Preparação do Matrimónio


O Conselho Pontifício para a Família publicou, no passado dia 27, de Maio, um documento intitulado Preparação para o Sacramento do Matrimónio texto que corresponde a um profundo desejo de melhor preparar os casais para o seu compromisso matrimonial e que resulta de uma ampla consulta e do diálogo estabelecido com as Conferências Episcopais e com especialistas desta matéria.

Este documento reflecte ainda as experiências concretas dos movimentos e dos agentes pastorais que trabalharam na preparação dos noivos para o sacramento do Matrimónio.

Na opinião do presidente Conselho Pontifício Cardeal Alfonso Lopez Trujillo, as orientações que este texto oferece constituem um ponto de referência universal para toda a Igreja, deixando às diferentes Conferências Episcopais a forma de o levarem à prática.

Composto por três capítulos, o documento salienta numa primeira parte a importância da preparação do Matrimónio cristão, numa segunda, as fases dessa preparação e numa última celebração do Matrimónio em si mesma.

O documento - assinalam os seus promotores - responde a uma clara e urgente necessidade pastoral dos nossos dias: oferecer aos jovens uma formação adequada que os ajude a enfrentar a vida matrimonial e a protegê-la das ameaças que hoje se colocam à sobrevivência da própria família.


Evangelium Vitae

O embrião humano é titular de direitos fundamentais que é preciso reconhecer e tutelar no plano jurídico, sublinhou, há pouco, João Paulo II, ao receber, no Vaticano, cerca de 400 especialistas de todo o mundo, reunidos em Roma para um encontro sobre a Evangelium Vitae e Direito, organizado pelos Conselhos Pontifícios para a Família e para a Interpretação dos Textos Legislativos, em colaboração com a Academia para a Vida.

Referindo-se explicitamente às intervenções que habitualmente se fazem, o Papa apelou à consciência dos responsáveis do mundo científico e, de modo particular, aos médicos, para que se ponha termo à produção de embriões humanos, tendo em conta que não se antevê uma via de saída moralmente lícita para o destino humano dos milhares e milhares de embriões congelados, que são titulares dos direitos essenciais e, portanto, juridicamente devem ser tratados como pessoas humanas.

Disse o Papa: A minha voz dirige-se também a todos os juristas, para que empenhem no sentido de que os Estados e as instituições internacionais reconheçam, juridicamente, os direitos naturais do próprio surgir da vida humana e se tornem igualmente tutores dos direitos inalienáveis que os milhares de embriões congelados adquiriram desde o momento da fecundação. E acrescentou: Os governantes não podem eximir-se a este empenho, para que seja tutelado, desde as suas origens, o valor da democracia que assenta as suas raízes nos direitos invioláveis reconhecidos a cada ser humano.


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