"A cada paróquia os seus pobres" dizia o padre Américo, acreditando que seria a melhor maneira de combater a pobreza em Portugal. E agora surge, de novo a ideia na Mensagem do Presidente da Comissão Episcopal de Acção Social e Caritativa, D. António Francisco Marques, para o Dia Cáritas que ocorreu no domingo passado. D. António começou por enumerar as fases mais importantes do desenvolvimento da Cáritas, desde há cerca de cinquenta anos. Acrescentou depois que, na década de setenta, as comissões diocesanas da Cáritas deram origem à Cáritas diocesana, coordenadas pela Cáritas Nacional. E acrescentou que agora será tempo de instituir um verdadeiro Serviço de Acção Social a nível local e paroquial para coordenar as diversas acções sócio-caritativas e que deveria chamar-se "Cáritas".
De acordo com os dados da União das Instituições Particulares de Solidariedade Social, há cerca de 500 mil pessoas que vivem numa situação de pobreza extrema. Alfredo Bruto da Costa acrescentou que serão cerca de dois milhões de pobres, à luz dos critérios europeus. A resposta a esta carência deverá ser de nível local por tal ser mais simples e acessível.
D. António Francisco Marques
termina que esse esforço tornará as paróquias
mais vivas e os leigos mais conscientes do seu lugar na vida social.
Paróquia e acção
social na Caritas
No último Encontro Nacional da Cáritas sobre o tema "Paróquia e acção social - perspectiva histórica e futura" que decorreu, há dias, em Peniche, foi acentuado que a Igreja e, a paróquia são comunidades de pessoas de que deve resultar o devido exercício de caridade e de acção social. A intervenção nas realidades sociais, fomentará relações mais fraternas. Foi recordado que são precisos novos agentes pastorais ou animadores sociais ou sócio-caritativos. Em articulação com os párocos, poderá criar, em cada paróquia, um Serviço de Acção Social da Igreja.
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