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Reuniu-se na Casa de Vilar, Porto, no dia 27 de Outubro, domingo, o Concelho Diocesano da Acção Católica Rural, em que participaram cerca de 60 militantes, entre jovens e adultos das Equipas - base.
Os militantes da ACR, empenhados na transformação do meio, programaram as actividades do ano à luz da celebração do Jubileu do Ano 2000, em união com toda a Igreja. Assim, vão aprofundar o conhecimento da Pessoa de Jesus Cristo, através da leitura, reflexão, interiorização e personalização, para uma melhor iluminação na Revisão de Vida, alternando esta com temas da campanha que se inicia. "Educar para a Comunicação Social" será o primeiro tema a merecer a atenção dos militantes, que trabalharão através de pequenos grupos de Acção, os Garas - Grupo de Análise, Reflexão e Acção.
Entre as diversas actividades programadas a nível diocesano, destaque para a participação num Curso Interdiocesano de Vila Real e para a organização de um campo de férias para adultos na última semana de Agosto de 1997, assumido como meio de formação para uma melhor actuação.
No trabalho específico dos Jovens em ACR, programaram-se actividades diocesanas e apontou-se como objectivo aumentar a acção dos grupos no meio. O primeiro passo para atingi-lo será a realização de um inquérito que permitirá a cada grupo conhecer melhor a realidade juvenil da sua paróquia e escolher os temas prioritários a desenvolver em reflexão.
No final do Conselho, o Assistente Diocesano, Cónego
Rui Ósorio, apelou para que, através da auto-estima,
"cada um se tome a sério, se respeite, aprecie a dignidade
pessoal e a alegria de ser chamado por Deus a ser testemunha do
Seu reino", passando pela estima mútua,
porque "somos seres para a relação e precisamos
de criar redes de solidariedade, recuperando tradições
de vizinhança" para assim " viver e
conviver segundo a vontade e o coração de Deus,
sendo sinais visíveis do amor invisível de Deus
pela Humanidade e pela sua Igreja".
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É claro que se trata de uma imagem demasiado simplista e redutora. Nos últimos decénios, foi visível, em muitas regiões africanas, o salto para o desenvolvimento não só económico mas também social e político. E as manchas da fome, da guerra e das epidemias são tristemente visíveis noutros continentes. Mesmo assim, será legítimo afirmar que a África tem sido, nos últimos anos, o grande palco de demasiadas e insuportáveis tragédia humanas colectivas.
Temos ainda na memória os trágicos acontecimentos de há dois anos no Ruanda e aí estão, de novo, agora no Zaire, as mesmas imagens de horror, praticamente com as mesmas vítimas. Só que, desta vez, as consequências políticas de mais um drama podem ser gravíssimas: um possível desmembramento do Zaire teria, de certeza, consequências imprevisíveis para toda a região envolvente.
As razões explicativas destas tragédias são muitas e não vêm todas para aqui, mas há uma espécie de fonte originária de quase todas elas: refiro-me à artificialidade geográfica e cultural da maioria dos estados africanos. Quase todos eles se estruturaram politicamente com base nas fronteiras definidas pelas antigas potências colonizadoras, cujo traçado nada tinha a ver com a realidade étnica e histórica dos povos que os integravam. A euforia das independências, conseguidas muitas vezes através da luta armada contra um inimigo comum, sob a liderança de figuras carismáticas, esbateu, em alguns casos, as profundas diferenças que separavam esses povos ou essas nações, chamadas a integrar o novo estado. Mas essas diferenças, rivalidades ou mesmo ódios não se extinguiram. Ficaram apenas à espera de causas ou pretextos para explodir.
Estamos agora a assistir a essas explosões, ainda por cima com a certeza de que não há soluções políticas simples ou fáceis para elas. Vamos ser francos: seria preciso reescrever praticamente todo o mapa político do continente africano. Mas essa solução não provocaria tragédias ainda maiores do que aquelas de que somos testemunhas?
| António José da Silva |
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