Diocese:

M. A. A. C. em Assembleia diocesana

Adolescentes e crianças na Acção Católica?

O Movimento de Apostolado de Adolescentes e Crianças (MAAC) esteve reunido no dia 11 de Maio, Domingo, em assembleia diocesana no Convento da Bela, em Santo Tirso.

Animada pelos representantes de cada grupo base, a assembleia foi de verdadeira festa, tendo em perspectiva a eleição dos delegados da diocese do Porto para o 1º encontro europeu do Movimento Internacional de Apostolado de Crianças (MIDADE-Europa), que ocorre de 3 a 10 de Agosto, em Lyon, França.

De manhã, as crianças partilharam entre si a vida dos grupos de base, verdadeiro lugar de aprendizagem e caminho de realização pessoal, social e cristã. E falaram também do M. A. A. C. como oportunidade de descoberta dos dons de cada um. Houve depois Eucaristia, animada pelas crianças e presidida pelo P. Fernando Mota, assistente diocesano que, na mensagem dirigida às crianças, lhes lançou o desafio construirem um mundo novo na linha do projecto que Jesus lhes confiou.

A evangelização das crianças assume, hoje, um lugar especial nas preocupações da Igreja. Nessa linha apareceu o MIDADE (movimento internacional de apostolado de adolescentes e crianças) que existe já em 48 países de todos os continentes e que tem por matriz a Acção Católica. A metodologia leva a que a criança assuma o seu lugar no desenvolvimento do seu meio e também na Igreja. Em todas as circunstâncias e através de animadores, procura desenvolver-se uma pedagogia activa, fazendo das crianças «verdadeiros apóstolos junto dos seus colegas».

O MAAC tem-se desenvolvido particularmente nos meios urbanos e em zonas operárias, permitindo que as crianças dêem a sua opinião sobre os problemas do meio e desenvolvam iniciativas em favor dos valores da solidariedade, da justiça e da Paz.

São tratados assuntos que as chocam como a toxicodependência, prostituição, violência e formas de exclusão social a que são muito sensíveis e que os adultos, muitas vezes, dão a entender que lhes passam despercebidas. Nas reuniões, as crianças falam do que lhes vai na alma, fazendo uma experiência de comunidade e de amizade que muitas vezes não têm na família, nem na escola. Elas sentem que ali «têm liberdade de expressão» e vão descobrindo em Jesus «o maior amigo».

Nos últimos tempos tem sido dada atenção a este movimento de apostolado das crianças, até para que a Igreja conheça a sensibilidade das crianças aos grandes problemas deste tempo. E também para que sejam experimentadas formas de actuação tipicamente infantis que levem «a sua marca» a uma sociedade que habitualmente as ignora. E também a Igreja carece do seu testemunho.
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Paredes-Penafiel-Livração

Curso para animadores

D. João Miranda presidiu, no dia 16 de Maio, no Salão Paroquial de Paredes, ao encerramento do 1º ano do Curso Intervicarial para Animadores que envolveu as vigararias de Penafiel, Paredes e Livração, e funcionou em dois centros: Penafiel, com 75 elementos, e Paredes para as pessoas de Paredes e Livração. Destinado a preparar animadores para os serviços paroquiais, o curso decorreu às sextas-feiras à noite, ao longo de oito meses: de Outubro a Maio. Foram leccionados quatro disciplinas: Bíblia (A.T.), Cristologia, Eclesiologia e Pastoral. Em Outubro iniciar-se-á o 2º Ano com outras quatro disciplinas: Bíblia (N.T.), Sacramentologia, Moral e Liturgia.

As cerimónias de encerramento deste 1º Ano foram na vigília de Pentecostes, sob a presidência de D. João Miranda, bispo auxiliar, a quem se deve este concertado esforço de formação de pessoas. No fim, realizou-se um animado convívio, tendo sido oferecido a todos os que concluiram o 1º ano do curso um exemplar do Catecismo da Igreja Católica.

Nossa Senhora da Boavista

Foi inaugurada no sábado, dia 31, a terceira fase da construção do Centro Social Paroquial da igreja de Nossa Senhora da Boavista. Com elegância e simplicidade, ele completa o Parque residencial e representa uma estrutra de acolhimento de todo necessária naquela comunidade cristã.

A obra do arq. Agostinho Ricca foi enriquecida pela arte do Mestre Júlio Resende e pelos vitrais do Mestre de Lilão, Itália, Alessandro Grassi. Além de espaços para acolhimento, ali fica o cartório, salas de convívio, gabinetes de trabalho, salas de reuniões, retiros e festas, e também duas capelas mortuárias e instalações para a comunidade religiosa dos Sacerdotes do Coração de Jesus, a quem a paróquia está confiada.

A construção permitiu um grande partilha de bens não só entre as pessoas desta paróquia como da comunidade de Cornale, Itália. E agora ali está um conjunto harmonioso e moderno que, na linha dos edifícios que fizeram do Porto Património Mundial, também lança esta cidade no futuro pela igreja e pelo centro social de N.ª S.ª da Boavista.

Eucaristia por África e com África

Um grupo de cristãos africanos - leigos, estudantes, religiosos e religiosas - quiseram dar um significado especial ao Dia de África, promovendo na véspera, dia 24 de Maio, uma celebração eucarística na Igreja dos Padres Redentoristas na cidade do Porto.

A iniciativa partiu do Secretariado da Pastoral Universitária a que preside o P. António Bacelar, aparecendo na sequência de outras que têm dado «corpo e alma» ao grupo de africanos do Porto. Foram dezenas de cristãos africanos e portugueses que participaram na Eucaristia e no convívio que se seguiu. Na homilia, o P. Bacelar acentuou a importância da unidade e do testemunho cristão, conscientes de que "o facto de sermos filhos de Deus que imensamente nos ama e irmãos de todos os homens porque todos e cada um é filho de Deus". E lembrou que celebrar o Dia de África na festa da Santíssima Trindade é "uma feliz coincidência a confirmar os passos e o empenho de cristãos, o que quer dizer pessoas, cidadãos livres, mas participantes e protagonistas da história".

O Dia de África lembra que há 34 anos, em 25 de Maio de 1963, em Adis-Abeda (Etiópia) se criou a Organização de Unidade Africana (OUA), uma organização que tem tentado ser, no âmbito dos países irmãos africanos, árbitro nos conflitos internos e externos, que vão surgindo naquele continente, tantas vezes flagelado pela guerra e violência, que continua a fazer correr muito sangue de inocentes.
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