A Paixão de Cristo, o polémico filme dirigido por Mel Gibson a respeito de Jesus, arrecadou cerca de 20 milhões de dólares (cerca de 15,8 milhões de euros) apenas na sua estreia nos Estados Unidos. O interesse pelo filme foi motivado, para além do tema, pela polémica que levantou, sobretudo pela acusação de "anti-semita" por parte das comunidades judaicas (muito pdoerosas nos EUA, como é sabido), em virtude de, segundo afirmam, atribuir a responsabilidade pela condenação de Cristo aos chefes judeus, mais que ao governador romano. Na estreia registou-se a presença de manifestantes judeus às portas de cinemas em Nova York com cartazes e vestidos com uniformes dos campos de concentração. Entre os manifestantes, estava o rabino Abi Weiss, da Coligação para os Interesses Judeus, que afirmou que o filme ''não tem nenhuma mensagem teológica positiva''.
Voz Portucalense foi dos primeiros órgãos de imprensa a falar do filme, em crónica de Israel Rafalovich (VP de 30 de Julho de 2003), que dava já conta da acusação de anti-semitismo. Referimos posteriormente a clara aceitação por parte de entidades do Vaticano, que consideraram o filme fundamentado historicamente e de forma alguma contrário aos judeus.
A estreia do filme em Portugal está prevista para o mês de Março.