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A vinda a Roma e ao Vaticano do Primaz da Igreja Anglicana situou-se na sequência de outras anteriores, a começar pela visita do arcebispo Fisher a João XXIII, em 1960. Também os Primazes Anglicanos sucessivos - Ramsey e Coogan - realizaram idêntica visita em 1966 e 1977, encontrando-se com Paulo VI. No tempo de João Paulo II, foi a vez do arcebispo Runcie, em 1989.
O actual Primaz anglicano, Dr. Carey, que assumiu este cargo em 1991, logo no ano seguinte, aquando de uma sua visita às comunidades anglicanas em Itália, teve um primeiro encontro com o Papa. Mas a visita realizada esta semana, mais solene e oficial, assume sem dúvida outro relevo, tendo em conta as tensões entretanto surgidas entre a Igreja Católica e a Comunhão Anglicana a propósito da ordenação sacerdotal de mulheres e da passagem de um certo número de membros do clero anglicano à confissão católica.
Como em anteriores visitas do Primaz Anglicano a
Roma, também desta vez o programa incluiu um significativo
momento de oração comum do Papa com o Arcebispo
de Cantuária na igreja de São Gregório na
colina do Célio, o mesmo local onde no séc. VI o
Papa São Gregório (Magno) enviou Agostinho (primeiro
arcebispo de Cantuária) com um pequeno grupo de companheiros
beneditinos a evangelizar os habitantes da Inglaterra.
Primado em nova situação
Entretanto, nestes mesmos dias, o primado do sucessor de Pedro era o tema de estudo dum Simpósio da Congregação para a Doutrina da Fé, no Vaticano. Presentes também dois teólogos não-católicos, o prof. Pannenberg e prof. Chadwick, em representação respectivamente das confissões luterana e anglicana (ausente, por motivos de saúde,, Olivier Clément, teólogo ortodoxo convidado). seguindo o convite de João Paulo II na «Ut unum sint», incrementa-se o esforço para «encontrar uma forma de exercício do primado que, embora sem renunciar de modo algum ao essencial da sua missão, se abra a uma situação nova» (n. 95), tendo em conta que, «salva a sua substância de instituição divina, o ministério petrino se pode exprimir de modos diversos, conforme os lugares e os tempos, como testemunha a história» (n. 18).
Para além da questão do sentido dogmático do primado do sucessor de Pedro, e da sua transmissão, este Simpósio debruçou-se sobre a relação entre Primado e Colegialidade, e também sobre «a natureza e finalidade das intervenções primaciais do Bispo de Roma em relação às Igrejas particulares».
A actualidade desta temática do primado do Papa não ressaltou apenas, estes dias, da visita do Primaz anglicano, mas também da mensagem dirigida por João Paulo II aos Católicos chineses. Na memória de São Francisco Xavier, padroeiro das Missões, falecido às portas da China, o Papa quis recordar dois aniversários especialmente significativos: os 70 anos da ordenação episcopal, por Pio XI, de seis bispos chineses, e os 50a nos da organização da hierarquia católica na China.
Celebrando em união com a Igreja chinesa, na manhã deste dia 3 de Dezembro, a sua Missa quotidiana, especialmente transmitida pela Rádio para a continente asiático, João Paulo II realizou mais um dos muitos gestos de afecto pelos cristãos da China, e de tentativa de aproximação desenvolvidos, em todas as ocasiões que se lhe têm oferecido, ao longo do seu pontificado.
Recordemos, por exemplo, a mensagem dirigida aos católicos chineses em Janeiro do ano passado, de Manila, e as palavras pronunciadas pelo próprio Papa em Junho de 1993, aquando de uma visita pastoral á diocese italiana de Macerata, terra-natal do P. Mateus Ricci, missionário na China nos finais do século XVI e princípios do séc. XVII. Depois de se referir as antiquíssimas tradições culturais chinesas, João Paulo II recordava então os frutos das sementes da fé levadas pelos missionários e confiava o seu vivo desejo de se encontrar pessoalmente com os cristãos da China para com eles dar graças a Deus e os «confirmar no seu caminho de fiéis discípulos de Cristo e de bons cidadãos totalmente dedicados ao bem do seu país».
| Pacheco Gonçalves |
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As questões emergentes da Bioética serão tratadas entre as 15 e as 18 horas, em conferências e mesas-redondas, normalmente seguidas de debate.
Dia 4, 3ª-feira, às 15 horas, «A bioética no horizonte das éticas contemporâneas», pelo Prof. Dr. H. B. Wuermeling, e «O valor da vida como dom de Deus e responsabilidade do homem», pelo Prof. Dr. S. Privitera, da Faculdade de Teologia de Palermo e do Instituto Siciliano de Bioética. Às 17 horas, haverá uma mesa-redonda sobre «Ética e Meio Ambiente», tendo por moderador o Prof. Dr. Alberto de Castro e como participantes as Prof. Drªs Isabel Renaud e Maria Patrão Neves.
Dia 5, 4ª-feira, «Ser homem ou mulher. A discussão recente sobre o género e o sexo, em bioética» pela Prof. Drª H. B. Gerl-Falkovitz, e «O médico diante do problema da esterilidade», pelo Prof. Dr. S. Leone, da Universidade de Palermo e do Instituto Siciliano de Bioética. Às 17 horas, haverá uma mesa-redonda sobre «Bioética e biodireito» moderada pelo Dr. Augusto Lopes Cardoso e com a participação do prof. Dr. Almeida Costa, Dr. Mário Melo Rocha e Drª Paula Faria.
Dia 6, 5ªfeira, às 15 horas as conferências «Os direitos da mulher em conflito com os do nascituro», pelo Prof. Dr. H. B. Gerl-Falkovitz, e «O valor do embrião na reprodução medicamente assistida», pelo Prof. H. B. Wuermeling.
Às 17 horas, mesa-redonda «Criança doente e Ética» moderada pelo Prof. Dr. Rui Nunes e com a participação dos drs. Fernando Pereira, Filipe Almeida e Jorge Biscaia.
Dia 7, 6ª-feira, às 15 horas,
conferência «A doença terminbal como problema
bioéticop» pelo Prof. Dr. S. Leone, e «Ética
narrativa, valor da vida e as futuras gerações»,
pelo Prof. Dr. S. Privitera. Às 17 horas, mesa-redonda
moderada pelo Prof. Dr. X. Malcata, tendo como participantes o
Prof. Dr. Luís Árcher e a Drª Paula Martinho
da Silva. Os trabalhos encerram às 18 horas.
Pastoral Sociocaritativa
Reuniu-se há dias na Casa Diocesana de Vilar, Porto, a equipa de Pastoral Sociocaritativa, num objectivo de coordenar acções de obras sociais e caritativas, e de promover acções pastorais e dinamizar iniciativas.
Entre as prioridades para o ano que decorre foram apontadas as de promover reflexões nas diversas regiões pastorais, na linha de sugestões apresentadas pelos bispos auxiliares, de apoiar a formação de grupos de acção sociocaritativa nas comunidades, e de detectar novos desafios à acção sociocaritativa. Foi decidido ainda divulgar mensalmente, ao longo deste ano, e através da «Voz Portucalense», as iniciativas que forem sendo desenvolvidas por grupos ou movimentos na área da pastoral sociocaritativa.
O director do secretariado diocesano, P. Lino Maia, estará na Casa Diocesana às terças-feiras,. das 16,30 às 18 horas para atender, informar e dar orientações a quem busque apoio para acções de Pastoral sociocaritativa.
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