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Tinha sido Pio XII, já lá vão mais de 40 anos, a nomear Domenico Bartolucci como "Maestro Diretore Perpetuo" da "Capella Musicale Pontificia". Não obstante os seus 80 anos passados, desejava ainda, ao que parece, permanecer em funções, mas João Paulo II optou por dar razão aos (muitos) que consideravam ter chegado o momento de imprimir novo fôlego a esta prestigiosa instituição musical.
Diga-se em abono da verdade que o Maestro agora substituído dignificou também ele o Coro da Capela Sistina: como muitos dos seus antecessores, foi não só um bom director musical, mas também notável compositor. Sob a sua direcção o Coro da Capela Sistina deu concertos em todo o mundo, dos Estados Unidos à União Soviética, da Alemanha ao Japão e à Austrália.
Vem da Sicília o novo Maestro, Mons. Giuseppe Liberto, que dirigia o Coro da Catedral de Monreale, perto de Palermo. Figura bem conhecida em Itália, nos ambientes ligados à Liturgia e à música litúrgica, tendo animado muitas vezes as Semanas Nacionais de Liturgia, dirigiu variados coros aquando das visitas pastorais de João Paulo II às diversas dioceses sicilianas. É também apreciado compositor de música sacra.
A origem deste famoso Coro encarregado de acompanhar as celebrações pontifícias remonta a São Gregório Magno (590-604), que criou junto da basílica de São Pedro uma "Schola Cantorum" para assegurar de modo continuado e com um bom nível musical e litúrgico a parte coral das celebrações papais.
Em 1480 Sisto IV reorganizou
e relançou o Coro pontifício criando na sua estrutura
actual aquela que ficaria desde então a ser conhecida como
"Capella Sistina" (do nome da famosa capela nessa altura
construída no Vaticano). A última grande reforma
deste Coro ficou a dever-se ao maestro Lorenzo Perosi,
nomeado por Pio X, em 1903.
Palestrina: de cantor a maestro
O Coro contou como maestros grandes nomes da música como Josquin Desprès (1481-1494), Jacob Arcadelt (1538-39), Palestrina (1555) e T. L. da Victoria (1601).
A maior parte destes maestros e compositores estiveram também ligados a outros prestigiosos coros pontifícios romanos. Antes de mais uma outra "Schola Cantorum", instituída também pelo Papa Gregório Magno para as celebrações que tinham lugar na basílica de São João de Latrão (a Catedral de Roma). Foram maestros deste Coro Orlando de Lasso (1553) e também Palestrina (1555-1561).
Entrelaçando-se e por vezes confundindo-se com a história do Coro da Capella Sistina, há que referir também a "Capella Giulia", criada por Júlio II, em 1513. A este Coro era geralmente atribuída a tarefa de executar música polifónica, enquanto o da Capela Sistina cantava sobretudo música gregoriana. Pela "Capella Giulia" passaram igualmente Arcadelt e Palestrina, assim como Domenico Scarlati (1715-1719).
Finalmente o Coro da basílica de Santa Maria Maior, a chamada "Capella Liberiana". Também esta Capella contou com a direcção de Palestrina, que precisamente aí tinha crescido como menino de coro ("putto cantore"), cedo revelando os seus dons musicais.
Antes da nomeação do novo maestro da Sistina, falava-se de um outro nome de relevo: o actual director do Coro de São João de Latrão, padre Marco Frasina, bem conhecido em Itália pelas músicas compostas para filmes bíblicos produzidos pela RAI, para além de muitas outras obras de música sacra. Relativamente jovem mas competente e discreto, esteve frequentemente em destaque nos últimos anos em variadas celebrações papais transmitidas da Praça de São Pedro em mundovisão, nomeadamente no Domingo de Ramos e noutras ocasiões excepcionais.
Finalmente uma referência a uma outra figura que tem contribuído, ao longo deste pontificado, para manter o bom nível das celebrações na basílica de São Pedro, abrindo e diversificando os esquemas litúrgicos musicais: Piero Marini, o mestre de cerimónias que os telespectadores se habituaram a ver ao lado do Papa em todas as celebrações, em Roma como por toda a parte nas viagens do Pontífice. No seu papel de "Maestro das Celebrações Litúrgicas Pontifícias", Mons. Marini muito fez para imprimir às liturgias de São Pedro uma notável vitalidade. É provável que sem ele não tivessem ecoado dentro das vetustas paredes da basílica do Vaticano as memoráveis liturgias de todo o Oriente Cristão, no Ano Mariano de 1987-88, assim como os animados ritmos africanos nas Celebrações da Assembleia Sinodal para a África, em 1994.
| Pacheco Gonçalves |
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Isto significa que há, no nosso país, um número muito significativo de crianças na escola que poderiam receber uma primeira evangelização, através da aula de Educação Moral e Religiosa Católica.
O número de crianças inscritas na Catequese será tão elevado como o de matriculadas nas aulas de EMRC?
O problema é difícil de resolver mas a verdade é que perdemos uma grande oportunidade de contribuir para a educação integral de muitas crianças.
A Catequese educa na Fé, a Educação Moral e Religiosa Católica nas escolas, através de seus conteúdos, objectivos e metodologias educa para a vida, para os valores humano-cristãos e anuncia Jesus Cristo.
Há muitas crianças que morrem à fome em países de guerra... e ficamos cheios de pena. Em Portugal, há muitas crianças a quem poderia ser feito o 1º (e talvez o único) anúncio de Jesus Cristo e não o fazemos. Não morrem à fome, mas morre nelas a esperança e o desejo de felicidade!
Será que estas crianças poderão «morrer» amanhã, por falta de pontos de referência de valor Absoluto, por falta de padrões de válidos do ponto de vista ético/moral e religioso, por falta de resposta aos grandes anseios humano/espirituais próprios de todos os seres humanos?
Dá para pensar...
| Irª Dolores Mata Responsável pelo Ensino Religioso 1º Ciclo |
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«A Obra de Nossa Senhora das Candeias é uma prestigiada Instituição Particular de Solidariedade Social, com 39 anos de actividade ao serviço das crianças e jovens mais carenciados, com sede no Porto e várias casas espalhadas pelo País, por onde já passaram muitas centenas de utentes. Presentemente, conta com 17 Núcleos Familiares e um Centro de Acolhimento, onde vivem 440 utentes, e quatro Jardins de Infância com 350 utentes.
Como pode comprovar-se pelo ambiente gerado à volta da Obra e pela onda de simpatia que diariamente engrossa, na generalidade, quantos usufruem ou beneficiaram com a acção da Obra guardam um real sentimento de gratidão, pois ali encontraram novas luzes para as suas vidas cujos destinos, sem ela, seriam muito pouco risonhos.
A Obra de Nossa Senhora das Candeias tem pedagogia e formas de acompanhamento próprios, que o espírito cristão e a dedicação de suas fundadoras e apoiantes lhe incutiram e mantiveram com assinalável êxito. E, porque tem características e âmbito peculiares, tem disciplina e estatutos julgados como os adequados. À Obra têm recorrido instituições oficiais, algumas dioceses, muitas paróquias, muitas outras instituições particulares de solidariedade social e muitíssimas famílias e pessoas, que sempre encontraram apoio, guarida e insofismável vontade de equacionar respostas satisfatórias.
A Direcção da Obra de Nossa Senhora das Candeias tem colaborado assiduamente com o Secretariado Diocesano de Pastoral Sociocaritativa; também da Direcção do Secretariado Distrital do Porto e da Direcção Nacional da União das IPSS já fizeram parte elementos seus.
Na qualidade de actual responsável diocesano pela Pastoral Sociocaritativa e de Presidente do Secretariado Distrital do Porto da União da IPSS venho manifestar a minha apreensão pela campanha provavelmente osquestrada contra a Obra de Nossa Senhora das Candeias, campanha que teve início num programa televisivo, em Fevereiro último, e que o Senhor Secretário de Estado parece ter acolhido mandando instaurar um «inquérito», ou «inspecção de rotina», ou «inquérito de rotina» ou «inspecção», conforme, inconsequentemente, os inspectores da Inspecção Geral da Segurança Social iam referindo. Inspeccionando, estes parecem não ter sabido usar os métodos mais adequados dada a especificidade da Obra. Aparecendo na mesma estação televisiva, em Maio, parecendo antecipar um julgamento da Obra e do seu advogado, o Senhor Secretário de Estado terá ajudado a alimentar um ambiente de suspeita à volta da Obra e de instabilidade no seu seio.
As Instituições particulares de Solidariedade Social têm uma inestimável acção em inúmeras iniciativas que criam e apoiam, que, devendo ser de carácter subsidiário em relação ao Estado, em muitas situações o têm substituído por sua falta de capacidade pontual ou estrutural, Estado que, assim, encontra soluções sem ónus para uma das suas próprias funções. Esta campanha de que a Obra de Nossa Senhora das Candeias é vítima,, agora, na sequência de outras, e que parece ser mais uma de uma possível série, obriga-nos a clamar por solidariedade por parte do Estado, sob pena de ver dissiparem-se iniciativas altruístas, solidárias e de incomensurável dedicação num Estado que delas não pode prescindir. Perante carências crescentes na sociedade de hoje, instituições como a da Obra de Nossa Senhora das Candeias e tantas outras são de apoiar e não de afrontar.
Claramente grato e solidário com a Obra de Nossa Senhora das Candeias, na minha dupla qualidade de Presidente do Secretariado Distrital do Porto da União das IPSS e de responsável pela Pastoral Sociocaritativa da Diocese, venho reclamar a atenção do Senhor Secretário de Estado e manifestar a solidariedade com a Obra das IPSS e dos movimentos sociocaritativos.»
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A Congregação das Missionárias Dominicanas do Rosário nasceu no Perú, em 1918, e teve como seus fundadores a Madre Ascension Nicol e Monsenhor Ramon Zubieta, ambos dominicanos e de origem espanhola.
Esta Congregação define-se, desde a origem, como missionária, tendo aberto a sua primeira missão na selva peruana com o objectivo de ajudar à promoção humana dos nativos. Em 1920 foi agregada à Ordem Dominicana, tendo como carisma particular a evangelização dos pobres onde a Igreja mais necessitar.
A opção pelos mais pobres e a missão "ad gentes" fizeram com que estendessem a sua acção aos cinco continentes, onde 130 comunidades, com cerca de mil irmãs, procuram anunciar aos pobres a boa notícia de Jesus Cristo e trabalhar com estes na construção de um mundo mais justo e fraterno.
As Missionárias Dominicanas do Rosário chegaram a Portugal em 1932, e têm duas comunidades em Lisboa, três em Castelo Branco, uma em Setúbal e outra no Porto. Pertencem igualmente à Província Portuguesa quatro comunidades existentes em Moçambique.
Na Diocese do Porto (R. Dr. Sousa Rosa,
327 - 4150 Porto, Tel. 02-6181024), a acção principal
desta congregação situa-se ao nível da educação
cristã, com um estabelecimento de ensino, Jardim de infância
e escola primária que serve cerca de 400 crianças,
além do trabalho pastoral que realizam nas comunidades
paroquiais vizinhas.
O seu fundador nasceu em Gymnich, Alemanha, em 1885, e desde cedo se revelou como um carismático educador da juventude. Dedicou o melhor da sua vida à missão que Deus lhe confiara na Igreja e no mundo: a apresentação de Cristo e Maria como modelos de um homem novo numa sociedade em mudança. As palavras que foram escritas sobre a lápide do seu túmulo caracterizam a sua vida e a dinâmica de todas as suas fundações: "Dilexit ecclesiam" - amou a Igreja.
Este instituto secular teve a sua fundação em 1 de Outubro de 1926. Foi aprovado pela Santa Sé em 1948, e em 8 de Dezembro de 1976 o Papa Paulo VI concedeu o "Decretum Laudis".
O Carisma deste instituto é a renovação do mundo em Cristo por Maria. Os seus membros vivem em comunidades ou individualmente, e o seu apostolado faz-se através da dinamização de grupos deste movimento apostólico, na pastoral da Igreja local em que estão integradas e na vida profissional.
Na Diocese do Porto trabalham nos serviços de secretaria diocesanos, na catequese de adolescentes e jovens de algumas paróquias, e na dinamização de grupos de jovens, casais, e senhoras ligadas ao movimento apostólico de Schoenstatt.
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