessoas que voluntariamente se disponibilizaram para isso. Além de estudantes portugueses, este serviço conta com o apoio de estudantes de Cabo Verde, Guiné-Bissau, S. Tomé e Príncipe, Angola e Moçambique, e da Associação dos Estudantes Angolanos em Portugal.
Desse grupo, que colabora com o Secretariado Diocesano da Pastoral Universitária, nasceu a ideia de oferecer uma Ceia de Natal na noite de 24 de Dezembro aos estudantes deslocados de suas famílias. Mas logo optaram por uma solução mais abrangente levando os estudantes a convidar os seus colegas que estão afastados das suas famílias. «Neste Natal ninguém sozinho» foi a expressão encontrada e o Secretariado Diocesano de Pastoral Universitária a organização que assumiu a responsabilidade de organizar este encontro de Natal. Inscrições na Casa Diocesana de Vilar, Porto. Tel 6000824.
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