[ Especial ]



    Novos tempos

    A melhor prenda de Natal


    Apesar da anestesia do Natal consumista, que nos inebria até quase perdermos os sentidos, vamos celebrar um dos maiores mistérios do Cristianismo, o Natal, o maior a seguir à Páscoa de Jesus.
    O Natal para os cristãos é o nascimento de uma criança que é, ao mesmo tempo, homem e Deus. Aquele menino de Belém nasceu para ser a luz da nações e a causa de salvação e queda de muitos. A forma como nasceu demonstrou que Deus quis assumir toda a natureza humana, a começar pelos mais humildes.
    Ele, a Palavra de Deus feita carne, quis mostrar o verdadeiro rosto de Deus, um Deus que se faz próximo, que não anda lá nos céus a brincar com os seres humanos. Jesus é o rosto da misericórdia, é o caminho que leva a humanidade à felicidade, pois não há outro caminho para a realização plena do homem.
    O ser humano pode negá-lo, mas não poderá fugir ao encontro com Ele, seja nesta vida, seja no momento final da nossa existência carnal. Mesmo aqueles que não crêem, quando fecharem os olhos para este mundo, verão a sua face e aguardarão o seu julgamento, cheio de amor e misericórdia.
    O Natal pode ser assim a grande festa da misericórdia, a festa da reconciliação e do perdão que damos aos outros e a nós próprios.
    Como dizia a semana passada, a grande oferta natalícia somos nós, não são as coisas que oferecemos. Nós não somos supérfulos. Somos essenciais, porque somos pessoas únicas e irrepetíveis. Nunca houve ou haverá alguém igual a nós, por isso somos amados e queridos por Deus. Somos peças únicas e com valor incalculável, neste mundo dos seres humanos que é um tesouro.
    Não esqueçamos que o espírito do Natal não se esgota no seu tempo litúrgico ( 25 de Dezembro ao domingo a seguir a 6 de Janeiro), mas que se deve perlongar pelos séculos dos séculos, em todos os anos, meses e dias.
    A todas as pessoas, cristãos e homens de boa vontade, que lêem este texto, desejo as maiores bênçãos do Céu e que o menino Jesus incarne na vida de cada um em todos os dias dos anos que viverão neste mundo.

    Sérgio Carvalho
    www.novos-tempos.blogs.sapo.pt
    sergio.carvalho77@gmail.com