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Encheu-se como um ovo o Pavilhão Rosa Mota na manhã do passado Domingo na Eucaristia de Bênção dos finalistas universitários, a que presidiu D. Júlio Rebimbas, arcebispo-bispo do Porto e que foi transmitida em directo pela TVI. |
Muita gente viu a transmissão feita pelo P. António Rego e terá percebido melhor para que serve um canal de televisão «diferente» que mostre uma face da sociedade que parece não interessar a outros senhores da Comunicação. E verificado a qualidade de uma celebração que aparece no final de um ano de preparação de que foi sinal eloquente o Coro de mais de 300 estudantes universitários, que desde há alguns meses se preparou expressamente para este dia.
| Os cerca de três mil finalistas ali fizeram convergir uma multidão de bastante mais que dez mil pessoas, revelando que, para além dos desmandos habitualmente divulgados, os estudantes universitários são capazes também «de grandes coisas» como esta celebração. | ![]() |
Na homilia, D. Júlio insistiu que um dos problemas mais graves de hoje é o de «reduzir a ética e a religião ao âmbito do privado» e lembrou a necessidade de se levar a luz e a força da Fé a todas as áreas da vida, acrescentando que esse é o serviço que os cristãos devem prestar ao mundo, para que seja reconhecida a dignidade da pessoa e devolvida ao homem e à mulher a esperança a que têm direito. E teriam uma dinâmica diferente a ciência, a política, a economia e os meios de comunicação!
A professores, estudantes e familiares assegurou que «Jesus Cristo nunca passa» e que aos cristãos compete «refazer o tecido cristão da sociedade, mostrar na vida real e concreta a força renovadora, libertadora e humanizante do Evangelho». E deixar transparecer com simplicidade «a vida nova» de quem aceita Jesus Cristo na sua vida e leva a ética cristã a tos os campos da existência. Há-de verificar-se, então, «a dignidade e centralidade do homem e da mulher» e o amor preferencial pelos pobres, bem como a harmonia entre Fé, Moral e vida concreta.
Um bom trabalho do Secretariado da Pastoral
Universitária, dirigido pelo P. António Bacelar,
conseguiu transformar o Pavilhão Rosa Mota em verdadeira
Catedral, melhor ainda do que no ano passado, o que permite acreditar
que, corrigidos pequenos defeitos derivados de alguma gente que
não é capaz de entender o que é uma Eucaristia,
será possível chegar ainda mais longe. A Bênção
foi um grande acontecimento, em certo sentido o maior da Queima
das Fitas.
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