[ Especial ]



    D. Manuel Clemente difunde Mensagem de Natal 2009 pela Internet

     


    Como em outros momentos importantes, o Bispo do Porto fez emitir a sua mensagem para o Natal deste ano através da Internet, no espaço de divulgação de mensagens (rede social) Youtube, e disponível no sítio da diocese do Porto (www.diocese-porto.pt)

    “Neste Natal de 2009, eu gostaria de desejar a todos o Natal que o próprio Deus desejou ter connosco. Nós, cristãos, acreditamos que em Jesus Cristo o Natal significa o nascimento de Deus no mundo. E, por isso, o que nós havemos de ter, antes de mais, é uma enorme disponibilidade para reconhecermos a presença de Deus nos próprios termos em que ela aconteceu. Não como nós imaginaríamos, não chegaríamos lá, mas como ela aconteceu. Como o Menino, como esta belíssima imagem que Nossa Senhora tem nos braços, como o Menino em que Deus se continua a oferecer a cada um de nós, na simplicidade da Sua presença. Ele cresceu – nós sabemos –, depois viveu entre nós, trabalhou na oficina de Nazaré e, depois, nos três anos da sua vida pública foi espalhando na Terra um Reino que nunca mais acabará, porque começa onde ninguém o pode tirar, ou seja, no coração de todos os homens e mulheres de boa vontade. E, hoje, tendo dado a vida por nós, ela é constantemente oferecida no natal de todos os dias. Ele continua Deus, Jesus, a oferecer-se em cada homem, em cada mulher, em cada circunstância, sobretudo naquilo que haja de mais discreto, de mais desprovido, de mais pobre e, por isso, requer mais a nossa atenção, a nossa correspondência. E aí o Natal acontece. Como também nas nossas famílias, nas famílias em neste Natal 2009 mais sentirem na dificuldade do dia-a-dia, mais sentirem na dificuldade das circunstâncias, naquilo que a condição humana tem de mais periclitante, mais frágil, mais inseguro. Pois exactamente aí Deus nasce como nasceu há 2.000 anos. Aí é que Jesus está para ser reconhecido. Da nossa parte, aqueles que verdadeiramente devemos adorar a Deus no Mistério do seu nascimento, também requer companhia, também requer presença, também requer uma correspondência total a esta presença de Deus nos mais pobres de todas as pobrezas e nos mais carecidos de todo o acompanhamento. Aí é que o Presépio continua, para que depois possa existir certamente no festejo, certamente na alegria, certamente na convivência. Mas na convivência de raiz, naquela que Deus quis estabelecer connosco no nascimento do Seu Filho no mundo, que verdadeiramente nunca mais acaba. O Natal do Senhor, o nascimento de Deus no mundo, é uma oferta da Sua Paz, para que na correspondência dos nossos corações a Festa autêntica possa acontecer. Bom Natal para todos e que nunca mais acabe!” (transcrição completa do vídeo produzido na Casa Episcopal e disponível do ‘youtube’)