| Forum: | ||
No domingo, dia 23, João Paulo II preside na basílica de São Pedro a uma Eucaristia pela paz. Na homilia repete a todos os que vivem submersos pelo horror da guerra: «Não estais abandonados! Estamos convosco! Cada vez estaremos mais convosco». No final da Missa, no transepto direito da basílica, diante do ícone de Nossa Senhora do Socorro, acende uma lâmpada que ali ficará a brilhar enquanto durar a guerra. Ao meio-dia, da janela do seu quarto, depois da habitual alocução dos domingos, o Papa, ladeado de duas crianças, solta uma pomba branca, exclamando: «Vai até Sarajevo!»
Ao longo dos últimos anos João Paulo II falou 147 vezes da Bósnia-Herzegovina, neste sábado passado, na catedral da capital bósnia, o lucernário com aquela chama que por seu expresso desejo brilhou ao longo da guerra na basílica de São Pedro, o Papa podia repetir, com toda a verdade: «Não vos esquecemos. Não vos abandonámos. Estivemos sempre convosco. Não vos deixámos sozinhos». Na língua da Bósnia-Herzegovina: S vama smo.
Era este precisamente a frase que os habitantes de Sarajevo podiam ler, em vésperas da viagem do Papa, nos cartazes colocados nas paredes desta martirizada cidade, chamada a converter-se, de «símbolo da Europa em guerra», em «símbolo da Europa em paz», como o próprio João Paulo II exortava em Nova Iorque, da tribuna da ONU, em 1995.
O convite a visitar Sarajevo tinha sido recebido em Janeiro de 1993. Não obstante a gravidade da situação, a 19 de Agosto de 1994 o Vaticano divulgou o programa da visita, que deveria ter lugar a 8 de Setembro. Mas quando os próprios responsáveis da ONU na capital bósnia, na impossibilidade de garantir a segurança da viagem, opuseram o seu veto, o Papa, amargurado, não teve outra solução senão aceitar os factos.
Naquele mesmo domingo, 8 de Setembro, em Castelgandolfo, na Missa aí celebrada pela paz, João Paulo II pronunciou a homilia que tinha sido preparada para a visita: «Rezam connosco os mortos, rezam connosco todas as vítimas desta guerra cruel», afirmou então o Papa: «Os destinos da paz dependem sobretudo de uma nova solidariedade dos espíritos, O que supõe, no contexto de tanto sangue e de tanto ódio, a coragem do perdão. É preciso saber pedir perdão e perdoar.»
Idealismo utópico? De modo algum:
o Papa reconhecia que a coragem do perdão «não
quer dizer que os crimes não devam ser perseguidos também
pela justiça humana... mas a justiça está
bem longe de qualquer instinto cego de vingança. A
justiça deixa-se antes guiar pelo sentido do bem-comum,
visando a recuperação do que erra».
A responsabilidade da Europa
Não se poderá facilmente esquecer as imagens da Missa celebrada domingo passado, sob a neve que caía naquele estádio de Sarajevo. Os aleluias ali cantados e sobretudo a vigorosa homilia do Papa, na língua local, ficarão para a história. Manifestamente exausto, João Paulo II ainda encontrou forças para anunciar o Evangelho da paz, sem deixar de interpelar seriamente a consciência humana, sobretudo dos europeus.
Como esquecer o tom profético, sentido mas não enfatuado, com que o Papa recordou aos habitantes de Sarajevo e de toda a Bósnia-Herzegovina que, perante tantos sofrimentos ali vividos, a história e a experiência de que foram protagonistas, só Jesus Cristo, o único Justo, poderá ser o «Advogado junto de Deus»? «Quem, senão Jesus Cristo, poderia ler até ao fim esta página da tua história, Sarajevo?!»
Com um profundo realismo e uma ampla visão da história, o Papa não deixou de sublinhar que «não se pode esquecer que Sarajevo se tornou símbolo de todo o sofrimento da Europa neste século». Isso para que mais uma vez os europeus se interroguem sobre a sua quota-parte de responsabilidade nesta como noutras tragédias de que a história do continente está semeada ao longo do século. As palavras de Karol Woytjla são lapidades, cortantes como uma espada de dois gumes:
«A Europa tomou parte como testemunha. Mas é preciso perguntarmo-nos: terá sido sempre testemunha responsável? Não se pode evitar esta questão. É preciso que os estadistas, os políticos, os militares, os estudiosos e os homens de cultura procurem dar uma resposta a esta questão... Para que no milénio que aí está às portas nunca mais se repitam tragédias destas».
| Pacheco Gonçalves |
| Início |
Conheço por dentro a «Obra de N.ª S.ª das Candeias» há bastantes anos, desde que ela assumiu a Direcção dos Serviços no Patronato de N.ª S.ª da Torre, cargo vago pela saída das Irmãs Reparadoras do Sagrado Coração de Jesus, também da cidade do Porto.
Não me posso calar perante as insidiosas campanhas, contra esta Obra, nos últimos tempos.
Nasceu há umas dezenas de anos, no Porto, do sector juvenil da Acção Católica, nos seus tempos áureos. Foi sonhada por jovens estudantes, que deram suas vidas e bens, abundantes em certos casos, para serviço das crianças e jovens mais carenciados.
Hoje, são as «responsáveis» por esta obra com várias comunidades, em pleno crescimento, desde Valença ao Algarve.
Pelo que sempre vi, aqui em Braga, no Patronato, estas «comunidades» são o modelo acabado duma família sã numerosa... Os pequeninos, alguns rejeitados pela sociedade consumista, vicioso e egoísta, são recebidos, acarinhados, educados e amparados pelas «responsáveis» (as mães) e pelos irmãos mais velhos que ali foram crescendo, até poderem caminhar por si na grande aventura da vida...
Mas aqueles que nunca conseguem caminhar por si, por deficiências que lhes vêm de fontes inquinadas, a obra não os abandona «não os manda para debaixo da ponte», como a sociedade consumista às vezes aconselha...
Que prodígios de caridade estas boas «responsáveis» vão realizando!... Às vezes, batem à porta doutras instituições, que há e deve haver para jovens assim deficientes, mas não encontram facilidades, sendo forçadas a manter a convivência deles com as crianças e adolescentes que elas ainda facilmente podem dominar e para o que estão bem apetrechadas, com médicos, psicólogos, assistentes sociais, etc.
Mas de que é que acusam esta obra? De ensinar a trabalhar e corrigir os seus educandos!
Por mim, pela longa experiência que tenho na minha vida pastoral neste meio difícil e pelo que tenho visto aqui no patronato, não posso deixar de aplaudir o maravilhoso trabalho destas «mães»... E tenho de censurar as televisões que temos, pelos seus programas violentos, pornográficos e libertinos com que destroem os esforços dos pais dignos deste nome para bem educarem os seus filhos.
A criminalidade cresce dia a dia; cada vez são mais os drogados, os alcoólicos e os libertinos; a prostituição cresce a olhos vistos... De quem é a culpa?
Mais vale prevenir do que remediar... De pequenino se endireita o pepino... A canalha não atira pedras a árvores que não têm fruto... A mentira não consegue penetrar, quando não vai acompanhada de algumas verdades, que, porém, têm de ser acolhidas conforme o sistema ideológico que se professa... A Obra de Nossa Senhora das Candeias pode estar tranquila.
E porque será que os meios da comunicação
social que a acusam não ligam nada aos protestos que têm
sido enviados por jovens e adultos (alguns atingidos nas suas
reportagens) que a obra formou e está a formar nas escolas
e universidades portuguesas, e de casais trabalhadores que generosamente
enfrentam a vida, ali educados e amparados desde as mais tenras
idades?!...
| Cónego Veloso in "Diário do Minho" |
| Início |
O mapa de Angola, tendo ao centro um coração de cor vermelha e por baixo o lema «Amai-vos de Coração», é o símbolo do Domingo da Reconciliação promovido pelo Episcopado Angolano. Está afixado nas portas das igrejas e em muitos lugares públicos, como um convite a criar as condições para a paz verdadeira.
Vivi este dia na Capela, onde trabalham os padres Farias, Aníbal, Paulo Jorge e o estagiário Sebastião Gonçalo. É uma cidade que teve bastante presença portuguesa, por ser uma das regiões mais ricas em café. Ao cimo desta montanha, a guerra a sério só chegou uma vez. Mas rodeou-a constantemente. Há dois anos, já depois dos acordos de Lusana, ainda ouvi o canhão da Gabela que atirava para um raio de 30 a 50 quilómetros onde a UNITA estava fortemente presente. Nesta semana, pude tranquilamente visitar várias comunidades que durante anos dormiram dispersas pelo mato. Cada família fugia para seu lado, evitando todos os sinais de presença: fogueiras, luzes, carreiros de mato. Muitas vezes aí era celebrado o culto dominical, em grupos bem pequenos, visitados pelo catequista que levava a Comunhão. O padre, embora respeitado pelos dois lados em guerra, era visita rara. Houve muitos raptos e algumas mortes. Agora já se vêem sinais de vida a recomeçar. Aumenta a criação de galinhas, porcos e cabritos que tinham desaparecido porque os soldados os exigiam como 'imposto'. Os mandiocais estão grandes, apesar da seca. O milho nada produziu apesar das grandes plantações. Algumas famílias já começaram a visitar os antigos lugares onde moravam. Mas ainda há muita desconfiança. Será desta vez que a guerra acabou? Não voltará como em 92?
Um ponto de partida para a paz é a consciência
de que Angola deve ser uma única nação,
embora formada por povos diferentes. Apesar de Portugal não
ter controlado todo o território actual de Angola por mais
de 50 anos, entre 1920 e a década de 60, nenhum partido
defende a divisão de Angola, com excepção
de Cabinda, onde ainda continua a luta pela independência.
A guerra deu-se entre partidos que disputam a hegemonia sobre
todo o território. A dificuldade está na aceitação
do pluralismo e das regras do jogo democrático. Além
de ser necessário sobrepujar os fortes interesses (também
estrangeiros) sobre os enormes recursos naturais, é
preciso fazer crescer a cultura democrática que propicia
a solução de conflitos por meios mais humanos do
que os canhões.
A Igreja reconcilia
É aqui que as Igrejas e a consciência cristã podem ser decisivas. Uma liturgia, que envolve a pessoa toda, corpo e espírito, inconsciente e consciente, gesto e canto, emoção e contemplação, Palavra e Sinal, pode colaborar para criar um novo clima de entendimento e paz. Foi isso que eu vi, neste Domingo, no enorme ginásio da Gabela. Eram cerca de 6.000 pessoas, presididas por D. Benedito Roberto, Bispo do Sumbe: autoridades municipais, polícias, exército novo, formado por antigos soldados do governo e da UNITA, muito povo organizado por uma discreta mas eficiente equipa de liturgia.
O ambiente para o acolhimento da forte Palavra de
Deus que ia ser ouvida foi criado por uma solene procissão
de jovens que cantavam «Vem, Verbo de Deus».
Depois das leituras, o Bispo declarou solenemente: «Se
no coração de algum angolano viesse um dia a nascer
a tentação de levar novamente o povo angolano à
guerra... tende pena de tantas lágrimas, tanto luto, tanta
orfandade, tanta fome, tanta miséria, tantos sofrimentos
causados pelas armas desta guerra fratricida que queremos um dia
nunca dela se ouça falar na nossa terra. Celebrar este
dia da reconciliação, é convidar todos a
aceitar este sentir comum da necessidade urgente duma Angola renovada
e diferente a exigir homens renovados e diferentes».
Das armas ao diálogo
Homens novos devem ser todas as camadas sociais que constituem o tecido social, sobretudo os cristãos que devem imbuir a sociedade do Espírito do Evangelho. «Dedicar um dia à reconciliação nacional é ensinar aos políticos como ganhar os corações dos cidadãos para os seus ideais políticos e mostrar como a guerra é inútil e absurda», diz o Bispo acrescentando: «O que foi o nosso passado de guerra? Um genocídio cruel que imolou centenas de milhares de inocentes. Um inferno de destruições que retirou a nossa Pátria da vanguarda dos países africanos mais avançados para a retaguarda dos povos mais carenciados do continente». E termina dizendo que agora é preciso «aceitar resolver os problemas da nação pelas armas do diálogo e não pelo diálogo das armas», mobilizar todos os recursos naturais e humanos para reconstruir a vida do povo: «Prometamos contribuir para a reconciliação genuína da nossa terra, pondo ao serviço da Pátria todas as nossas capacidades. E tenhamos a certeza das bênçãos de Deus!»
Ao Pai Nosso milhares de mãos se uniram, juntando velhas senhoras e profissionais da guerra, a pedir que venha o Reino de Deus e o perdão. Logo a seguir, no abraço da paz, dezenas de mães saíram dos seus lugares e foram até às autoridades, polícias e soldados, a oferecer flores e cartazes deste dia: «Amai-vos de coração». Alguns choravam, e não só os soldados. Na acção de graças, um grupo de crianças saiu de cada lado do ginásio, cantando e dançando em fila, ao encontro uma da outra. Chegando ao centro, a dança continuou com os dois grupos dançando lado a lado. Assim será o futuro de Angola, dizem as crianças.
Chegou a vez de ir para a frente o coro da Igreja Tocoísta, que deixou de celebrar o seu culto para se juntar à celebração católica. «A palavra de Deus é que nos une», cantam. Outro hino improvisado repete sem cessar o «amai-vos de coração». Católicos pouco habituados a valorizar esta Igreja dos pobres aplaudiram a sua mensagem curta e clara, falada nas línguas locais.
No final, as crianças começaram de novo a dar-se as mãos e a rodear o ginásio, envolvendo autoridades e povo nesta grande roda que, pouco a pouco, foi crescendo e recebendo a todos porque, neste momento, ninguém queria ficar fora da roda da paz.
«O dia já acabou, mas nem demos conta. Quem dera que todos os dias fossem assim», dizia uma mamã com o filho às costas. Uma liturgia bem celebrada quebra o ritmo do tempo e envolve-o de eternidade. Apressa a paz? Pelo menos quebra desconfianças, anima a esperança. A notícia vai chegar longe, não só porque a rádio e a TV estavam presentes. Porque na África a melhor rádio é o de boca a boca que alimenta a conversa nas fogueiras das aldeias sem electricidade.
| P. Jerónimo Nunes |
Tal não é, todavia, exacto. Na 6.ª edição da obra acima referida, publicada em 1990 - cuja relação com a primeira edição, de 1976, - não averiguámos - transcreve-se uma declaração da vidente, efectuada em 1989, em que conta ter ouvido sua mãe relatar ao Dr. Formigão, sobre o dia dos seus anos, que «nós dizemos que é no dia 22 de Março, porque ela foi registada como tendo nascido neste dia, mas na verdade não é bem assim. Ela nasceu no dia 28 de Março de 1907». E explica, depois, o desencontro de datas - o que, por agora, nos não interessa desenvolver.
A primeira obra literária sobre os acontecimentos de 1917, Fátima (Graças. Segredos. Mistérios), foi escrita por Antero de Figueiredo e publicada em 1936. Lúcia encontrava-se então, pela segunda vez, em Pontevedra, onde em 1925 entrara como postulante na Congregação das Religiosas de Santa Doroteia. Aí foi «miudamente interrogada» pelo escritor, e «a tudo Lúcia, humilde e serenam respondeu, cheia de verdade e angélica de simplicidade, em obediência à sua Reverenda Madre Provincial que [...] inteligentemente previu tratar-se da composição de um livro de arte, sem propósitos apologéticos, teológicos ou filosóficos...». Referindo acontecimentos quatro anos posteriores às Aparições, Antero de Figueiredo regista também: «Lúcia tem nesta altura catorze anos, pois nasceu no dia 22 de Março de 1907. Trouxe-me a Primavera, diz hoje a mãe, num sorriso feito de agradecimento».
Citando o livro de Antero de Figueiredo - preparado com um interrogatório de 16 a 20 de Setembro de 1935, que foi muito penoso para Lúcia, conforme conta na Quarta Memória, - ocorre lembrar que os eventos da Cova da Iria inspiraram duas outras obras literárias, dos irmãos Corrêa d' Oliveira. O dramaturgo João publicou em 1946 O Milagre da Serra (Mistério em 3 actos e 8 quadros) e o Poeta António deu a lume em 1954 Azinheira em Flor (O Mistério de Fátima, entrevisto, visionado e contado em alguns poemas).
Voltemos às efemérides do passado mês de Março. Além do 90.º aniversário da Irmã Lúcia, passa também este ano o octogésimo aniversário das Aparições.
Para comemorar estas datas, a Medalhística
Lusatenas cunhou uma medalha que reproduz, no verso, o busto da
Irmã Lúcia, e, no reverso, a Virgem e os pastorinhos,
junto da azinheira, com a actual basílica ao fundo. As
legendas estão escritas em português e em inglês.
Há outra medalha do mesmo editor, mas de 1972.
| J. M. da Cruz Pontes |
CNE Porto
- Ao longo de Abril e de Maio haverá encontros de Assistentes
dos agrupamentos de cada Núcleo: O Núcleo Sul, reunir-se-á
em Esmoriz no dia 21; o Litoral em 23 em Perafita; o Centro-Sul
(Gaia-Espinho) em 24, em Mafamude; o Este em 29 em Bustelo, Penafiel;
o Norte, no dia 30, em Fontiscos, Santo Tirso; o Centro-Norte
(Gondomar-Valongo) em 7 de Maio, no Seminário do Bom Pastor;
o Centro (cidade do Porto) no dia 8, na Casa Diocesana de Vilar.
No dia 21 de Maio, das 10 às 17 horas, haverá na
Casa Diocesana de Vilar, Encontro Regional de Assistentes de toda
a Diocese.
Conselho Regional do CNE, Porto
D. Júlio lembrou na sua intervenção como tem dado atenção a este Movimento e salientou, por diversas vezes, a eclesialidade do CNE, sendo a diocese «o primeiro lugar de inserção eclesial» e também o primeiro interlocutor. A Região deverá, assim, ter configuração diocesana e a organização em Núcleos não deve significar «divisão».
Lembrou depois o papel do P. Ângelo, há pouco falecido, como assistente diocesano e como, além de pároco e professor, soube dar ao Escutuismo, a nível de Agrupamento e de Núcleo, o que era necessário em cada momento, numa dedicação que foi exemplar, até pelo modo como, aos 60 anos, foi capaz de se envolver em projectos novos, como Rumos e Novos Rumos. Ele falava do Escutismo com grande entusiasmo e esperança, e, nos momentos mais difíceis, confiava nas pessoas e sabia olhar o futuro com esperança.
D. Júlio apresentou depois o novo assistente, o P. José Nuno, que fora adjunto do P. Ângelo, dizendo: «Confio-lhe, a partir de agora, ... a responsabilidade de representar o Bispo no Escutismo Católico desta Diocese do Porto». E acrescentou:«Não vo-lo envio por ter sido escuteiro... mas porque é padre, membro deste presbitério que participa... no meu ministério de ensinar, santificar e governar a Igreja de Cristo presente no Porto».
Advertiu depois que, sendo Dirigente, o Assistente não é um Dirigente como os outros, pois o serviço que deve prestar está nessa diferença, pois tem a missão eclesial «de fazer comunhão» de modo que o CNE seja «espaço eclesial de evangelização e vivência da Fé». «Envio-te como Assistente» - disse D. Júlio ao P. José Nuno acrescentando que é muito vasto esse campo, pois vai desde o crescimento espiritual, à educação para os valores, à valorização dos momentos celebrativos e à formação de Dirigentes, onde não pode faltar «a transmissão dos conteúdos da Fé».
D. Júlio citou vários documentos conciliares e as Orientações pastorais desta diocese estimulando os participantes para que tenham a ousadia de percorrer novos rumos na verdade e na comunhão. E concluiu: «Em breve tereis um novo Bispo a quem competirá concluir o processo já iniciado. (...) ide em frente sempre alerta para servir e dispostos a serdes na sociedade uma clara presença de Igreja, pela afirmação dos valores que caracterizam a proposta educativa do Escutismo católico».
| Início |
| Primeira Página | Página Seguinte |