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VATICANO
João Paulo II, numa mensagem dirigida ao primeiro ministro israelita, Benjamim Netanyahu, e assinada pelo Cardeal Secretário de Estado, Angelo Sodano, lembrou que «urge construir a paz». Profundamente amargurado com os últimos actos de violência que tiveram lugar no centro de Jerusalém, o Papa exprimiu a sua mais categórica condenação a esses atentados, tendo pedido o imediato recomeço do esforço em favor de paz. E disse que "não é admissível atacar pessoas inocentes e indefesas, nem sequer para reivindicar legítimas exigências", acrescentando que "tais métodos são totalmente inaceitáveis e só merecem a mais forte e mais categórica condenação".
Solidário com as vítimas de tais violências,
João Paulo II fez apelo a todos aqueles que estão
envolvidos no processo de paz e aos membros da comunidade internacional,
para que consigam que se retorne ao diálogo e às
negociações de modo que os direitos do povo palestiniano
possam ser, efectivamente, reconhecidos e que ao Estado Israelita
possam ser garantidas as justas condições para a
segurança dos seus cidadãos.
ESPANHA
As diversas dioceses estão empenhadas em preparar devidamente o Jubileu da Redenção, tendo realizado na semana que passou o Congresso «Jesus Cristo, a Boa Notícia». Em conferências e trabalhos de grupo, foi estudado o papel dos meios de Comunicação, a Juventude, os leigos na acção evangelizadora e o diálogo Fé-Cultura.
RÚSSIA
O presidente Boris Ieltsin e o Patriarca Alexis II, da Igreja Ortodoxa, inauguraram, no dia 3, o recinto da Catedral de Cristo Salvador, que em 1931 foi destruída por ordem de Estaline, para ali se erguer um edifício de mais de 300 metros de altura com uma estátua de Lenine no cimo.
A inauguração da Praça da Catedral marcou
o início dos festejos dos 850 anos da fundação
de Moscovo, assinalados nos dias 6 e 7. Este templo converteu-se
no símbolo das transformações que a nova
Rússia vive, em busca das suas verdadeiras raízes
espirituais.
COLÔMBIA
O Instituto para o Desenvolvimento da Democracia e dos Direitos
Humanos atribuiu o Prémio de Direitos Humanos à
Diocese de Apartado, o que acontece pela primeira vez. No valor
de 100 mil dólares, o prémio, intitulado Luís
Carlos Sarmiento em reconhecimento do importante trabalho desenvolvido
pelo antigo presidente colombiano que morreu pela defesa dos Direitos
Humanos na América Latina, foi atribuído à
Diocese em reconhecimento do trabalho que, com o seu Bispo, realizou
na defesa dos mais fracos.
GUARDA
No Centro Apostólico D. João Oliveira de Matos,
na Guarda, realizaram-se na semana Passada, umas jornadas de estudo
sobre a Pessoa de Jesus Cristo, tendo sido dado algum tempo ainda
para uma reflexão sobre o Património Artístico
da Diocese. Ao Cón. Dr. Manuel Clemente coube tratar o
tema da Cristologia numa perspectiva histórica, tendo lembrado
o que foi, e é, o milenarismo. O P. Peter Stilwell, também
professor da Universidade católica em Lisboa, falou das
questões que actualmente mais se põem à Cristologia.
Uma mesa-redonda sobre o Património da Igreja encerrou
estas jornadas destinadas ao clero e outros agentes pastorais
das paróquias e dos movimentos.
SANTARÉM
O P. Fernando Campos partilhou com o Bispo D. António Marques os últimos momentos de vida, num derradeiro e emocionante encontro, na véspera do falecimento. O saudoso Bispo que pertencera à Ordem Franciscana, fora pároco de Carnide, em Lisboa, e depois Bispo de Santarém disse-lhe que transmitisse a todos que se sentissem sempre «felizes na sua Fé» e que os padres vivessem «felizes por serem padres». Num esforço de comunhão com os outros bispos, D. António pediu que transmitisse a D. João Alves que sempre quisera «amar e servir a Igreja» e que, nessa hora última, continuava a amar muito a Igreja.
Junto ao leito de sofrimento, o referido padre pediu ao seu Bispo a Bênção para todos os padres da sua diocese. D. António rezou com profundo recolhimento e despediu-se desta vida dizendo: «Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo».
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Estamos, ainda, perante factos com a idade do próprio mundo que repescam questões aniversais, ocultas, imutáveis na essência. No caso de Diana foi patente o fascínio pela transgressão, a atracção ingénua pelo abismo, a recusa airosa das regras, dogmas, protocolos e convenções. A sua vida transversal foi tão desculpabilizada pela multidão quanto os doppings de Maradona ou as excentricidades dos artistas poetas ou escritores. A doçura da sua caridade, (tão verberada, em nome da justiça, pelos revolucionários de 60), é um processo de branqueamento de uma série de infracções assumidas. Parece que Diana entrou no coração do mundo na medida em que saiu das grades do palácio, dos protocolos anacrónicos, da coroa de inglórias reais. Ela casou com o conceito hodierno de liberdade.
Tudo ficou mais confuso com um fenómeno de sentido oposto: a morte de Teresa de Calcutá. Canónica, exemplar, mundialmente famosa após uma pequena medalha chamada Prémio Nobel, esta mulher universal, franzina e forte, doce e teimosa, religiosa e profana ficaria tão bem emoldurada ao lado de Teresa de Lisieux, como de Fidel de Castro ou Stallone.
Como se não bastasse, morreu Mobutu. Fortuna gorda feita das migalhas recusadas ao seu povo, mais não mereceria que o esquecimento, não tivera sido peça fundamental na fracção do planeta em dois, durante a Guerra Fria.
Os estonteantes acontecimentos destas semanas convidam-nos a uma reflexão calma sobre o homem, o seu destino, o sentido e o absurdo das lágrimas, o espectáculo dos óscares de esquife, a fronteira entre a vida e a morte, a contradição e harmonia entre ética e moral. Tivemos um desfile de modelos. Urge pesquisar onde se arruma este bizarro sinalo dos tempos.
| António Rego in «Eclesia» |
A diminuição destes números terá como consequência directa a diminuição da pobreza, como assinalou a mensagem publicada pela Obra de Promoção da Alfabetização no Mundo para a que foi a 31ª Jornada Mundial. De facto, "o desafio definitivo para vencer a pobreza encontra-se na capacidade de reforçar a habilidade das pessoas para enfrentar os desafios e isso consegue-se dando oportunidades de estudo para todos».
A versão publicada há cinco anos sofreu setenta modificações de pormenor. As primeiras edições do Catecismo admitiam o recurso à pena capital em circunstâncias extremas, mas a nova versão explica que estes casos são actualmente "muito raros, se não inexistentes", apenas podendo ser tolerada quando se apresentar como «único caminho praticável para, eficazmente, defender a vida de seres humanos do injusto agressor». E acrescenta que os Estados têm hoje possibilidades de reprimir o crime «tornando inofensivo quem o cometeu, sem lhe retirar a possibilidade de se redimir».
Como explicou o Prefeito da Congregação da Doutrina da Fé, Cardeal Joseph Ratzinger, «não se trata de um novo Catecismo mas de um texto definitivo, em latim, do Catecismo da Igreja Católica que a partir de 1992 tem sido publicado e traduzido em cerca de 30 línguas".
O número de padres aumentou na Ásia em 991, na África em 713 e na América em 110, mas diminuiu na Europa em1.015 e na Oceania em 356. Na Ásia e na África há mais irmãos missionários, bem como membros dos Institutos Seculares, mas eles diminuiram nos outros continentes.
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