Completaram-se em 2 de Abril, 20 anos desde que o Padre Joaquim Valente Martingo iniciou a sua missão na paróquia de S. João Baptista de Cepelos. Decorria o ano de 1990, era tempo de Quaresma, estávamos em Abril, tempo de Primavera e eis que numa segunda-feira, dia 2 recebemos a graça de um novo pároco, para nos continuar a guiar para Jesus Cristo. Apresentou-se humilde e discretamente, sem pompa nem circunstância, para o funeral da D. Laura Fernandes de Irijó. Para lembrar a data, e porque o dia 2 de Abril foi Sexta-feira Santa, dia de silêncio na Igreja, a comunidade de S. João Baptista de Cepelos preparou uma singela mas sentida homenagem no final da Vigília Pascal, no dia 3 de Abril. Foi oferecido ao padre Martingo um quadro com moldura dourada e Cristo na Cruz em prata, alusiva ao tríduo pascal que vivíamos e significando também a atitude de serviço à Igreja e ao Povo de Deus que o padre Martingo nos testemunha com a sua vida. Esta lembrança foi entregue em nome de toda a paróquia pela Marina Martins de Irijó, que foi a primeira pessoa que o padre Martingo baptizou em Cepelos e por Rogério Santos, presidente da Junta de Freguesia, que fez questão de se associar a esta homenagem. Foi lembrada a enorme e dedicada colaboração que o Padre António tem prestado a esta paróquia, sempre presente em todas as necessidades, o braço direito do padre Martingo, sem o qual não seria possível tanta vivência e tanto dinamismo na paróquia, especialmente nas capelas e nos centros de culto. A paróquia ofereceu-lhe uma singela lembrança, uma moldura com Cristo em prata. A assembleia presente nesta Vigília Pascal, que enchia por completo a igreja, saudou com fortes e demorados aplausos, por três vezes o homenageado, tal a alegria que se sentia ao viver estes momentos tão significativos na vida de cada um.
O padre Martingo tomou a palavra para agradecer o gesto da Comunidade e referiu ainda não ter sido tido nem achado aquando da sua nomeação como pároco de Cepelos, mas que aceitou naturalmente e que em espírito de serviço cá estaria enquanto pudesse ser útil, quando entendessem que estava a mais, seguiria a sua vida.
Disse também que se algo de positivo fez cá ficou na paróquia e que sempre lutou por aquilo que entendia como justo para esta comunidade. Salientou no entanto a importância de continuarmos a olhar para a frente, para o futuro, e não para trás.
Ao olharmos para trás, e sem esquecermos a importância de todos os párocos, que ao longo da nossa longa história de mais de mil anos, nos mantiveram fiéis a Jesus Cristo nesta longa caminhada para Deus, sentimos hoje uma enorme alegria por estes 20 anos tão frutuosos.
De salientar que o padre Martingo sempre respeitou profundamente as tradições e as vivências da comunidade nos diferentes centros de culto e nas diferentes celebrações, tendo dinamizado e trabalhado a partir daí, sem perder nada do que estava para trás, por entender que não se pode perder a memória de um povo. As festas da Catequese, especialmente a Primeira Comunhão, a Profissão de Fé e o Crisma são momentos de grande celebração e vivência cristãs, tendo sempre as portas abertas aos emigrantes e ás pessoas e famílias com as mais variadas dificuldades, que são acolhidos com a maior das alegrias. Também nos momentos importantes da vida como o Baptismo, o Matrimónio e a Morte, o padre Martingo acolhe a todos e a cada um de forma única.
Não sendo de maneira nenhuma possível resumir os 20 anos de dedicação do nosso pároco, o padre Martingo, a qualquer artigo escrito ou livro impresso, o que aqui fica é apenas uma leve lembrança de algumas das coisas que temos vivido sob o seu exemplo de perdão, de alegria e de esperança cristã. (Inf.: A paróquia de S. João Baptista de Cepelos)