[ Cultura ]



    Parabéns à RTP pelos seus cinquenta anos


    A Radiotelevisão Portuguesa completa hoje 50 anos de emissões regulares. Longe vão os tempos em que éramos constantemente brindados com aquele cartaz: Pedimos desculpa por esta interrupção. O programa segue dentro de momentos. Apesar das naturais falhas, este é um facto do passado.
    Lá do fundo das nossas memórias juvenis, recordamos os tempos em que nas férias de verão o pessoal se juntava na loja do senhor Santos para assistir aos programas, sobretudo aos filmes, que era coisa rara nas nossas aldeias.
    Recordamos os grandes programas, como as Charlas linguísticas, em que Raul Machado aparecia de cabeção a comentar as formas de dizer da língua portuguesa, num programa que nunca ninguém mais conseguiu repetir com a mesma garra e qualidade. Recordamos as Noites de teatro (espécie agora menos que remanescente), as primeiras telenovelas, o programa Zip-zip, que tantos talentos revelou.
    Nos dias que correm, com algum eclipse parcial em resultado do aparecimento das televisões privadas, com a sua programação populista, parece que de nova o estação oficial vem ao de cima, com uma programação, que estando longe dos desejáveis padrões de qualidade, apesar de tudo mantém algum nível e vai ombreando em audiência (critério supremo) com as suas congéneres das telenovelas e programas deprimentes, mas com muitos aderentes.
    Pena é que o programa 2 tenha abandonado o seu critério de qualidade e se tenha tornado uma mescla inconsequente de coisas dignas e banalidades absolutas. Talvez um maior rigor lhe desse melhor audiência.
    Aqui fica o nosso abraço aos cinquenta anos que fazem parte da nossa história.

    Dia internacional da mulher
    Comemora-se amanhã, dia 8 de Março. Embora achemos estranho que se continue a celebrar um dia que deveria ser igual ao dos homens, desejamos e todas as mulheres as maiores venturas, e sobretudo que se tornem sempre as companheiras inseparáveis da luta pela bem, pela bondade, pela fraternidade, e que as suas qualidades feminis se levantem como sinais daquela beleza e dignidade que podem salvar o mundo. Sobretudo reconhecemos e agradecemos a sua presença na vida da Igreja, como na vida social e cultural, como uma bênção.
    Não podemos dar a cada uma flor, como se fará nos aeroportos nacionais pelas mãos da empresa ANA. Mas damos-lhes a flor do nosso sorriso, amizade e solidariedade. Bem hajam todas! (CF)