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    Papa lembra os direitos humanos


    João Paulo II lembrou, há dias, aos participantes da 53ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, reunidos em Nova Iorque, que "a Declaração Universal dos Direitos Humanos, onde se reconhece que cada ser humano tem direitos transcendentes e inalienáveis que não são privilégios concedidos pelos estados ou governos, deve ser universalmente aceite e posta em prática para o progresso da família humana". E acrescenta que que os responsáveis políticos devem aplicar em cada lugar a Declaração Universal que foi adoptada há precisamente 50 anos.
    A mensagem do Papa foi apresentada pelo cardeal John O'Connor, arcebispo de Nova Iorque e pelo Observador Permanente da Santa Sé na ONU, D. Renato Martino, que, antes da Assembleia, participaram num tempo de oração na Igreja da Sagrada Família, em que participaram o presidente (em fim de mandato) da Assembleia Hennady Udovenko, e o novo presidente Didier Opertti, o secretário geral da ONU, Kofi Annan. Em devido momento Annan lembrou o testemunho dado nas Nações Unidas "por parte de líderes espirituais e de todos os homens e mulheres de fé que, em todo o mundo, se levantam como firmes protectores de vidas humanas e defensores dos direitos humanos".
    A agenda desta Assembleia contava com as intervenções de responsáveis políticos sobre problemas como a questão do Médio Oriente e a situação no Kosovo, e a reforma da própria Organização das Nações Unidas e do seu Conselho de Segurança.