Água Longa (Santo Tirso)

Catequese e um salão paroquial


A comunidade de Água Longa, Santo Tirso, que tem por pároco o P. José Martins Leal, teve, nos dias 18 e 19, a visita pastoral de D. José Augusto, bispo auxiliar, que crismou 112 fiéis de uma comunidade pertencente ao concelho de Santo Tirso, mas que faz parte da vigararia de Valongo.

A catequese, nomeadamente a dos adultos, a pastoral dos jovens e um maior investimento na edificação da comunidade seja, ao nível de obras na igrejal, seja a construção de um salão polivalente, são as actuais prioridades.

Na Ascensão do Senhor e Dia Mundial das Comunicações Sociais, D. José lembrou a glorificação de Cristo ressuscitado, acrescentando que «é nossa missão anunciar a mensagem de Cristo pela vida e pelos actos, nomeadamente, através da colaboração na comunidade cristã a que se pertence e através de órgãos de comunicação social».

Na expressão do Santo Padre, os Meios de Comunicação são "o areópago moderno para a promoção da mulher na sociedade". Será indispensável então que a sua missão de mãe e de esposa ali chegue, o seu papel no mundo do trabalho e a sua missão em favor da vida e do amor. «Ide e ensinai» é a missão comunicada à Igreja, devendo esta encontrar as formas mais adequadas.

O Bispo visitou os doentes, encontrou-se com as crianças e catequistas, com os crismandos e com os responsáveis de uma paróquia que tem cerca de dois mil habitantes. O principal problema social é o do desemprego que ali foi chegando.

A paróquia ocupa a sua residência na catequese e tem ainda um pequeno salão paroquial. Está dotada de conselhos Económico e Pastoral, ainda não oficializado. Além da Catequese, ministros da Comunhão, acólitos, leitores e salmistas, tem Conferências Vicentinas, Infantário e ATL, Cursos de Cristandade e Obras de Apostolado. Nesta paróquia não há sacerdotes, religiosos ou religiosas, mas sim alguns jovens no Pré-Seminário.


Alfena (Valongo)

Nos dias 25 e 26 D. José Augusto, bispo auxiliar, esteve de visita à paróquia de Alfena, Valongo, que por pároco o P. Nuno Cardoso, tendo crismado 282 fiéis, mais 18 de Corim e sete da Lapa.

Com cerca de 15 mil habitantes, quando em 1960 eram pouco mais de cinco mil, pode dizer-se que Alfena recebeu da Paróquia um forte incentivo para crescer e se renovar. E esta vila é servida por três templos - a igreja Matriz e as da Senhora da Paz e da Senhora do Amparo - e as capelas de São Roque e de São Lázaro. Tem residência, Centro Paroquial, pavilhão gimnodesportivo, Lar de Idosos, Centro de Dia, Centro de Saúde, Jardim de Infância e oficinas múltiplas. Como estruturas pastorais há a Fábrica da Igreja, Catequese (105 catequistas para 1200 crianças), grupos de jovens, grupos corais, ministros de Comunhão, acólitos, leitores, escuteiros, apoio cultural e desportivo, apoio sociocaritativo e a Voz de Alfena.

Há quatro sacerdotes daqui naturais, duas consagradas leigas, um seminarista teólogo e quatro outros no pré-seminário.

Terra largamente industrializada, esta vila exige grande esforço de resposta às carências da população, de que é sinal toda a Obra Social existente e o Complexo para Deficientes que está em construção. Afigura-se ainda como prioridade a preparação para os Sacramentos.

Em dia do Pentecostes, D. José salientou que o dom do Espírito, concedido aos fiéis que queiram acolhê-l'O na Fé, faz despertar para o compromisso cristão, nos diversos serviços e ministérios. E assim surgem os movimentos, associações e Obras de Apostolado, levando a Boa Nova de Cristo a todas as realidades.

Documentada desde o séc. XIII, Alfena começou por chamar-se S. Vicente da Queimadela, sendo Alfena um dos lugares, e pertencia à Maia. Quando foi criado o concelho de Valongo, em 1836, ficou-lhe adstrita, e depois, apenas por oito dias, ao concelho de Rio Tinto.

Zona progressivamente industrializada e com ligações fáceis aos grandes centros suburbanos do Porto, Alfena revela profundas carências no campo da habitação. É entretanto uma terra «mandada para a frente».


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