| Especial: | ||
Sem dúvida que o perdão e o mútuo compromisso de reparar as ofensas são o único caminho seguro para a Paz. Mas como será possível perdoar depois de tantas atropcidades? A mensagem aponta a resposta... só em Deus é possível encontrar força para perdoar, pois Ele também perdoou em Jesus Cristo e n'Ele a todos oferece o dom do perdão, para uma verdadeira reconciliação de toda a humanidade.
O perdão começa, assim, por ser oferecido e quem aceita uma tal Oferta vê abrir-se-lhe um caminho que, percorrido em conjunto com outras pessoas, será capaz de vencer os mais tortuosos caminhos da História e fazer nascer tempos novos de reconciliação e de paz. Será um processo longo e árduo, mas será o único capaz de conduzir a uma verdadeira Paz.
Para que se percorra tal caminho no
plano político e social é urgente a verdade sobre
muitas situações, sabendo ultrapassar a conivência
do silêncio sobre crimes hediondos, massacres de inocentes,
deportações comunidades e mesmo de povos, e outras
formas de moderna violência. Em tudo isto, adverte o Papa,
é indispensável rejeitar com vigor todas as formas
de vingança, pois são maneiras camufladas de prolongar
a guerra.
Três anos antes,
a Mensagem
A três anos do ano 2000, o Papa lembra as luzes e sombras deste tempo e convida a todos a que empreendam «uma verdadeira peregrinação» a caminho da Paz, partindo da situação em que cada um se encontre. E aponta o caminho do perdão de olhos postos em Deus que é fonte do perdão e «rico de misericórdia».
A mensagem apresenta os seguintes passos nesta caminhada para a Paz: «O mundo ferid anseia pela cura», «O peso «Verdade e justiça, pressupostos do perdão», «Ao serviço da reconciliação» e «Um apelo a toda a pessoa de boa vontade».
O apelo final dirige-se, antes de mais, aos bispos e padres para que sejam «espelho do amor misericordioso de Deus», nas comunidades e no mundo, e aos pais para que sejam junto dos filhos «reflexo do amor e do perdão de Deus» e construam «uma família unida e solidária». Dirige-se depois aos outros educadores, aos jovens que alimentam «grandes esperanças do coração» para que respondam à violência «com obras de paz», aos políticos e a todos os que trabalham nosmeios de comunicação e, por fim, a todos os que acreditam em Cristo para que caminhem pela estrada do perdão e da reconciliação e acompanhem este pedido de paz «com gestos de fraternidade e de recíproco acolhimento», ofereçam o perdão e recebam a Paz.
| Início |
Entretanto, como nessa altura escreveu o Papa, será necessário percorrer um longo caminho para se criar uma mentalidade capaz de respeitar os outros e de apostar na fraternidade e na colaboração entre os povos.
Por tudo isto, o Dia da Paz não deverá ser para se olhar apenas para os conflitos, violências e destruição que haja no mundo, mas para sonhar com novos caminhos de desenvolvimento, de comunicação e entre-ajuda, e para dar alguns passos em comum em favor da educação, justiça e da liberdade. Será uma excelente oportunidade para reflectir sobre os direitos da pessoa humana, de cada família, comunidade ou nação.
Como se sabe, o dia da Paz foi promulgado depois da encíclica «O Progresso dos Povos», de 1967, que, num tempo em que aumentava assustadoramente o desequilíbrio entre países ricos e pobres, conclui que o desenvolvimento é o novo nome da Paz. Nessa encíclica de Paulo VI chama-se a atenção, pela primeira vez, para as causas das desigualdades que a tantos lançam para a miséria e faz-se apelo a um desenvolvimento integral de cada homem e solidário de toda a humanidade, o que só poderá acontecer pelo esforço de passagem de condições de vida menos humanas a condições de vida «mais humanas».
| Início |
1969: «A promoção dos direitos do Homem, caminho para a Paz»
1970: «Educação para a Paz mediante a reconciliação»
1971: «Todos os homens são meus irmãos»
1972: «Se queres a Paz, trabalha pela Justiça»
1973: «A Paz é possível»
1974: «A Paz também depende de ti»
1975: «A reconciliação, caminho para a Paz»
1976: «As verdadeiras armas da Paz»
1977: «Se queres a Paz defende a vida»
1978: «Não à violência, sim à Paz»
1979: «Para alcançar a Paz, educar para a paz»
1980: «A verdade, força da Paz»
1981: «Para servir a Paz, respeita a liberdade»
1982: «A Paz, dom de Deus confiado aois homens»
1983: «O diálogo para a Paz, um desafio para o nosso tempo»
1984: «De um coração novo nasce a Paz»
1985: «A Paz e os jovens caminham juntos»
1986: «A Paz é um valor sem fronteiras. Norte-Sul,Leste-Oeste: uma só Paz»
1987: «Desenvolvimento e Solidariedade: duas chaves para a Paz»
1988: «Liberdade religiosa, condição para a Paz»
1989: «Para construir a Paz, respeitar as minorias»
1990: «Paz com Deus Criador, paz com toda a Criação»
1991: «Se queres a Paz, respeita a consciência de cada homem»
1992: «Os crentes unidos na construção da Paz»
1993: «Se queres a Paz vai ao encontro dos pobres»
1994: «Da família nasce a Paz da família humana»
1995: «Mulher, educdora de Paz»
1996: «Dêmos às crianças um futuro de Paz»
1997: «Oferece o perdão, recebe a Paz»
| Início |
| Primeira Página | Página Seguinte |