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VIANA DO CASTELO
Os professores de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC) encontraram-se, no dia 14, no Centro Pastoral Paulo VI, em Darque, por iniciativa do Departamento Diocesano do Ensino Religioso nas Escolas.
Cerca de meia centena de professores participou nesta realização que procurou ser uma oportunidade de reflexão sobre temas como "Nós e os Outros" e "Nós e os Valores permanentes". A par desta reflexão os professores trataram, igualmente, do III Forum/Festa dos estudantes católicos do Alto Minho, a realizar-se em Vila Nova de Cerveira, no dia 14 de Abril.
A disciplina de Educação Moral e Religiosa
Católica é frequentada na diocese, no presente ano,
por 15.937 alunos do ensino oficial e por 1.296 alunos do ensino
particular. No ensino oficial trabalham 55 professores e no particular
7, sendo 31 sacerdotes, 3 religiosas e 28 leigos com licenciaturas
em Ciências Religiosas ou a frequentar o 2º ano na
Escola Superior de Teologia de Viana do Castelo. Refira-se que
muitos professores leigos possuem licenciaturas noutras áreas
do saber humano, como Filosofia, História.
BRAGA
O problema das 40 horas de trabalho semanais foi um dos temas do encontro de responsáveis da Intersindical com D. Eurico Dias Nogueira, na semana passada, em Braga.
Após o encontro, D. Eurico referiu-se à
necessidade de aclarar a lei das 40 horas que tem interpretações
bastante diferentes, consoante as partes interessadas, patrões
e trabalhadores. "Ou a lei está bem feita ou está
mal feita. Se está bem feita apenas se aplique e se execute,
se está mal feita que se aclare, ou em sede legislativa
- através da modificação da própria
lei - ou através de uma interpretação clara".
Ainda a propósito deste problema que tem sido manchete
dos jornais e motivo para concentração dos trabalhadores,
D. Eurico referiu que "os políticos portugueses ou
têm andado um bocadinho baralhados, ou não querem,
assumir as responsabilidades de fazer um esclarecimento convincente.
GUARDA
. Bispos
Em 12 deste mês, os bispos do centro do país (Guarda, Coimbra, Aveiro, Portalegre/Castelo Branco Leiria-Fátima e Viseu) reuniram, no Centro pastoral da Guarda, para mais uma reunião de trabalho.
Entre outros assuntos, os bispos reflectiram sobre
a problemática do alcoolismo e equacionaram formas de trabalho
para combater este mal, muito presente nesta zona do país.
Outro assunto em estaque teve a ver com a ajuda pastoral a dar
à diocese da Guiné-Bissau, presentemente a comemorar
o quarto centenário do início da sua evangelização.
Houve ainda tempo para fazer uma bordagem dos principais acontecimentos
dos últimos tempos, a nível regional e nacional.
ÉVORA
O jornal diocesano "A Defesa" festejou, recentemente, 75 anos de vida, de serviço à Igreja e à sociedade, como escreveu D. Maurílio a propósito da efeméride.
Ao longo destes 75 anos, as edições de "A Defesa" permitem conhecer a história de décadas do país e da Igreja e perceber a presença activa do jornal diocesano iluminando com os princípios e os valores do Evangelho de Cristo "os acontecimentos que fizeram a história".
O jornal diocesano deve ser "obra de todos"
e, por isso, deve ser assumido por todos os diocesanos. "Ler
e assinar o jornal diocesano é uma forma actual entre outras,
de participar na vida e missão da Igreja" afirma D.
Maurílio de Gouveia.
ALGARVE
A festa de S. José, a 19 deste mês, foi uma vez mais, dia de encontro das famílias dos seminaristas com o Seminário. Foi a tradicional festa das famílias, este ano marcada com a celebração das comemorações do bicentenário da fundação do Seminário.
Da parte de manhã os pais dos seminaristas
e pré-seminaristas reuniram com os educadores do seminário,
culminando com a celebração da Eucaristia para todos
os presentes. De tarde, houve um tempo dedicado à música
com a audição de peças de orgão e
interpretação do coro do Seminário.
BRAGANÇA-MIRANDA
A Fundação Betânia, da diocese
de Bragança, inaugurou um Centro de Acolhimento e Espiritualidade,
em Cabeça-Boa, nos
arredores de Bragança. Equipado com 40 quartos
individuais, serviço de refeições, sala de
reuniões e para trabalhos de grupo,
capela, zona verde e ainda um campo de jogos, o Centro
fica numa colina sobranceira à cidade, sendo um lugar propício
para o
repouso e o recolhimento.
| Pereira Pinto |
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E a própria mensagem do Papa foi lida aos fiéis em português e em inglês, perante perto de 20 mil pessoas que acorreram às imediações da Catedral de Santo António para uma celebração que foi em tetum, a língua dessa gente. Tão providencial ocorrência deveu-se ao facto do Núncio Apostólico em Jacarta, Pietro Sambi, ter tido um ataque de snusite que o obrigou a regressar a Dili, tendo sido acompanhado por D. Carlos Ximenes Belo.
João Paulo II, a que estão ligadas as duas dioceses timorenses, que, por isso são presididas por administradores apostólicos, lembrou na sua mensagem que espera para aquele território uma solução rápida, justa e internacionalmente aceite, bem como pelas partes envolvidas em conflito. Manifestou depois o seu apreço por este povo que, «no meio de uma grande tensão, aspira legitimamente ao reconhecimento da sua identidade cultural e religiosa».
D. Basílio, ordenado por João Paulo II no dia 6 de Janeiro, é natural do Suai, tem 46 anos. Em 1969 veio estudar para Évora. Em 1977 foi para França e em 1982 foi pároco de várias paróquias da zona de Extremoz. Foi ainda director espiritual do Seminário, até que regressou a Timor.
A sua diocese fica a 110 quilómetros de Dili, na zona oriental da ilha, sendo constituída pelas paróquias de Manatuto, Soibada, Baucau, Venilale, Ossú, Viqueque, Watulari, Laga e Lospalos, das chamadas áreas administrativas de Manatuto, Baucau, Viqueque e Lautem. É habitada por 200 mil pessoas, sendo também a zona mais agitada por conflitos entre as pessoas e o invasor indonásio.
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Como foi salientado, o embrião humano necessita de um estatuto próprio, com tradução legal, pois o ordenamento jurídico português praticamente nada reconhece à criança por nascer. Todavia, o Estado reconhece valor à vida intra-uterina, pois podem ser-lhe atribuidos valores, como dinheiro, terras, casas, etc, como herança daquele que há-de nascer.
A verdade é que é reconhecido como «sujeito», podendo herdar, mas, em contrapartida, há um silêncio enorme sobre outros dos seus direitos. Pergunta-se, então, se terá direito a ser alimentada, a ser bem tratada, se poderá exigir-se que a mãe cuide dela, que vá ao médico, que faça exames pré-natais, etc. E isto não só por causa da mãe, mas por causa do embrião. Isto não está definido e assim não se sabe qual é o estatuto do embrião.
Uma tal questão é agora bem mais pertinente com a recente descoberta da clonagem, um fardo pesado de problemas éticos. Segundo o presidente do Gabinete de Investigação de Bioética, Dr. Walter Osswald, é grande o risco de instrumentalizar o ser, pois, o ser que resultaria da clonagem é "um gémeo assíncrono". Mas ele não nasceu ao mesmo tempo, como os gémeos que nascem, geralmente, com minutos de intervalo, mas com 30 ou 40 anos de distância! E esta, além de pouco natural, é uma situação nunca vista, nem experimentada.
Explicou ainda que os gémeos (univitelinos) se desenvolvem ao mesmo tempo, havendo entre eles uma grande semelhança, mas crescem como como pessoas diferentes, com liberdade de escolhas e exercendo uma certa influência de um sobre o outro. Entretanto, no caso da clonagem, o gémeo estaria sempre em situação de inferioridade em relação ao progenitor porque foi feito a partir dele e resultou mesmo do arbítrio do ser mais velho. Além disso, e ao contrário do mais velho, não tem pai nem mãe: se nascer de um homem será homem, se nascer de uma mulher será mulher. Assim, é de um clone e não de um ser humano que se trata, pois não tem pai nem mãe, o que é uma grande injustiça.
Além disso, esse ser nascido seria sinal da mais grave instrumentalização, porque seria fruto do egoísmo de uma pessoa que se considerara tão importante que achara que era preciso haver outra igual a si. Imaginemos um político ou um artista que diga: É uma pena isto acabar comigo... é melhor eu deixar no mundo um ser igual a mim próprio!" E, porque tem dinheiro, dá sequência a essa atitude megalómana, instrumentalizando o outro a ponto de fazer uma cópia de si mesmo, sem querer que se altere. Mas as cópias não são originais e a grande riqueza da pessoa humana é essa irrepetibilidade.
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