Diocese:

Desemprego visto à luz do Evangelho

A Juventude Operária Católica (JOC) da diocese do Porto concluiu a 1ª etapa da Campanha Nacional "Stop - Desemprego Juvenil" que consistiu num esforço de conhecimento das situações de tantos jovens desempregodos, à procura do primeiro emprego ou em trabalho precário. Para isso, a JOC entrou em contacto com organizações juvenis e com os jovens desempregados, tendo mesmo feito um inquérito para recolher dados sobre uma tal situação.

Nesta área do Porto, as realidades mais marcantes são o desemprego e a procura do primeiro emprego. Os desempregados sentem-se marginalizados, sem identidade social, excluídos da sociedade e, com o prolongar-se da situação, angustiados, preocupados e frustrados, acabando, geralmente, por adoptar uma atitude fatalista e conformista. Entre os obstáculos que favorecem o aumento de desemprego e dificultam a orientação para um novo emprego, está o desconhecimento do mundo do trabalho, o desfasamento dos cursos universitários em relação à realidade, as avançadas tecnologias e uma falta de informação aos jovens.

Entendem os cristãos da JOC que os Centros de Emprego devem ter uma maior preocupação na orientação dos jovens desempregados, informando-os acerca das áreas em que valer a pena investir e orientando-os mesmo para a criação do seu próprio emprego. Verifica-se, no entanto, uma falta de iniciativas, de meios e de apoio das entidades competentes. E também que uma procura de lucro imediato por parte das empresas, as afasta de investirem na formação dos trabalhadores.

Os miltantes da JOC advertem depois que o aumento do desemprego juvenil tem como consequências a dependência da família, o adiamento da realização pessoal, a tendência para se aceitar qualquer tipo de trabalho e a consequente sujeição a condições de trabalho que põem em causa direitos e regalias já adquiridos. E assim, os direitos a um trabalho digno, que garanta a devida segurança e estabilidade, vão sendo esquecidos.

A esse respeito, entendem os militantes da JOC que é necessário que os jovens se organizem e unam os seus esforços, podendo recorrer a organizações sindicais, clubes de emprego e outros, para combaterem com êxito o desemprego juvenil. Mas também ser capaz de partilhar o trabalho para se abrirem as portas aos desempregados.

Face a tais conclusões, a JOC irá confrontar o desemprego, suas causas e consequências, e as respostas políticas, económicas e sindicais, com os direitos da pessoa humana à luz do Evangelho, da Doutrina Social da Igreja e dos valores do próprio movimento operário.

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Santo Ovídio, V. N. de Gaia

Nova igreja prestes a arrancar

A comunidade a que preside o P. Fernando Queirós, Santo Ovídio, em Vila Nova de Gaia, teve no Domingo a visita pastoral de D. José Augusto, bispo auxiliar, que ali crismou 75 fiéis.

Em diversas ocasiões, D. José lembrou a fidelidade de Deus à Aliança e a salvação operada pela morte e ressurreição de Cristo, advertindo que «se o grão de trigo morrer não dará fruto». Bem diferente é a infidelidade dos homens, notória hoje no afastamento da Cultura em relação a Deus e à própria Igreja. E acrescentou que «a Fé nasce do acolhimento do dom de Cristo», sendo para todos «um processo de crescimento no conhecimento de Deus e dos sinais que nos revelam o Seu amor». A Quaresma é a caminhada nesse conhecimento e acolhimento da Redenção de Deus.

Na sexta, sábado e domingo, D. José visitou o Centro Social, encontrou-se com as associações culturais e recreativas, visitou os doentes, esteve no Lar de idosos, reuniu-se com as crianças, com o Conselho Pastoral, movimentos e Obras, e serviços, visitou os escuteiros e presidiu a diversas celebrações da Eucaristia. No fim do Crisma, no Domingo, participou no almoço com os padres da Vigararia.

Esta paróquia experimental desde Janeiro de 1964 pertence à freguesia de Mafamude, que teve foral de D. Manuel I e foi abadia da apresentação do mosteiro da Serra do Pilar. Uma pequena parcela de Santo Ovídio era de Vilar do Paraíso. Hoje terá de 20 a 25 mil habitantes e vê como principal interpelação a construção de uma nova igreja. Grande parte da população está ligada ao comércio e ao ensino, sendo ainda grande o número de funcionários públicos. O nível económico é razoável, ainda que haja bolsas de pobreza. O projecto de igreja e Centro Social está já aprovado e estão garantidos apoios oficiais.

A última visita foi em 1991, quando foram crismados 66 fiéis. A comunidade tem renovadas estruturas pastorais, desde o Conselho Pastoral experimental, Conselho Económico, Comissão para a Nova Igreja, Boletim "Ecos de Santo Ovídio", dez anos de Catequese com 60 catequistas para 650 crianças e adolescentes, acólitos, 12 ministros da Comunhão, três grupos corais, preparação para os sacramentos, Vicentinos, Centro Social com 259 crianças, Acção Católica, Renovamento Carismático, Escuteiros e Grupo de Narcóticos Anónimos. Desta comunidade não há padres mas tem um seminarista maior e uma religiosa.

Há sete eucaristias dominicais na pequena capela-igreja de Santo Ovídio, junto ao Monte da Virgem, e outras no Hospital de Santos Silva e na capela do Lar de Santa Isabel.
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Jovens da Senhora do Porto foram à Missa à Catedral

A Sé do Porto encheu-se, na manhã de Domingo, dia 9, o que raramente acontece fora das solenidades, de jovens da paróquia da Senhora do Porto, acompanhados pelos pais, catequistas e animadores do Crisma.

Tratava-se de contribuir para que os candidatos ao Crisma dos dois núcleos da comunidade a que preside o P. Inácio Gomes, os da Senhora do Porto e também os de S. Paulo do Viso, experimentassem, ainda que de forma muito simples, a dimensão diocesana da Igreja. Nesse sentido, e por sugestão do Dr. Bernardino Chamusca, decidiram ir à Missa das Onze, à Sé, que solenizaram também pelo canto.

O cónego que presidiu à celebração, explicou, no início e muito sumariamente, a função da Catedral e do Bispo na Diocese, enquadrando devidamente a experiência daquele grupo paroquial. E também uma iniciativa dos escuteiros do Bonfim que ali vieram naquela ocasião.

No fim, as pessoas visitaram o claustro gótico e foram depois ao Paço, onde puderam contar com uma palavra de acolhimento de D. João, bispo auxiliar, bem como de interpelação aos que irão ser crismados em Maio, para que se preparem bem para tão relevante sacramento da iniciação cristã. Visitaram depois o Seminário Maior, onde se preparou o Pastor desta comunidade e onde estão agora os que hão-de servir a Igreja diocesana nos próximos anos.

Esta iniciativa, que não é inédita (fazem-no desde há vários anos os crismandos da zona do Pejão, na baixa de Castelo de Paiva), parece modelar. Ela permite uma sensibilização das pessoas para a dimensão diocesana da Igreja e contribui ainda para que a Sé o seja, de facto, como lugar habitual de peregrinação dos fiéis da Igreja diocesana. E, neste caso, serão bem menos frias as pedras da Catedral.

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Polícia de Segurança Pública

A igreja de Santo Ildefonso, no Porto, revestiu-se de uma comunidade especial no dia 14, 6ª-feira, na Comunhão Pascal da Polícia de Segurança Pública do Porto, a que presidiu D. José Augusto, bispo auxiliar.

«Armemos ciladas ao justo que nos incomoda» foi a expressão do Livro da Sabedoria que D. José utilizou para lembrar a paciência, persistência e coragem de Jesus. E acrescentou que esses são hoje os que nada querem com a religião, os agnósticos e ateus. E que os justos são os que praticam as boas obras em favor de necessitados, presos e sós. A três anos de novo Milénio, importa «caminhar para a Páscoa» como «em deserto de purificação» desenvolvendo o conhecimento de Jesus Cristo, esclarecendo as dúvidas e cuidando de testemunhar a Fé pelas obras.

A presença do Comandante Distrital, Superintendente e Chefe Ramos de Campos, bem como do sub-comandante, oficiais, sub-chefes e guardas, bem como de familiares e amigos, do chefe de capelães P. Vilela e do Capelão do Comando, P. José Arnaldo Fernandes, deu o devido relevo a uma igreja cheia de fiéis, numa celebração que foi solenizada pelo grupo coral de música sacra litúrgica da Polícia de Segurança Pública.
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