| Eclesial: | ||
Atenção ao mito da Natureza que
volta sempre nas horas da Crise. Contra o Mito aí está
o Logos, o Verbo de Deus que em nossas mentes e em nossos corações
derramou o Espírito de Deus que nos esclarece sobre toda
a verdade da Questão. A conversão, a Metanoia!,
é permanente, e a vocação à Santidade
é universal. A Fé é uma cultura, cultiva-se.
O nosso Culto é cultura. Que fazer? Mas temos tanto que
fazer! O trabalho dos campos, no seu ritmo de acção
e contemplação, faz-nos muita falta ao nosso biorritmo.
A Cidade precisa do Campo como do pão para a boca. As férias
do verão poderiam ser a ocasião de uma autêntica
peregrinação à Natureza, falo da Natureza
trabalhada pelo Homem, e não da Natureza selvagem que essa
cada vez mais só existe na cabeça dos Ecologistas...
Digo Natureza trabalhada, e não despredada e poluída
pelo Capitalismo que é tão desnaturante como o foi
o Comunismo, as duas piores e mais desgraçadas heresias
que estão a matar o planeta da Vida.
Que fazer? Temos tanto que fazer! Leiam as parábolas
do Reino. Não uma só, mas as parábolas todas
que se completam uma às outras. Façamos uma leitura
católica, que não se fica por esta
ou por aquela parábola nem lhes reduz a mensagem à
letra... Domingo a domingo as parábolas, este ano segundo
S. Mateus, sucedem-se umas às outras. Mas exigem uma peregrinação
à Natureza tanto mais necessária quanto a falta
de contacto com a Natureza tende a desnaturar-nos.
Entre a Cidade e o Campo, entre a Cidade e a sua
Região, as trocas não podem limitar-se ao comércio,
nem ao turismo que está a descambar em indústria
e a dar cabo das nossas férias. Nunca foram muito boas
as relações entre a Cidade e o Campo: é conhecida
e proverbial a vaidade urbana e o rancor rural. As comunidades
dos Cristãos teriam muito que fazer nesta aproximação,
e na reeducação das mentalidades urbana e rural.
Os sinais da Comunhão, não se deviam multiplicar?
Quando é que as Igrejas assumem as suas regiões?
Porque neste campo, para uma nova cultura, não é
preciso deixar que as coisas aconteçam, mas é preciso
fazer que elas aconteçam. Uma pastoral de Férias
passaria por aí.
Uma cidade bem situada na sua região não deveria escoar nem esvaziar a população das vilas e aldeias de quem está à cabeça: não deveria centralizar a vida da Região e pouco a pouco desertificá-la, tornando-se capital dum deserto. As cidades estão a tornar-se antros e as aldeias estão a transformar-se em selva, lixeiras e pasto dos incêndios...
| Leonel Oliveira |
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. Peregrinação
Realizou-se, a 7 deste mês, a XIV Peregrinação Diocesana ao Santo Cristo de Outeiro.
Centenas de pessoas, entre sacerdotes, religiosas e leigos, participaram nesta manifestação de fé que contou com a participação de D. José Rafael.
Dirigindo-se aos peregrinos, na homilia
da Eucaristia, D. José Rafael lembrou o exercício
da caridade como característica fundamental da vida cristã
e que deve estar sempre presente no quotidiano das pessoas. Sem
ela, nada feito, disse o prelado. Aos sacerdotes recomendou a
dedicação de mais tempo à preparação
do sacramento da Penitência, com especial incidência
nos homens, de modo a integrá-los nas celebrações
eucarísticas.
VIANA DO CASTELO
. Catequistas
Mais de mil catequistas participaram, no domingo 14, em Monção, na XIV Assembleia Diocesana dos Catequistas.
Depois dos trabalhos de grupos da parte de manhã sobre questões como Que é para mim ser cristão? Como é que eu vejo a Igreja? Como vejo este mundo em que vivo? Que respostas posso dar eu membro da Igreja ao mundo de hoje? seguiu-se, da parte de tarde, a apresentação das sínteses.
Estas questões estiveram também
presentes na homilia proferida por D. Armindo Lopes Coelho ao
afirmar que ser catequista é quem anuncia a salvação
e o Salvador, ensina a Verdade para ser conhecida, mas também
ajuda pedagógicamente a assimilar e viver o Evangelho,
a imitar Cristo, que é também Caminho e Vida. Face
à missão nobre que realiza, o catequista há-de
examinar com cuidado o estado e a qualidade do terreno que é
ele próprio, no esforço de se transformar em boa
terra de provada fertilidade. E então está preparado
e autorizado para a tarefa e missão de evangelizar, para
o processo e programa que é refazer o tecido cristão
da nossa sociedade.
BRAGA
. 8 novos padres
Um dia de ordenações é sempre data festiva nos anais da Igreja diocesana. Cada novo padre traz consigo um sinal de que Deus não esquece o seu povo; constitui garantia de não faltar a este o amparo do ministério ordenado. afirmou D. Eurico Dias Nogueira, no domingo, no Sameiro, quando presidia à cerimónia de ordenação de oito novos padres e 11 diáconos.
O significativo número de
ordenados torna-se acontecimento raro, se não único,
nas últimas décadas, apesar da vida sacerdotal não
ser tarefa fácil, como sublinharia D. Eurico. E a propósito
disto lembraria que ser padre não é fácil,
nem humanamente gratificante face aos critérios que norteiam
a nossa sociedade. Para além destas dificuldades, lembrou
igualmente algumas das tentações que poderão
fazer perigar a vocação sacerdotal: desânimo,
acomodação, apego exagerado a lugares e pessoas
e uma espécie de contrafacção que transfere
os altos objectivos do ministério pastoral para centros
de interesse que, comparados com os do Evangelho, não passam
de contravalores: o dinheiro e aquilo que pode proporcionar em
bugigangas inúteis, passatempos desmedidos em passeios
e divertimentos, a vanglória do poder ou de notoriedade
com vedetismos nos mass media, os jogos-fátuos da política
partidária e do clubismo desportivo em termos aberrantes
e absorventes, as amizades comprometedoras porque estranhas aos
deveres assumidos e ao amor autêntico, dirigido a Deus e
ao próximo com referência a Ele.
. Evangelização
O Centro Apostólico do Sameiro foi o local escolhido para a realização de mais um retiro para sacerdotes da diocese, entre os dias 8 e 12 deste mês. 25 participantes num retiro que contou com a orientação do padre jesuíta Jorge Oliveira e que teve por tema geral a alegria do anúncio do Evangelho.
Para o bispo auxiliar de Braga, D.
Jorge Ortiga, a realização deste retiro decorreu
em verdadeiro espírito sinodal e procurou ser uma oportunidade
de reflexão e aprofundamento das novas formas de evangelização.
Sobre a caminhada sinodal, já em fase adiantada, lembrou
que tudo está a decorrer dentro das previsões com
adesão de dois terços de comunidades paroquiais.
O trabalho desenvolvido e as omissões ocorridas muito têm
a ver com o empenho e disponibilidade dos párocos, como
lembrou D. Jorge Ortiga.
VISEU
. Pastoral Universitária
A Pastoral do Ensino Superior de Viseu (PESV) vai encerrar as actividades deste ano escolar com a realização de um Campo de Férias, em Carcavelos, Lisboa.
Já na 5ª edição, a realização desta iniciativa assinala o termo das actividades de um ano e o planeamento do próximo, como tem acontecido em anos anteriores.
O tema do Campo de Férias/96
e do próximo ano será Juntos rumo ao ano 2.000!,
procurando ser a integração na caminhada da celebração
do Grande Jubileu, pedida pelo Papa e, ao mesmo tempo, um desafio
ao empenhamento de professores e alunos no aprofundamento e vivência
dos valores que dão sentido à Fé.
GUARDA
. Carmelo, sinal de Esperança
D. António dos Santos inaugurou, dia 15, o novo mosteiro de vida contemplativa, Carmelo da Santíssima Trindade da Guarda.
Foi um momento de festa cristã, como salientou D. António, e ponto alto de uma longa caminhada, que deu a esta Igreja diocesana uma comunidade de vida contemplativa. Apesar da riqueza histórica da Diocese, a inexistência do Carmelo era uma lacuna, pois ele constitui uma afirmação do absoluto de Deus e um sinal vivo do primado do espiritual - que a fascinação do imediato e do material tentam obscurecer, com prejuízo para os cristãos e para a própria sociedade.
O Carmelo, agora inaugurado, é
um belo edifício em figura de barca, dedicado à
Santíssima Trindade. A trindade das pessoas na uniddae
da essência está admiravelmente expressa na concepção
arquitectónica do edifício, em que o triângulo
sugestivo das pessoas divinas assenta no círculo sugerido
no chão, em que a cor diferente circular unifica o mistério,
tocando nos vértices cada um dos lados do edifício
levantado afirmou D. António dos Santos.
ALGARVE
. Museu
O Museu da Sé Catedral será, em breve, uma realidade. As sementes do projecto foram lançadas, na sexta feira passada, com a apresentação pública, num acto que se intregrou nas comemorações do aniversário da dedicação da Igreja-Mãe da diocese. A cerimónia promovida pelo cabido da Sé e presidida por D. Manuel Madureira Dias ficou assinalada pela inauguração da exposição de paramentaria e imaginária nos salões anexos à Sé, designados por Casas dos Cónegos e com um valioso espólio até agora, raras vezes, exibido ao público.
Este templo foi objecto de dedicação litúrgica quando era bispo do Algarve, nos anos 40, D. Marcelino Franco, um algarvio natural de Tavira e que pastoreou a Igreja algarvia durante quatro décadas.
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A partir de duas questões fundamentais: A importância da aula de EMRC - elementos de análise e A Escola, lugar de educação e evangelização, os participantes concluíram que existe a necessidade de uma pastoral escolar que sensibilize o clero, religiosos e leigos. Trata-se de um campo de acção que não pode restringir-se apenas às pessoas directamente envolvidas na escola, mas é preciso apontar em outras direcções. A formação dos docentes da disciplina foi também questionada. Não basta uma preparação científica e pedagógica, é preciso tornar sempre actual e actuante a especificidade do professor de EMRC. Por isso, concluíram os participantes no encontro, é fundamental uma formação atenta e contínua que dê aos professores e aos mandatados pelos párocos, uma perfeita consciência da realidade e os torne capazes de fazerem e serem junto dos alunos uma presença da Igreja. Aos professores compete também estimular os alunos para a matrícula na aula de EMRC, privilegiando no seu trabalho a motivação e o acolhimento dos alunos,
O padre Tobias Patrício de Oliveira foi reeleito superior, tendo sido confirmado o padre José Martins Fernandes como vice-supeior. Para conselheiros foram escolhidos os padres Darci Vilarinho, Pedro Louro e José Tavares Matias.
Durante esta reunião foi apresentada
a visão global das actividades que estes missionários
desenvolvem no nosso país, tendo sido sublinhada a necessidade
de uma maior aposta na animação vocacional. Com
efeito, o seminário da Consolata em família, instituição
que substitui os antigos seminários menores, parece que
ainda não deu provas suficientes de poder assegurar a média
de ordenações que se registaram nos últimos
anos. E, já agora, refira-se que o Instituto Missionário
teve, no passado dia 14, na Sé do Porto, a ordenação
do sacerdote Alvaro Domingos Leal Pacheco, natural da diocese
do Porto e que partirá, em breve, para a Coreia do Sul.
Braga (oito padres e 11 diáconos), Lisboa (nove padres e cinco diáconos) Porto (sete padres e três diáconos), Viseu (3 padres), Portalegre/Castelo Branco (um padre e três diáconos), Algarve (um padre), Vila Real (um diácono), Bragança (um padre e três diáconos permanentes)), Beja (quatro diáconos permanentes), Lamego (dois diáconos).
A nível nacional o número de ordenações tem aumentado. Também, a nível mundial, o mesmo se verifica, com especial incidência em Africa e Asia. Na Europa a crise perpetua-se. Depois da crise verificada na década de 70, o anuário estatístico da Igreja Católica, divulgado recentemente, indica que os seminaristas maiores eram 105.075, contra 72.991 em 1970.
Os seminaristas europeus continuam a ser os mais numerosos (28,85 por cento), mas sofreram uma grande diminuição face à década de 70 (45,65 por cento).
Na América do Norte, a diminuição é ainda mais ecentuada:5,8 por cento em 1994 contra 18,78 por cento nos anos 70.
Ao contrário, entre 1970 e 1994, os seminaristas maiores da Asia passaram de 14,55 por cento para 23,18 por cento e os africanos, de 5,33 por cento para 16,4 por cento.
Em Africa, o número de seminaristas aumentou em quase 400 por cento em 25 anos, passando de 3.470 em 1970 para 17.125 em 1994.
Na América Latina, aumentaram de 5.041 na década de 70 para 17.088 em 1994.
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