[ Especial ]



    Olhar(es)

     Beatos Mártires do Brasil


    Gloriosos Mártires
    que, abrasados de amor das almas,
    deixastes a família e a pátria
    e vos entregastes ao Senhor,
    para trabalhar nas terras longínquas do Brasil:
    atraí muitos jovens à vida missionária,
    com a vossa intercessão e exemplo,
    que se entreguem generosamente ao serviço dos irmãos
    e os conduzam às alegrias eternas.
    Vós, a quem o Senhor tanto amou,
    que, ainda antes de chegardes às vossas missões,
    vos premiou as virtudes e o zelo com a palma do martírio,
    alcançai-nos as graças que vos pedimos,
    se forem para a maior glória de Deus
    e para bem das nossas almas. Ámen.

    Começa hoje, precisamente, a Novena aos 40 Beatos Mártires do Brasil, cujo processo de Canonização avança. Muitos deles são nossos conterrâneos, sobretudo os 32 jesuítas portugueses que “se dirigiam de barco para o Brasil, a fim de ajudar na sua evangelização, mas que, nas Ilhas Canárias, foram interceptados por navios de calvinistas que, sabendo que eles eram missionários católicos, os deitaram ao mar. Era o dia 15 de Julho de 1570” – como nos relata o P. João Caniço, SJ, Vice-Postulador da Causa de Canonização dos Mártires do Brasil. Os restantes 8 jesuítas eram espanhóis. De referir ainda que o grupo era liderado pelo presbítero portuense Inácio de Azevedo, tendo este quatro companheiros também do Porto (a única terra com mais missionários): Gonçalo Henriques, Simão da Costa, António Correia e Gaspar Álvares. Outros desses jovens (todos entre 20 e 30 anos) eram oriundos de terras da Diocese Portucalense: Amaro Vaz (Marco de Canaveses), João Adaucto (Entre-Douro e Minho) e Marcos Caldeira (Santa Maria da Feira). Os restantes lusitanos não mencionados (24) espalhavam a sua naturalidade por mais vinte e uma localidades nacionais.
    Estes mártires foram beatificados pelo Papa Pio IX, em 11 de Maio de 1854. Para a sua canonização, é condição necessária que o seu culto seja reconhecido como permanente entre o povo cristão. Espera-se também de Deus a manifestação dum milagre autêntico. Para isso, invoque-se nas preces universais a canonização destes heróicos missionários, cuja festa litúrgica se celebra no dia 17 de Julho.
    Os Serviços da “Causa de Canonização dos Mártires do Brasil”, mostrando-se disponíveis para colaborar onde foram requisitados, deixam as seguintes sugestões de algumas iniciativas possíveis a serem realizadas em cada uma das localidades donde são naturais os Beatos Mártires:
    «- venerar uma imagem do seu Beato (ou dos 40) numa capela ou numa igreja; - dar o seu nome a uma rua, praça ou outro local público; - dar o seu nome a uma instituição escolar, cultural ou religiosa; - dedicar uma capela, igreja ou paróquia à sua protecção; - celebrar a sua festa com novena ou pelo menos com missa solenizada e pregação; - dispor de um escrito com a sua vida ou resumo dela, para distribuir; - instituir uma “associação” ou um “grupo” de jovens dedicados ao Beato, estudando a sua vida, promovendo iniciativas em sua honra; etc».

    André Rubim Rangel