Na celebração de Cristo Rei, na Sé do Porto
Para celebrar o Domingo de N.S. Jesus Cristo, Rei do Universo, acorreram à Catedral portucalense inúmeros fiéis, entre eles: os familiares e amigos dos 17 aspirantes ao Diaconado Permanente da Diocese, admitidos oficialmente nesse dia por D. Manuel; militantes da Acção Católica e outros membros de movimentos eclesiais.
A concelebração foi presidida pelo Bispo do Porto, acompanhado de D. António Taipa e alguns presbíteros, entre eles alguns cónegos, e animada pelo Coro da Sé do Porto (com uma pequena orquestra, sob direcção de Eugénio Amorim). O prelado apelou aos futuros Diáconos que, à imagem da realeza de Cristo, levem por diante a sua missão com autenticidade e em verdade com Deus, na unidade do Espírito. Registamos uma passagem significativa da sua homilia:
Fronteiras do Reino, vitórias da vida: não podemos recuá-las, antes reforçá-las como cristãos na sociedade e como sociedade fermentada pelo Cristianismo. Dissemos da concepção à morte natural, em lema que há-de ser cada vez mais comum. Não desistimos de requerer o respeito pela vida desde o primeiro momento dela, no ventre materno onde acontece; e de requerê-lo também em todo o tempo que perdurar depois, da infância à velhice, considerando positivamente cada uma das suas etapas. Fronteiras do reino, sempre garantidas em cada gesto solidário: com as mães e os pais, na criação de todas as condições necessárias para que a vida comece e se desenvolva; solidários com os mais novos, para que sejam devidamente formados, incluindo nisto o direito dos pais a escolherem o tipo de escola que querem para os seus filhos, em plena paridade estatal privada, quanto a direitos e custos; solidários com os casais novos, para que sejam igualmente apoiados na habitação, no trabalho e na conjugação dos respectivos horários laborais, para poderem ter uma verdadeira convivência familiar, alargada aliás a outros parentes e amigos, fruindo o Domingo como descanso geral de toda a sociedade; solidários com os idosos, que hão-de ser reconhecidos como indispensáveis elos inter-geracionais, pela contribuição que só eles podem dar, com a sabedoria existencial que é própria da sua idade e experiência; solidários com os doentes de qualquer idade, uma vez que a vida humana inclui também as enfermidades que, devendo ser medicamente ultrapassadas, também podem ser ocasião de amadurecimento próprio e alheio (ARR)