
Ao Coro da Sé Catedral do Porto juntaram-se 14 outros coros: Coro da Paróquia da Senhora da Conceição (Porto), Coro Litúrgico da Paróquia de Oliveira de Azeméis, Coro Litúrgico de Arrifana (S.ª M.ª da Feira), Coro Litúrgico de Rio Tinto (Gondomar), Coro Litúrgico de S. Martinho de Recezinhos (Penafiel), Coro Litúrgico de S. João da Madeira, Coro Litúrgico de Urrô (Arouca), Coro Litúrgico Paroquial do Vale (S.ª M.ª da Feira), Coro Paroquial de Fornos (Castelo de Paiva), Coro Paroquial de S. Tiago de Bougado (Santo Tirso), Grupo Coral Litúrgico de Carregosa (Oliveira de Azeméis), Grupo Coral Litúrgico de Milheirós de Poiares (S.ª M.ª Feira), Laetare - Coro Litúrgico de Aldoar (Porto), Orfeão de Arouca.
D. Júlio manifestou o seu júbilo por estar ali «para ouvir o Verbo feito palavra e feito som» quando se assinalam 25 anos de dedicação à Igreja, de amor à Catedral e de devotamento à grande causa da Música Litúrgica por parte do Coro da Sé. E juntou a esse aplauso quantos pela Diocese além «se dedicam generosamente à Música da Igreja, ao serviço da Liturgia e da Evangelização» como os 14 coros ali presentes. Eles realizam o apelo do Papa em favor de um novo dinamismo da nova evangelização através formas novas ou renovadas, como ali aconteceu.
O Arcebispo-bispo do Porto destacou depois o Cónego Ferreira dos Santos, «que tem sido a alma de tudo quanto se tem feito, neste campo, na nossa Igreja do Porto», desde o Coro da Sé, o Sollemnium Concentus, a Escola Diocesana de Ministérios Litúrgicos para formação de Acólitos, Leitores e Músicos, o Boletim de Música Litúrgica e uma multiplicidade de acções formativas para leigos e padres. A sua acção estendeu-se ainda ao Secretariado Nacional de Liturgia, à Comissão Nacional de Música Sacra, aos órgãos da Sé e da Lapa e a todo um movimento de renovação na Igreja e na sociedade. Um sinal disso é o grandioso projecto, em vias de execução, da Escola das Artes, na Universidade Católica do Porto. Bem a propósito, D. Júlio acrescentou :«O Bispo da Diocese... quer aproveitar esta oportunidade... para saudar e aplaudir, em seu próprio nome e em nome de todos, o Senhor Dr. Santos, manifestando publicamente a sua gratidão e avalisando os magníficos frutos da sua obra».
Aos artistas e músicos, solistas e Maestro saudou também servindo-se de palavras de Paulo VI: «Se a ajuda dos artistas viesse a faltar-nos, o ministério sacerdotal tornar-se-ia inseguro», pois «o nosso ministério comum consiste em tornar acessível, compreensível, comovedor até, o mundo do espírito, do invisível, de Deus... conservando-lhe o seu carácter inefável, o seu halo de mistério...». E, «para tornar acessível o mistério, sem o banalizar, para o tornar sensível, sem o desfigurar», a Igreja tem necessidade da arte. Mas D. Júlio concluiu que também a arte terá muito a ganhar com a Igreja, num diálogo necessário e prometedor. Os mestres da arte serão «autênticos benfeitores da humanidade», pois ao elevarem o homem, estarão «a dar glória a Deus: com fé, esperança e amor».
O Ferreira dos Santos estudou no Seminário e no Conservatório de Música do Porto, seguindo depois para Salzburg e Munique, na Alemanha, como bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, onde fez os cursos de Música Sacra, de Órgão e de Direcção de Coros. Regressou ao Porto em 1970 para, com os padres Pedroso e Amorim, renovar a Música Litúrgica e a Liturgia na Diocese. Fundou o Boletim de Música Litúrgica, a Escola Diocesana de Música Sacra e Litúrgica, o Coro da Sé Catedral e o Sollemnium Concentus. Deu grande incremento à renovação e aquisição de órgãos de tubos, à formação de pessoas na área da Música e à composição de Cânticos. A sua acção estendeu-se a todo o país, dando apoio a tudo o que de melhor se faz nos campos da Música Sacra e da Liturgia.
| Primeira Página | Página Seguinte |