[ Diocese ]



    O número de imigrantes continua a aumentar

    Secretariado Diocesano das Migrações do Porto


    A Agência Ecclesia publicou uma nota informativa do Secretariado Diocesano das Migrações do Porto (SDMP), remetida pela Obra Católica Portuguesa das Migrações, onde o SDMP comunica que o número de imigrantes que procura aquele organismo da Igreja Portucalense não pára de crescer. Pode ler-se que “a imigração da Ucrânia tende a aumentar”, pois “diariamente aparecem pessoas recém-chegadas a Portugal, que não falam nada de português e procuram alguma forma de ganhar dinheiro, mesmo sabendo que não podem legalizar a sua situação”.
    Segundo a nota informativa “muitas pessoas que se reformaram na Ucrânia, estão a vir para Portugal, para ficar. Têm cá família, amigos e, segundo dizem, aqui podem viver mais ou menos tranquilos, enquanto que lá, com pouco dinheiro e a política actual, seria praticamente impossível”.
    O SDMP diz que “teremos a partir de agora muitos mais imigrantes ‘não legais’ que, dada a impossibilidade de obter visto na Ucrânia, vêm procurando desde há algum tempo forma de sair – uns através da Polónia (por este processo já alguns têm sido apanhados e deportados); outros através da obtenção de permissão para visitar alguém que convida(há já vários portugueses a fazer isto), mas com a firme disposição de ficarem cá. Temos atendido muitas pessoas nesta situação. Todos são unânimes a dizer que não podem viver na Ucrânia, que a situação está cada vez pior, a corrupção enorme, a vida mais cara de dia para dia, os preços dos bens de primeira necessidade tão ou mais caros do que em Portugal (com a diferença de salários... quando há trabalho...)
    Mas também há “casos positivos, de algum sucesso – p. ex., há já várias famílias a comprar casa em Portugal (embora os salários continuem e ser, na generalidade, mais baixos do que os dos portugueses). Há também cada vez mais pessoas a procurar estabilizar a sua vida familiar, para ficarem definitivamente em Portugal”.
    Contudo “a par desta situação, continuam a verificar-se as já habituais situações de miséria absoluta, desemprego, discriminação e exploração, bem como as enormes lutas contra burocracia e injustiças e a inacreditável morosidade do S.E.F.”. O SDMP denuncia que “continua a haver muita gente a alugar “casas” sem condições mínimas – barracos, anexos, lavandarias, “favelas” construídas ilegalmente, especialmente para imigrantes - a preços elevados, sem contrato nem recibos”.

    Número de pessoas atendidas
    Em termos numéricos o SDMP atendeu no Ano Pastoral 2004/05, 4.400 casos dos países de Leste: Rússia e Ucrânia – 65%; Moldávia e Bielorússia – 20%; Lituânia e Roménia – 8%; Cazaquistão – 3%; Polónia – 3%; Hungria – 1%. Dez casos dos PALOP: Angola – 50%; Cabo Verde e Guiné – 50%. Oito casos do Brasil. Cinco casos de África (de língua não portuguesa): Marrocos, Senegal, Gana. Dois casos da América Latina.

    Situação actual da Imigração
    As Comunidades que criam menores dificuldades (acção, trabalho, abertura, relacionamento) têm como origem a Rússia, Hungria, Polónia e Lituânia. As que criam maiores dificuldades (acção, trabalho, abertura, relacionamento) são as da Ucrânia, Angola e Guiné. (Redacção / Maria E. Viterbo – Sec. Diocesano das Migrações)