[ Especial ]



    Ecos da Assembleia do Renovamento Carismático

     


    No dia 13 de Dezembro, na Casa Diocesana de Vilar, realizou-se a Assembleia Mensal do R.C.C. com o tema “Família – Amor e Fecundidade”. A reflexão sobre o tema foi orientada pelo Assistente Diocesano P. José Alberto Magalhães. Numa nota introdutória, abordou o tema, fazendo um paralelo com a classificação de “património mundial” que significa o reconhecimento da sua importância, não só para algumas pessoas mas para toda a humanidade; resultando, a partir dessa classificação, um maior cuidado em pensar e tocar esse património. A família humana deveria ser o mais importante “património da humanidade”. O Papa Bento XVI afirmou: “reconhecer e ajudar a família é um dos maiores serviços que se podem prestar ao bem comum e ao verdadeiro desenvolvimento do homem e das sociedades”. E acrescentou: “O futuro da humanidade passa apela família”. Mas, infelizmente, a família é hoje atacada e sacudida por conflitos graves que dificultam a sua identidade e a sua vocação. A família é o triunfo do amor e o amor, por mais humano que seja, tem a sua origem em Deus.
    O amor dos esposos tem a sua origem em Deus criador, que os fez à sua imagem e semelhança, homem e mulher e os abençoou para que sejam felizes na entrega mútua e essa entrega vai-se divinizando, tornando-se cada vez menos carnal e mais espiritual pela graça do sacramento. De seguida, houve um momento de oração pelas famílias, sendo abençoadas as famílias presentes. Como sempre, a assembleia terminou com a celebração da Eucaristia, momento sempre aguardado em alegre expectativa do Senhor que vem continuar a festa mas agora de um modo mais íntimo e real. Sendo o 3.º Domingo do Advento, em que todas as leituras falam da alegria, o celebrante começou a sua homilia dizendo que sendo Deus feliz, criou-nos para sermos como Ele. É certo que, pouco depois apareceram as lágrimas mas essas já não são obra de Deus. Todos queremos ser felizes e hoje, mais que nunca, se cultiva esse desejo mas o que se oferece é uma felicidade que tem horror ao esforço e ao sacrifício. Mas a verdadeira alegria tem a ver com a liberdade íntima, a meta alcançada, o esforço criativo, a dor fecunda, a comunicação sincera e a abertura generosa … isto é com o Amor. Tudo o que é vida, bondade, beleza, verdade, dá mais felicidade, ainda que tenhamos que passar por noites escuras, por longos tempos de espera e esperança. Esta alegria procede e fundamenta-se em Jesus Cristo. É uma alegria que o Espírito Santo, aviva em nós. Quando Ele nos toca, não podemos silenciar, estremecemos e cantamos como Isabel e o menino no seu ventre, ou como Maria que, por Ele tocada, começou a cantar: “ A minha alma exulta …” ou como Jesus que, cheio de gozo, disse “Eu te bendigo, ó Pai …”
    E, nesta Alegria que é Paz e Amor, regressamos às nossas casas para, em família, recebermos o Dom maior: o Senhor que vem! Marana-Tha!