[ Especial ]



    Conferência Episcopal Portuguesa

    Ainda há grandes falhas nos Secretariados Diocesanos de Comunicação Social


    Avaliar as recentes Jornadas de Comunicação Social e aprofundar alguns aspectos aí sublinhados e conclusões retiradas foram os objectivos da reunião da Comissão Episcopal das Comunicações Sociais, que decorreu, no passado dia 8 de Outubro, em Fátima.
    Numa avaliação global, as Jornadas foram consideradas positivas quanto a conteúdos e constituíram uma boa achega a alguns aspectos da evolução da nossa sociedade. No entanto, a Comissão verifica
    que há, ainda, "um conjunto de dioceses que em termos estruturais falham bastante, nomeadamente, quanto ao funcionamento dos Secretariados Diocesanos de Comunicação Social".
    Para contrariar esta situação, a Comissão Episcopal das Comunicações Sociais vai apostar na sensibilização, quer dos Bispos responsáveis pelas dioceses em causa, quer de leigos que se possam empenhar e comprometer neste trabalho. A sensibilização vai ser levada a cabo nas Assembleias Plenárias da Conferência Episcopal Portuguesa e, uma hipóteses levantada, durante o ano em acções de sensibilização com Bispos e responsáveis diocesanos. A Comissão Episcopal das Comunicações Sociais quer "o mais tardar daqui a um ano" que os Secretariados Diocesanos estejam já sobre carris a começar a ganhar velocidade, "nem que, para isso, as próximas Jornadas de Comunicação Social sejam inteiramente dedicadas à construção e funcionamento destes secretariados".
    A Comissão Episcopal pensou também formas de proporcionar alguma formação a jornalistas e outros trabalhadores dos meios de comunicação social da Igreja. "Para quem já possua conhecimentos doutrinais formar nas regras jornalísticas referentes a cada meio de comunicação; para quem tenha a formação técnica, instruir na doutrina e na nomenclatura correcta a utilizar quando se dá tratamento jornalístico a assuntos eclesiais". Foi ainda pensada a possibilidade de publicar um documento orientador para a pastoral da comunicação social.

    Bispos preocupados com adensamento da violência

    Este momento exacto da história deve ser "um momento de conversão pessoal e colectiva", afirmou D. Tomás Silva Nunes, porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP). Referindo-se aos bombardeamentos no Afeganistão, expressou o sentimento de preocupação da CEP, cujo Conselho Permanente reuniu em Fátima no passado dia 9 de Outubro. Considerando que "é necessário fazer justiça sobre aqueles que estão na origem das acções terroristas", advertiu no entanto que "violência gera violência" e por isso os Bispos Portugueses estão preocupados com o "adensamento" de atitudes violentas. Acrescentou D. Tomás Nunes que este tempo deve ser "de conversão dos povos, através do diálogo e da solidariedade, só assim se poderá alcançar a paz".
    A agenda de trabalhos do Conselho Permanente foi também ocupada com a preparação da Assembleia Plenária, que ocorrerá entre 12 e 15 de Novembro, em que serão analisados alguns documentos, nomeadamente sobre educação e voluntariado, o resultado do recenseamento da prática dominical e a realização das Jornadas Pastorais da Família. . O documento sobre educação versará "princípios fundamentais do pensamento da Igreja sobre a temática, lançando alguns desafios", enquanto que o documento do voluntariado pretende apresentar esta acção como uma "porta aberta para a humanização social. O voluntariado é expressão do cristianismo desde as origens".