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DIOCESE
O P. Saul Gomes de Pinho, foi homenageado no dia 27 de Fevereiro, pelas, 20,30 horas, pela comunidade cristã de Paramos, Espinho, a que preside desde há 25 anos.
A iniciativa da Comissão de Fábrica da Igreja juntou na Eucaristia celebrada nessa mesma intenção muitos paroquianos e quase todos os padres da Vigararia. A igreja encheu-se completamente para «dar graças a Deus e pedir-Lhe forças» para que o P. Saul consiga levar por diante as tarefas que esta comunidade tem por objectivo.
Os cânticos e o ofertório deram à celebração um um ambiente de boa participação no que constituiu «um grande acto de Fé». Na homilia, o P. Saúl pôs em realce o papel do Povo de Deus na vida do padre e na sua missão, e também a necessidade de maior actuação dos cristãos no mundo «como fermento que mantenha vivas e em progresso as virtudes da Fé, Esperança e da Caridade». Foi pedido ainda que esta Eucaristia consiga revitalizar as forças da comunidade, congregando o maior número à volta do seu pastor, para todos servirem a Igreja com maior amor e dedicação.
Um elemento da referida Comissão referiu-se depois à meritória actividade do P. Saúl, bem como do antecessor, o P. Cardoso, ainda vivo. Ali chegado em 27 de Fevereiro de 1972, o P. Saúl apoiou o restauro da igreja, criando novas condições para a Catequese, a construção de uma nova residência paroquial, a ampliação da Capela da Senhora da Guia e outras obras. Foi construído ainda o salão paroquial que, para além da Catequese e de outros encontros, dá agora apoio à acção social através de refeições para pobres. Ao P. Bernardino Alves, vigário da Vara, coube falar em nome dos colegas, tendo encorajado a comunidade a prosseguir a sua caminhada.
No fim, foi descerrada à entrada
da sacristia uma lápide comemorartiva. Os paroquianos ofereceram
depois uma salva de prata e outras lembranças ao homenageado,
que foi depois cumprimentado por todos com grande afecto e gratidão.
A Sé do Porto encheu-se, na manhã de Domingo, o que raramente acontece fora das solenidades, de jovens da paróquia da Senhora do Porto, acompanhados pelos pais, catequistas e animadores do Crisma.
Tratava-se de contribuir para que os candidatos ao Crisma dos dois núcleos da comunidade a que preside o P. Inácio Gomes, os da Senhora do Porto e também os de S. Paulo do Viso, experimentassem, ainda que de forma muito simples, a dimensão diocesana da Igreja. Nesse sentido, e por sugestão do Dr. Bernardino Chamusca, decidiram ir à Missa das Onze, à Sé, que solenizaram também pelo canto.
O cónego que presidiu à celebração, explicou, no início e muito sumariamente, a função da Catedral e do Bispo na Diocese, enquadrando devidamente a experiência daquele grupo paroquial. E também uma iniciativa dos escuteiros do Bonfim que ali vieram naquela ocasião.
No fim, as pessoas visitaram o claustro gótico e foram depois ao Paço, onde puderam contar com uma palavra de acolhimento de D. João, bispo auxiliar, bem como de interpelação aos que irão ser crismados em Maio, para que se preparem bem para tão relevante sacramento da iniciação cristã. Visitaram depois o Seminário Maior, onde se preparou o Pastor desta comunidade e onde estão agora os que hão-de servir a Igreja diocesana nos próximos anos.
Esta iniciativa, que não é
inédita (fazem-no desde há vários anos os
crismandos da zona do Pejão, na baixa de Castelo de Paiva),
parece modelar. Ela permite uma sensibilização das
pessoas para a dimensão diocesana da Igreja e contribui
ainda para a Sé o seja, de facto, como lugar habitual de
peregrinação dos fiéis da Igreja diocesana.
E, neste caso, serão bem menos frias as pedras da Catedral.
Diversos meios de Comunicação deram, nos últimos dias, grande relevo à Igreja portuguesa por motivo de esperadas mudanças de bispos. Através do boato e de algumas inconfidências, conseguiram elaborar cenários que, devidamente crivados no que é supérfluo, ganham foros de verdade.
Depois da designação de D. José Policarpo como Bispo coadjutor de Lisboa (Pág. 4), que mesmos meios de comunicação haviam «nomeado» para outra diocese, foram apontadas agora, como iminentes outras mudanças, mormente na diocese do Porto... «até à Páscoa!». Atentos ao que tem sido dito, esses meios apontaram «dança de bispos» em Beja, Évora, Setúbal, Braga, Bragança e até Setúbal e Coimbra. E, no que diz respeito ao Porto, disseram que irá tornar-se sede de Metrópole, com título de Arcebispado, por motivo de melhor organização interdiocesana, motivada por questões que não são do Porto.
A «VP» nada pode confirmar nem negar, acreditando que, o que vier a acontecer em relação a esta diocese, nos será dadoa conhecer em primeira mão. Adverte, entretanto, os leitores para que, a este propósito, não esqueçam o que já sabem a respeito da Igreja e que alguns meios de Comunicação teimam em desconhecer. Entre essas coisas elementares está a de que o Bispo não é um chefe que venha de fora para aplicar o seu programa a um território, mas aquele que preside a uma comunidade a quem escuta através dos seus representantes, particularmente o presbitério.
O critério primeiro das nomeações é o do melhor bem do povo de Deus, como tantas vezes se repete, e, a esse objectivo, todos, em consciência, têm de se subordinar. É acreditando nisso que as Igrejas sabem acolher o Bispo como um dom que lhes é dado e por ele rezam em todas as celebrações da Eucaristia. A vinda de um novo Bispo não significa, assim, «um novo reinado», mas a chegada de uma pessoa diferente para presidir a uma Igreja que, passo a passo, prossegue no seu esforço de fidelidade ao Evangelho de Cristo. Cada Igreja não é uma massa amorfa mas tem a sua identidade, a que o Bispo confere o tom de eclesialidade colocando-a na comunhão das Igrejas. A diocese não é, pois, couto fechado, nem principado independente, mas uma comunidade de comunidades em permanente solicitude pela Missão universal.
Será bem diferente do que se passa na sociedade civil em que os cargos andam ao sabor de protagonismos de grupos e de pessoas, segundo regras democráticas aceitáveis. As notícias em voga não assinalam essa diferença, dando mesmo a entender que as substituições de bispos se fazem através de jogos de poder e de decisões arbitrárias.
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Durante o mês de Março
estão previstos os seguintes Cenáculos do Movimento
Sacerdotal
Mariano: Dia 14, 21 h, Rans, Penafiel;
dia 15, 15 h, Sedielos, Régua; dia 16, 9,30 h,
Loureiro, e às 15,30 h Mouramorta;
dia 17, 21,30 h, Marinha Grande; dia 18, 21 h, Benedita,
Alcobaça; dia 19, 10,30 h, Imaculado
Coração de Maria, Fátima, e às 21
h Barreiros, Leiria;
dia 20, 21 h, Nª Sª das Dores,
Póvoa de Varzim, e também em Rebordosa, Paredes;
dia 21,
21 h, S. Martinho de Bougado, Trofa;
dia 22, 21 h, Ursulinas, Viana do castelo; dia 23,
Constance, Marco de Canaveses; dia 24,
21 h, Guilhufe, Penafiel; dia 25, 21 h, Duas Igrejas,
Paredes; dia 26, 10,30 h, Seminário
de Vilar, Porto, e às 21,30 h Leça da Palmeira,
Matosinhos.
Em Fátima decorrerá, de 25 a 29 de Agosto, a XV Semana Missionária Nacional, promovida pela Comissão Nacional das Missões, neste ano sob o tema "Jesus Cristo e a missão do ano 2000". O tema procurará enquadrar na Semana Missionária o programa proposto pelo Papa para a celebração do Jubileu da Redenção. E será abordado nos seguintes aspectos: "O mundo moderno nas vésperas do ano 2000", "Quem é Jesus Cristo para o homem de hoje?", "Como anunciar hoje Jesus Cristo", "Jesus Cristo e os meios de Comunicação Social", "Como falar hoje de Jesus Cristo aos jovens", "Novos espaços da missão ad gentes" e "Jesus Cristo, único Salvador". A Comissão Nacional das Missões engloba a Comissão Episcopal das Missões, as Obras Missionárias Pontifícias, os Superiores Maiores da Conferência Nacional dos Institutos Religiosos (CNIR) e as Superioras Maiores da Federação Nacional dos Institutos Religiosos Femininos (FNIRF).
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INFORMA MUNDO
RÚSSIA
Os líderes da Igreja Ortodoxa, políticos e personalidades do mundo cultural russo estão preocupados com o aumento do número das seitas estrangeiras no país, com objectivos nem sempre de natureza espiritual.
A "Gazeta Russa" informava que, nos últimos cinco anos, foram registadas, em todo o país, mais de seis mil organizações de carácter religioso e humanitário, embora muitas delas funcionem, na realidade, como empresas lucrativas. O jornal lança críticas pesadas, principalmente contra a seita "Testemunhas de Jeová" que, em 1992, organizou, em S. Petersburg, um encontro em que participaram cerca de 42 mil pessoas. Na mesma cidade foram registadas, nos últimos anos, mais de 300 seitas, que estão a atrair, principalmente, os jovens.
A Igreja ortodoxa russa, à qual
pertence a maioria da população, cerca de 80% dos
russos,
pediu ao Governo um maior rigor na concessão
de autorizações para o funcionamento de
organizações religiosas.
Pretendem os promotores que sejam estudados
os problemas sem fugir a alguns dos problemas
mesmo os mais agudos e sérios
para, depois, se apresentarem propostas dos médicos católicos, não como membros
de uma religião separada do mundo mas como comunidadeactiva e responsável, que tem
alternativas sérias para propor à comunidade médica
em geral norespeito pela grande dignidade da pessoa
humana que é apontada no Evangelho de Cristo e
deve sê-lo também pela
Doutrina da Igreja.
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