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Uma grandiosa procissão percorreu, ao longo de três meses, 800 quilómetros, ou seja, de Kiotoaté Nagasaki. Assim aconteceu em 3 de Novembro quando a Igreja do Japão quis celebrar a morte, depois de horríveis sofrimentos horríveis, de 26 mártires, crucificados na colina de Nagasaki, em 5 de Fevereiro de 1597, há precisamente 400 anos.
A procissão percorreu o caminho que os mártires fizeram no frio do inverno, descalços e presos, durante os três meses do seu horrível calvário. A cerimónia da partida teve lugar em Kioto, onde os mártires estavam reunidos nesse mês de Novembro de 1596, para serem depois crucificados a 800 quilómetros de distância, na colina de Nagasaki, frente ao mar, voltados para o Ocidente, como um desafio ao mundo cristão: a religião cristã estava, com efeito, proibida no Japão.
Destes mártires, seis eram franciscanos espanhóis, três postulantes jesuítas japoneses, entre eles Paulo Miki, o mais conhecido, e 17 leigos, colaboradores dos missionários, incluindo três adolescentes de 12 e 14 anos que se recusaram terminantemente a abjurar a Fé. O povo aderiu, sem reservas a esta peregrinação e, assim, concentraram-se na celebração eucarística, que marcou a partida da procissão, três mil fiéis, 70 padres e bispos, e o próprio Núncio Apostólico. A chama de 26 círios iluminava o altar e os cantos e as orações foram em espanhol, talagog e inglês, para sublinhar o carácter já nessa época multicultural da Igreja do Japão.
Esta celebração inaugurou
um conjunto de manifestações que culminaram na concentração,
no dia 5 de Fevereiro, na colina de
Nagasaki, onde os bispos japoneses iniciaram a preparação
do Jubileu do ano 2000 e convidaram os fiéis a honrarem
o exemplo dos seus mártires: "Honrar os mártires
é professar a Fé e mostrar determinação
em construir uma sociedade melhor". Sob o ponto de vista
cristão, aquele martírio representa o acontecimento
central da história deste povo.
ANGOLA
O Papa João Paulo II convidou
há pouco os padres de todo o mundo a prepararem o Jubileu
do ano 2000 relendo e meditando as encíclicas publicadas
sobre os temas de cada ano. Neste ano de 1997, que é dedicado
a Jesus Cristo, será a vez de «O Redentor do Homem»(
Redemptor Hominis). No próximo ano será a
vez da encíclica sobre o Espírito Santo Dominum
et Vivificantem)e no ano seguinte sobre a sobre Deus, «Rico
de Misericórdia» (Dives in Misericordia). O
Papa lembrou depois o encontro de padres realizado em Roma por
ocasião das suas bodas de ouro sacerdotais, bem como o
encontro internacional que teve lugar em Fátima e o que
está previsto neste ano, de 7 a 14 de Julho, no santuário
de Yamoussoukro, na Costa do Marfim.
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