Este documento reflecte ainda as experiências concretas dos movimentos e dos agentes pastorais que trabalharam na preparação dos noivos para o sacramento do Matrimónio.
Na opinião do presidente Conselho Pontifício Cardeal Alfonso Lopez Trujillo, as orientações que este texto oferece constituem um ponto de referência universal para toda a Igreja, deixando às diferentes Conferências Episcopais a forma de o levarem à prática.
Composto por três capítulos, o documento salienta numa primeira parte a importância da preparação do Matrimónio cristão, numa segunda, as fases dessa preparação e numa última celebração do Matrimónio em si mesma.
O documento - assinalam os seus promotores
- responde a uma clara e urgente necessidade pastoral dos nossos
dias: oferecer aos jovens uma formação adequada
que os ajude a enfrentar a vida matrimonial e a protegê-la
das ameaças que hoje se colocam à sobrevivência
da própria família.
Evangelium Vitae
O embrião humano é titular de direitos fundamentais que é preciso reconhecer e tutelar no plano jurídico, sublinhou, há pouco, João Paulo II, ao receber, no Vaticano, cerca de 400 especialistas de todo o mundo, reunidos em Roma para um encontro sobre a Evangelium Vitae e Direito, organizado pelos Conselhos Pontifícios para a Família e para a Interpretação dos Textos Legislativos, em colaboração com a Academia para a Vida.
Referindo-se explicitamente às intervenções que habitualmente se fazem, o Papa apelou à consciência dos responsáveis do mundo científico e, de modo particular, aos médicos, para que se ponha termo à produção de embriões humanos, tendo em conta que não se antevê uma via de saída moralmente lícita para o destino humano dos milhares e milhares de embriões congelados, que são titulares dos direitos essenciais e, portanto, juridicamente devem ser tratados como pessoas humanas.
Disse o Papa: A minha voz dirige-se também
a todos os juristas, para que empenhem no sentido de que os Estados
e as instituições internacionais reconheçam,
juridicamente, os direitos naturais do próprio surgir da
vida humana e se tornem igualmente tutores dos direitos inalienáveis
que os milhares de embriões congelados adquiriram desde
o momento da fecundação. E acrescentou: Os governantes
não podem eximir-se a este empenho, para que seja tutelado,
desde as suas origens, o valor da democracia que assenta as suas
raízes nos direitos invioláveis reconhecidos a cada
ser humano.
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